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A ESCOLHA DA MORTE

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Nesta semana a revista Isto É publicou uma nota sobre um casal britânico, ele um respeitado maestro com 85 anos e ela coreógrafa e produtora de TV de sucesso, com 74, que decidiram se suicidar de mãos dadas em clínica na Suíça, porque ele estava quase cego e ela sofria de câncer. Tudo isso ao abrigo da lei e com os filhos presentes.

Por que não? Aqui no Brasil esse assunto é considerado eticamente inaceitável e os especialistas dizem que os portadores de doenças graves estão psicologicamente vulneráveis, sem capacidade para discernir o que lhes é mais apropriado.

Eu digo que não. Muitas das pessoas que conheço declaram abertamente que preferem morrer de uma maneira serena e tranqüila a viver prostrado em um leito hospitalar ou em casa, dando despesas e trabalho a seus familiares. São pessoas que não estão debilitadas, gozam de boa saúde e tem plena capacidade mental.

Portanto, são capazes de decidir o seu destino, como outrora decidiram sobre o caminho de vida a seguir. Agora eles querem continuar decidindo e decidir sobre seu último caminho, ou melhor, sobre antecipar o seu destino final inevitável.

Sei que o tema ainda é tabu entre nós, mas é uma solução bem vista por muita gente em plena consciência para decidir o que é melhor para si e para os que ficam.

É mais um direito de escolha que deveria ser respeitado. Esta será a minha opção quando eu não puder mais sorrir e a expresso em sã consciência. Respeitem-na.

Josué Fermon

jfermon.blogspot.com

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