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Anvisa sugere intervenção federal no Hospital de Base de Brasília

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concluiu o relatório sobre as condições de funcionamento do Hospital de Base de Brasília. O relatório de 81 páginas foi enviado ao Ministério Público Federal com a indicação de que a unidade de saúde sofra intervenção federal em virtude das graves falhas encontradas pela Anvisa no hospital e de os problemas não terem sido sanados nos prazos estabelecidos pela Vigilância Sanitária. A inspeção da Agência foi realizada por uma equipe de 19 técnicos das áreas de controle de infecção hospitalar, infra-estrutura de serviços de saúde e hemoterapia, entre os dias 18 de fevereiro e 19 de março. Sessenta e cinco itens com problemas que abrangem desde falta de equipamentos adequados e medicamentos até limitações do corpo funcional foram levantados pelos fiscais, que indicaram ações corretivas com prazos pré-fixados de 20, 60 e 120 dias para serem adotadas, de acordo com o risco sanitário de cada uma delas.
Finalizados os dois primeiros prazos para a adoção das ações, e considerando-se o baixíssimo índice de resolução dos problemas, a Anvisa decidiu indicar a interveção federal do Hospital de Base.
Alguns dos problemas constatados no Hospital de Base são a falta de esterilização do material hospitalar, quadro de pessoal insuficiente para desempenho adequado das funções, falta de manutenção na central de gases medicinais e de Equipamento de Proteção Individual (EPI) para funcionários. Também foram citados a ausência de controle do prazo de validade dos medicamentos usados nos pacientes, acondicionamento inadequado dos resíduos hospitalares e risco de incêndio na unidade de internação para cirurgia cardíaca.
Com a falta de manutenção dos elevadores os pacientes de hemodiálise eram obrigados a subir 11 andares de escada para chegar à unidade de tratamento, além de ausência de desfibrilador.
De acordo com o Secretário de Saúde do Distrito Federal, Arnaldo Bernardino, serão investidos R$ 30 milhões em equipamentos e obras, mas ainda não há prazo para iníco das obras. O secretário esteve reunido hoje com o secretário de Obras do DF, Tadeu Filipelli, e diretores dos hospitais da rede do DF, para decidir qual o melhor caminho para desocupar as áreas para a reforma. “A meta é fazer planejamento e gerenciar a reforma do Hospital de Base sem causar prejuízo ao atendimento à população”, promete Bernardino.

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