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Belém fará levantamento de hepatite

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Começou ontem, em Belém (PA),  o inquérito soro epidemiológico de prevalência das hepatites A, B e C. A Região Norte é a última a fazer o estudo – as outras áreas do país já encerraram o levantamento. Nas demais capitais do Norte, a pesquisa deve começar a ser feita daqui a uma ou duas semanas.
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pretende incluir na lei que disciplina a distribuição e o uso da talidomida no Brasil a recomendação para que homens que usam o medicamento adotem barreiras para evitar que suas parceiras engravidem.
O objetivo do levantamento é conhecer a situação das hepatites virais no Brasil, para depois redefinir as políticas com relação ao controle da doença, afirmou Rodrigo Ximenes, coordenador nacional epidemiologista. “As hepatites são importantes porque são as causas mais freqüentes de doenças hepáticas. As do tipo B e C podem evoluir para cirrose, câncer e levar à morte”, completou.
Em Belém, a equipe de cerca de 15 pessoas vai visitar 30 bairros escolhidos de acordo com o último censo do IBGE. Em cada bairro serão visitadas residências sorteadas – no total, cerca de 800 domicílios. Nas visitas, os técnicos vão preencher questionários e fazer exames de sorologia em homens e mulheres de 5 a 69 anos. Caso o exame de sangue dê positivo, a pessoa será encaminhada a novos exames e a tratamento. O inquérito tem perguntas sobre a condição socioeconômica da família, profissão e saneamento da residência.
O Brasil é o único país a realizar esse levantamento, segundo Déborah Crespo, coordenadora estadual de Hepatites Virais da Sespa (Secretaria de Estado de Saúde do Pará). Ele é financiado pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde. A estimativa da Sespa é que, em Belém, 1.054 pessoas respondam ao questionário e que a coleta de dados dure dois meses e meio.
A hepatite é uma doença que causa inflamação no fígado e compromete suas funções. A hepatite A é transmitida por meio de alimentos e água contaminados com o vírus. Como as conseqüências dela são menores, a rede pública de saúde só oferece gratuitamente a vacina para grupos especiais. A hepatite B é transmitida por transfusões de sangue, uso compartilhado de seringas e agulhas e relações sexuais sem preservativo. A forma de prevenção é a vacina, disponibilizada gratuitamente para a população de zero a 19 anos. A hepatite C é transmitida pelo contato com sangue contaminado, em transfusões, injeção compartilhada de drogas e acidentes profissionais.
O custo da doença para o governo é alto. “Só a cirurgia de um transplante de fígado, por exemplo, custa para o SUS [Sistema Único de Saúde] R$ 52.000,00, além do custo de medicamentos, exames e consultas” afirmou Dérorah Crespo.

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