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Associações médicas querem difundir exame A1C para prevenção de complicações do diabetes

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A diabetes atinge hoje 10 milhões de brasileiros sendo que a metade deles não sabe que tem a doença e o restante não tem um controle satisfatório sobre ela. Um diagnóstico bem feito, o mais cedo possível, pode retardar e até eliminar os efeitos nocivos da diabetes, entre elas a doença cardíaca, acidente vascular cerebral, doença ocular e renal. Para um diagnóstico mais preciso do diabetes, diversas sociedades clínicas ligadas à especialidade, como a Sociedade Brasileira de Diabetes, a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e a Associação Médica Brasileira, entre outras, estão divulgando os benefícios do método de diagnóstico conhecido como A1C ou teste de homoglobina glicosilada.
Este exame, que fornece uma determinação precisa dos níveis de glicose sangüínea ao longo de um período de dois a três meses, é a melhor ferramenta disponível para auxiliar os médicos a determinar o grau de controle glicêmico e a tomar decisões sobre o futuro do tratamento, explica o Dr. Augusto Pimazoni Netto, consultor médico para assuntos de educação e controle de diabetes. O profissional de saúde precisa tomar providências de controle quando o nível de A1C do paciente é maior que 7%.
Segundo Álvaro Rodrigues Martins, diretor científico da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC), os laboratórios brasileiros já estão equipados para fazer este exame. “Mas falta maior divulgação sobre os benefícios do teste para médicos não especializados em diabetes”, afirma.
Para José Egídio Paulo de Oliveira, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) um importante instrumento para a difusão desse procedimento será a inclusão do A1C no Projeto Diretrizes, que está sendo elaborado pela Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina e que deve ser concluído até 2004. Ele contém orientação diagnóstica, terapêutica e prevenção, baseada em evidências científicas em diversas especialidades.
Outro aspecto importante a ser levado em conta na prevenção do diabetes, segundo Oliveira, da SBD, é no que diz respeito à saúde pública. O custo de um paciente diabético no Brasil é de US$ 6,5 mil, considerando-se a média de 24 dias de internação. Nos Estados Unidos o custo médio, no ano passado, com o total de pacientes diabéticos foi de US$ 132 bilhões. “A diminuição de 1% do nível de A1C permitiu, nos EUA, uma economia de US$ 3 mil por ano por paciente”, destaca Oliveira.

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