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Advento cresce com obras no setor hospitalar

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O ano de 2008 foi de consolidação para o Grupo Advento, holding especializada nos setores de engenharia e construção, que tem como acionista majoritário o empresário Juan Quirós. Criada em 1994, em Campinas, a partir da Vecotec, uma pequena empresa de sistemas de climatização e controle de contaminação ambiental, o grupo mais que dobrou sua capacidade de operação com a aquisição da construtora Serpal, com 35 anos de atuação, numa negociação com aporte inicial de R$ 80 milhões, realizado pelos sócios AIG Investments e Credit Suisse.

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A holding, que também agrega as empresas Temar Manutenção Integrada e Vox Engenharia, prevê fechar o ano com um faturamento de R$ 580 milhões. “Saímos de um faturamento de R$ 150 milhões em 2007 para a previsão de uma receita prevista de R$ 770 milhões em 2009”, afirma Quirós. A meta de crescer mais de 30%, em um ano cujo mote em todo o mundo é recessão, é fruto da estratégia da companha de investir no modelo norte-americano de “turn-key engineering company”, em que uma única empresa assume a execução da construção e todas as demais instalações (elétrica, hidráulica, climatização, controle ambiental e manutenção integrada dos sistemas) de uma obra. Esse formato promete uma redução de no mínimo 8% no custo final do projeto.

O trabalho está aliado a uma certeza de Quirós: nem todos os setores entrarão em crise. Um exemplo, é o setor de saúde. “O mercado hospitalar é dinâmico, nossos clientes estão com capacidade média de 80% a 85%, precisando expandir”, conta Quirós. A Serpal tem um total de R$ 57 milhões em obras hospitalares. A empresa acaba de entregar a nova unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com 40 leitos individuais, em um contrato de R$ 25 milhões, que inclui a reforma do pronto atendimento do Sírio-Libanês, prevista para ser entregue em janeiro de 2009.

O grupo já atendeu instituições importantes como o Hospital Osvaldo Cruz, o Complexo Hospitalar da Amil, a nova torre do hospital Samaritano, todas em São Paulo. Além de projetos em diversas regiões do País, como hospitais públicos no Pará. “Focamos em hospitais que tem sinergia de crescimento, por isso, sempre tivemos bom retorno financeiro”, afirma Quirós.

Além de hospitais, o grupo atende diversas áreas de negócios. E já nota que alguns setores deram uma parada em seus projetos. “Há uma tendência de aumento no prazo de entrega de projetos dos setores papel e celulose, cimento e aço. Mas ninguém cancelou nada”, explica Quirós, ressaltando que as empresas vêm pedindo expansão de 60 a 90 dias na entrega dos empreendimentos. Projetos na área de logística e alimentos, por outro lado, continuam em execução.

O mesmo acontece na área de construção corporativa. “Os empreendimentos orçados continuam firmes, mas há uma diminuição de projetos futuros. As empresas vão aguardar até março para ver se vale a pena investir”, diz. O pessimismo, ressalta, “está na área residencial”.

Segundo Quirós, estudos para novos projetos não pararam, bem como os estudos do grupo para encontrar novas soluções técnicas. Se isso virá em forma de novas aquisições da empresa, ainda não se sabe. Mas Quirós afirma que está atendo para as boas oportunidades do mercado.

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