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Artigo: Gestão Estratégica: A liderança inteligente de pessoas – Parte II

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Leia a Parte I deste artigo:
Artigo: Gestão Estratégica: A liderança inteligente de pessoas – Parte I PARTE II – A gerência diamante
Tudo na vida é uma cadeia de acontecimentos, mas, infelizmente, nem sempre percebemos isso. Pior, às vezes invertemos a ordem por acreditar que estamos ganhando tempo e dinheiro e acabamos perdendo tempo, dinheiro e credibilidade.
Mas o mundo mudou. Esta é, sem dúvida, a hora. Não dá mais para adiar para o próximo século. Investir em novas habilidades, nas pessoas e gerenciá-las nesta nova percepção é o grande desafio de uma administração inteligente. Investimento humano é, por conseqüência, a visão gerencial de longo alcance, manifestada por meio da prioridade séria e compromissada de um programa de desenvolvimento de seus colaboradores.
Neste contexto, encontramos os dois tipos clássicos de Gerência:
? Gerência Carvão
? Gerência Diamante
Do lado do gerente carvão, encontramos via de regra um profissional tecnicamente bom no cargo de liderança, embora líder não seja bem o melhor conceito para defini-lo… Na verdade, ele já trabalha há anos na profissão e aprendeu que o mais importante em um funcionário é que ele seja obediente, que não chegue atrasado, se possível que leve o trabalho para casa, enfim.
A visão do que é um bom empregado ainda é um modelo meio voltado ao gerenciamento do tipo capataz. Afinal, o gerente carvão não reconhece nenhum talento humano dentro da sua organização. Pelo contrário, por ser carvão, acredita cegamente que todos abaixo dele devem seguir o mesmo padrão. Se alguma pedra preciosa estiver ali perdida, rapidamente o gerente irá cobri-lo com uma camada de pó negro, fuligem. E o brilho, embora exista, ficará escondido por debaixo desta camada. Do pó viemos, ao pó voltaremos ? esse é o lema da Gerência Carvão. Em contra partida, no outro extremo da realidade, encontramos o gerente diamante.
Este profissional é o primeiro a descobrir outros diamantes e a potencializá-los, pois sabe que sua performance e da instituição que representa irá melhorar à medida que conseguir mais talentos humanos, agregando-os à equipe de trabalho.
Conforme afirma David A. Klein, as organizações possuem imensos armazéns não estruturados de ?know-how? informal mas, que na ausência de visão educadora e programas de multiplicação deste conhecimento, são fisicamente distribuídos de forma aleatória pelas mentes apenas dos indivíduos. A Gerência Diamante sabe disso e esforça-se conscientemente para multiplicar os conhecimentos da equipe. Reconhece as pedras brutas e investe seu tempo e recursos financeiros nestes profissionais, mesmo que o investimento seja a médio e longo prazo. Afinal, ele já descobriu que somente lapidados é que poderão crescer como pessoas, profissionais e como empresa. Sem essa tríade, fica impossível seguir em frente.
Programas de Qualidade e Certificação são importantes e prioritários, entretanto, isso pressupõe preparação, planejamento e investimento humano (processos de capacitação continuados).
O gerente diamante, e neste caso muito mais do que gerente podemos dizer Líder, sincroniza perfeitamente três palavras de ordem, dentro da lógica gerencial deste século. São elas: satisfação; flexibilidade/agilidade; investimento humano. Para entendermos um pouco mais profundamente este assunto, vamos acompanhar juntos o desenvolver desta lógica: Colaboradores insatisfeitos trabalham mal e, por conseqüência natural, colaboradores satisfeitos trabalham melhor.
Mais do que nunca, o mundo empresarial está incorporando o novo paradigma: gerenciar pessoas é a função mais importante de qualquer líder.
Gerenciar é conseguir agregar valor humano. É, no fundo, conseguir que os colaboradores trabalhem melhor. Lutar pela sobrevivência já é uma constante. Mas para ter êxito em um ambiente extremamente competitivo é necessário flexibilidade para mudar e agilidade na mudança. Flexibilidade e agilidade são virtudes humanas. Assim, estas características estão profundamente associadas ao nível profissional, à capacidade de criar e inovar, possibilitando o sucesso para as mudanças organizacionais.
Para obter estas virtudes humanas é preciso um aprendizado constante de novas habilidades, principalmente no que tange às relações comportamentais. O processo de capacitação demanda o investimento humano. Quando este se inicia, a organização começa a criar horizontes mais amplos a seus colaboradores.
Colaboradores com horizontes ampliados se sentem mais reconhecidos e motivados a sair do seu ?mundinho? e olhar a empresa como um todo, buscando a melhoria de processos e relacionamento humano.
Quem observa mais tem mais condições de criar, inovar, propor soluções, trabalhar pela excelência e, principalmente, transformar a organização em uma empresa muito mais competente, flexível e ágil.
Moral da história ? o Profissional Diamante inteligentemente já compreendeu: é necessário investir no ser humano ? profissional & pessoal (dissociar os dois é crime gerencial inafiançável).
E é claro, só discurso não basta. Max Gehringer sabiamente um dia escreveu que os colaboradores sabem muito bem que a frase ?Nossa Gente é Nosso Maior Patrimônio? equivale à de um político que diz ?Minha principal preocupação é com o Povo!!!?
Justamente por isso, investimento humano não é simplesmente pegar os funcionários e mandá-los para cursos fora ou mesmo dentro da instituição. Investir significa muito mais que isso; significa Liderança Educadora e Comprometida.
Na área financeira de hospitais, por exemplo, quando um gerente decide por um investimento (aplicação financeira) ele, automaticamente, está se responsabilizando pelos lucros maiores ou menores ou ainda prejuízos decorrentes da ação. Naturalmente, este gerente irá monitorar passo a passo o mercado e as possíveis alternativas, a fim de fazer de tudo que estiver ao seu alcance para que o investimento reverta positivamente para a instituição. Da mesmíssima forma, quando falamos em investimento humano falamos em comprometimento gerencial do início ao fim.
Como menciono em meu livro, Gestão ou Indigestão de Pessoas? Manual de Sobrevivência para R.H. na Área da Saúde, o maior problema de Gestão de Pessoas é o descaso total com a oportunidades de resgate dos neurônios sobreviventes em nossas organizações. Enquanto estivermos usando palavras vazias, discursos enlatados e uma visão de gerência carvão, tudo que veremos é a apenas a repetição do passado.
A Gerência (liderança) Diamante faz a diferença ao aprender com o passado (para não repeti-lo) e ao construir o futuro pela única via consistente e sustentável: A Educação.

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