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Artigo: Segurança do paciente

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A “segurança” no trânsito, financeira, no trabalho e nas ruas é algo muito desejável e perceptível no cotidiano. No entanto, nem sempre se evidencia o seu significado em um dos momentos de maior fragilidade das pessoas e seus familiares, que é uma internação hospitalar. A questão agrava-se ante a constatação de que grande parte dos países tem sérios problemas na área da saúde e que essas distorções não se solucionam apenas com os grandes investimentos realizados por governos e empresas privadas para melhorar a vida dos pacientes. É preciso, além de dinheiro, implantar práticas corretas, valorizar a gestão dos processos e entender a contribuição da tecnologia. Dentre os inúmeros fatores que preocupam a população e os órgãos responsáveis, um tem característica que o torna prioritário e tema de discussão obrigatória em todo o mundo: é o chamado ?Medication errors?. A administração de fármacos protagoniza os conhecidos “5 Rights” (medicamento certo para o paciente certo, na dose certa, no tempo certo e com o método certo). Gerenciar com eficácia tais procedimentos é imprescindível para o sucesso de qualquer tratamento. Assim, não se pode admitir erros, em especial se considerado o fato de que soluções eficientes para os prevenir e evitar.
Um grupo de especialistas em práticas de medicação segura, formado pelo Comitê de Experts em Questões Farmacêuticas do Conselho Europeu, publicou recentemente relatório intitulado ?Creation of a better medication safety culture in Europe: Building up safe medication practices Report? (disponível em www.gs1brasil.org.br – Atuação Setorial – Saúde). O trabalho detalha, em 275 páginas, como construir as melhores práticas em medicação segura e porque as pessoas estão mais preocupadas com este assunto do que com as guerras que invadem o nosso cotidiano.
O Brasil, alinhado à Europa, América do Norte e Ásia, vem, há alguns anos, mapeando esse setor e implementando as melhores práticas de segurança do paciente. As entidades certificadoras exigem dos hospitais a rastreabilidade dos processos, o que inclui os medicamentos. Os hospitais, em conseqüência, necessitam que os laboratórios (fabricantes de medicamentos) colaborem, identificando os medicamentos de maneira eficiente.

Um grupo de hospitais e laboratórios, de modo transparente e colaborativo, reúne-se freqüentemente para disseminar conhecimento, discutir e implementar as melhores práticas para a melhoria da qualidade da prevenção de erros. Tal conhecimento dá-se por meio da participação em conferências internacionais e nacionais, que alguns participantes repassam aos outros do grupo, por meio de lições aprendidas em pilotos e implementações de soluções e do intercâmbio de informações com outros países.
Esse grupo também elabora e atualiza guias e cursos gratuitos para a comunidade do setor e envolve, quando necessário, a participação de empresas de tecnologia que possam contribuir para o desenvolvimento. Estamos falando de um grupo minoritário e que talvez não reflita a realidade brasileira, mas temos de começar de alguma forma, pois com o tempo e a percepção das pessoas de que este é um assunto sério, a atenção e o investimento serão naturais.

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