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Artigo: Na saúde, terceirizar instalações pode envolver riscos de imagem

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Há alguns anos, um médico veio à agência solicitar nossos serviços de comunicação em situações de crise porque o seu nome e do hospital onde prestava serviço apareceram, de maneira não lá muito positiva, num jornal popular e de grande circulação em São Paulo. O doutor e seu hospital viraram notícia por causa de um procedimento feito sem a devida e necessária autorização da paciente, que foi à Justiça. O juiz, em primeira instância arbitrou, contra o hospital, uma indenização de valor considerável e o nome do médico, como era de se esperar, foi parar também no CRM. O médico afirma que, numa das consultas, falou sobre o tema com a mulher e seu marido, mas nada anotou no prontuário. Ele disse, na ocasião, que fez o que fez apenas para salvá-la. O caso ainda corre na Justiça. O hospital prossegue se defendendo, a mulher continua vivinha da silva, o médico exerce suas funções no mesmo local de antes, visto que foi absolvido no CRM. Por ora não se sabe se o hospital, condenado definitivamente, acionará o médico para recuperar os seus recursos financeiros.
Esse caso, relatado muito superficialmente em função do espaço, serve como alerta e orientação para médicos e hospitais, principalmente para aqueles que terceirizam suas instalações. Os médicos devem se conscientizar, de uma vez por todas, que o prontuário é o seu ?melhor instrumento de defesa?; já os administradores hospitalares, que anseiam por verem lotados por terceiros seus centros cirúrgicos e UTIs, devem ter plena consciência de que sofrerão, na mídia e na Justiça, os respingos por qualquer problema envolvendo a equipe médica contratante durante o procedimento.
Em função de problema grave, a mídia, ao menos num primeiro momento, jamais fará a distinção entre o hospital que terceirizou sua instalação e a equipe médica que a contratou. Muito dificilmente o hospital deixará de ter o seu nome estampado com destaque e os seus médicos e executivos procurados para dar explicações. O nome do médico que realizou o procedimento deverá constar no corpo do texto e ele também deve ser convidado a se pronunciar. É nessa fase que mora o risco de dano à imagem pública de ambos – hospital e médico ? se a situação não for administrada profissionalmente.
A mídia, importante deixar claro, chegará com um partido tomado, o do paciente, que se sentiu ?vítima? do procedimento médico. O hospital e equipe médica, se instados pela mídia a se pronunciarem sobre o caso, não podem simplesmente se defender acusando um ao outro.
É possível imaginar o caos, se os dois lados se arrefecerem: se o hospital disser que o problema foi incompetência da equipe médica, a mídia seguramente perguntará sobre seus requisitos e critérios para locar suas instalações; se a equipe médica falar mal dos serviços e da qualidade dos equipamentos do hospital, a mídia logicamente perguntará se não conheciam o que estavam locando, se não visitaram antes o local e se não havia outros em melhores condições.
Como se vê, situações como essas são de extrema delicadeza e assim devem ser tratadas, sem qualquer nuance de emoção. Antes de qualquer exposição pública, equipe médica e hospital devem desenhar uma estratégia de ação, definir statements e os seus porta-vozes. E treiná-los para responder a todo e qualquer tipo de questionamento. Depois, chamar a mídia e cada um, juntos numa mesma mesa, de forma ética e profissional, assumir a parte que lhes cabe. Afinal, não há remédio melhor do que o bom senso, mesmo na área da saúde!

       
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