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Aumentam gastos de empresas de autogestão em saúde

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O beneficiário do setor de saúde suplementar custa mais a cada ano para as empresas que possuem planos de autogestão. A informação foi divulgada pela 11ª edição da Pesquisa Nacional da Unidas – União das Instituições de Autogestão em Saúde. Segundo o estudo, o valor per capita/mês em 2009 foi de R$ 196,64, que representa R$ 27 a mais que em 2008 e R$ 56,84 a mais que em 2007.
 
Segundo a presidente da Unidas, Iolanda Ramos, dois fatores influenciaram esse aumento do custo. “Embora a pesquisa demonstre uma queda pequena na frequência do número de consultas, houve um aumento no valor delas. Tivemos também um aumento no número de exames por consulta, por isso o impacto no custo de nossas afiliadas foi bastante significativo.” Confira a entrevista completa em nosso videocast.
Para Iolanda, este impacto segue uma tendência natural. “O segmento de saúde suplementar vem tendo custos ascendentes, maiores que o índice de inflação. Por isso, criou-se uma linguagem paralela que se chama inflação médica”, diz.
A pesquisa também mostra que o segmento de autogestão movimenta cerca de R$ 8 bilhões por ano, o equivalente a 12,5% de todo o setor de saúde suplementar. O estudo, feito em parceria com o Centro Paulista de Economia da Saúde (CPES), analisou 60 empresas de autogestão, que juntas são responsáveis por 3,4 milhões de vidas.
Todas as instituições pesquisadas oferecem planos para ativos, 84,7% para aposentados e 29,7% para agregados. Estes últimos foram os que mais utilizaram os planos em 2009: 96,4% buscaram serviços de saúde.
Envelhecimento da População
Entre os destaques, a pesquisa mostrou que 10,6% dos beneficiários de planos de autogestão têm mais de 70 anos, contra 5,4% de idosos no setor se saúde suplementar em geral. Justamente essa faixa etária, segundo a pesquisa, é a que demanda maior custo médio assistencial: R$ 7460,45 por ano, contra R$1828,97 para a população de 40 a 49 anos, por exemplo.
Quanto aos desafios para absorver essa população mais velha, Iolanda acredita que o caminho é o equilíbrio: atuar contra o agravamento de doenças crônicas e conter a ascensão de custos aumentando os cuidados com a saúde. Segundo ela, como as empresas de autogestão possuem grupos fechados de beneficiários, a fidelização é muito longa, o que significa que investimentos de qualidade de vida e prevenção influem diretamente na saúde financeira dos planos.
Neste sentido, a pesquisa mostra que, em 2009, 59,5% das beneficiárias com idade entre 19 e 59 anos fizeram o exame de Papanicolau e 58% entre 30 e 59 anos se submeteram à mamografia. Além disso, 58,2% dos homens beneficiários ativos com mais de 40 anos fizeram o exame PSA, que auxilia no diagnóstico precoce do câncer.
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