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Os veículos de comunicação exibem, com frequência perturbadora, notícias sobre complicações e mortes em cirurgias plásticas. Os números são mesmo altos. Mas ainda mais aterradora é a constatação da pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) de São Paulo: apenas em 6% das complicações ocorridas em cirurgias realizadas naquele Estado os profissionais envolvidos eram cirurgiões plásticos especializados. Se vivemos uma era em que os reclames estéticos dos modismos balizam o comportamento social, especialmente das mulheres, há que se prestar mais atenção à saúde.

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Como em todos os campos do conhecimento, também a Medicina se aperfeiçoa e proporciona às pessoas maiores recursos para ser mais saudáveis – física e emocionalmente. A decisão pela cirurgia plástica deve ser acompanhada de perto por um profissional plenamente capacitado – já que envolve uma série de fatores físicos, psicológicos e sociais que, muitas vezes, não são analisados pelo paciente, à primeira vista. O ser humano é um complexo conjunto, que necessita ser visto como tal – e não apenas como um pneuzinho no quadril ou um nariz maior que o desejado.

Para ajudar a melhorar o quadro da cirurgia plástica no Brasil é necessária uma legislação compatível a essa nova realidade: hoje, um médico pode exercer qualquer especialidade, ainda que não seja especialista naquela área. Uma situação que precisa mudar.

O desenvolvimento da pesquisa ocorre em uma velocidade tal que é praticamente impossível ao profissional acompanhar todas as áreas médicas e, principalmente, as praticar com a perícia necessária. A formação em cirurgia plástica exige pelo menos cinco anos de estudos- além dos outros seis do curso de Medicina. Mais que isso: um bom cirurgião é aquele que se mantém em permanente especialização, aperfeiçoando sua técnica e ampliando seus conhecimentos. Para isso, é necessária exclusiva dedicação. Antes de fazer plástica, não deixe de procurar saber se seu médico é especializado e em que condições a cirurgia será realizada. Afinal, estética ou restauradora, esse tipo de cirurgia é uma intervenção que exige profissionais altamente especializados e completa infraestrutura hospitalar. 

*Iberê Pires Condeixa é cirurgião plástico atuante em Joinville/SC

As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicadas refletem unicamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da IT Mídia ou quaisquer outros envolvidos nesta publicação.

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