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A DOENÇA DOS HOSPITAIS DE BRASÍLIA

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Eu já disse por aqui que em caso de doença grave que me obrigue a viver em hospitais, eu prefiro logo uma boa morte.

Ontem passei o dia observando a emergência de um dos melhores hospitais particulares de Brasília, que tem nome de santa e que – dizem – está sendo vendido a um sócio de outros hospitais na Capital Federal, dos quais o principal deles, que fica do lado, também tem nome de santa. Todos muito caros.

Ver a desordem reinante ali me deixou esperançoso de que a sociedade, o Ministério Público ou quem mais tiver poder na Corte deve fazer alguma coisa para melhorar serviços tão deprimentes.

Gente em maca nos corredores, abanados pelos parentes para aliviar o calor, outros gritando de dor em cubículos com dois leitos cada e os funcionários amontoados entre conversas e anotações num posto de enfermagem que mais parece uma guarita. Havia enfermeiras com jeito de boazinhas, mas a maioria das que eu vi estava mesmo com cara de eu-odeio-tudo-isso.

A rede privada em Brasília tem pouquíssimos hospitais, uns pertencentes a três operadoras e outros a alguns médicos bem aquinhoados. Por isso os preços praticados estão entre os mais caros do país, assim como os gastos com materiais, medicamento e exames.

As operadoras que custeiam o setor, a maioria de autogestões do serviço público é generosa e não quer privar seus assistidos do melhor atendimento, mas esquecem de exigir melhorias na qualidade.

Josué Fermon é Consultor em Saúde Suplementar

www.fermon.com.br

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