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Aumenta número de partos domiciliares na Zona Sul de SP

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Um estudo realizado pelo Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, verificou que 21 “partos domiciliares ocasionais” ocorreram na Zona Sul de São Paulo entre agosto de 2000 e janeiro de 2001. Segundo a pesquisa, uma das principais causas do problema é a falta de leitos e problemas com atendimento à saúde. A pesquisa mostra que o risco de mortalidade perinatal nos “partos domiciliares ocasionais” é 3 vezes maior que nos partos hospitalares da mesma região. Esse tipo de parto é caracterizado como aquele em que as mães tem o filho em casa não por opção, mas porque não conseguiram chegar a tempo nos hospitais. A pesquisa envolveu moradoras de bairros de 14 distritos da Capital localizados entre o Jabaquara e Parelheiros.
Os números da pesquisa contrariam os índices do Sistema Nacional de Informações de Nascimentos (SINASC) e do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), ambos do Governo Federal que indicaram, no mesmo período, apenas cinco nascimentos. Os 21 partos foram identificados por meio de entrevistas com as mães no domicilio e confirmados com consulta aos prontuários dos hospitais.
Além de problemas com falta de leitos e dificuldades no atendimento, verificou-se que 20% das mães envolvidas na pesquisa e que tiveram parto hospitalar haviam procurado dois ou mais hospitais, o que indica falta de acesso para receber assistência adequada. Existem também dificuldades de transporte na região e deficiência do serviço de resgate.

Nos partos domiciliares, 28,6% das mulheres tiveram seus bebês sozinhas, sem a ajuda de qualquer pessoa. A maioria delas, 57%, foi auxiliada por familiares ou vizinhos. Após o parto, 43% delas foram levadas a um hospital por vizinhos ou parentes. O estudo é parte de uma pesquisa maior sobre mortalidade perinatal na região Sul da cidade de São Paulo iniciada em 2001, no Departamento de Epidemiologia da FSP.

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