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80% das formas de psoríase são do tipo leve ou moderado, sendo a do couro cabeludo uma das mais prevalentes

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O problema é freqüentemente confundido com a dermatite seborréia, a popular “caspa”

A psoríase do couro cabeludo é uma das mais prevalentes entre as formas do problema, sendo freqüentemente confundida com a dermatite seborréia, a popular “caspa”. Mas ao contrário da caspa, que afeta quase todo o couro cabeludo, a psoríase forma placas muito distintas, que se estendem até a testa, enquanto outras áreas ficam livres, além de poder ser sentida quando se passa os dedos pelo cabelo, devido ao crescimento das escamas entre os fios.

“80% dos casos de psoríase são na forma leve e moderada e têm indicação de tratamento tópico”, explica Dra. Leticia Secco, médica dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Um recente consenso da Academia Européia de Dermatologia indicou o tratamento tópico com análogos da vitamina D e corticosteróides, como primeira linha para a forma leve e moderada da psoríase”, completa.

A psoríase do couro cabeludo não provoca a queda de cabelo, já que a raiz do cabelo, situada abaixo da pele, não é atingida. As áreas do couro cabeludo que são mais afetadas por placas são atrás, por cima e os lóbulos das orelhas, nuca, testa e a linha do cabelo que demarca o couro cabeludo.

Popularmente conhecida como caspa, a dermatite seborréica caracteriza-se pela oleosidade excessiva no couro cabeludo, seguida de inflamação e descamação que lembra polvilho, e que ao ser removido, deixa o couro cabeludo ferido, podendo acelerar a perda capilar. O estresse é um dos mais importantes fatores desencadeantes desse quadro, além da possível presença de fungos no couro cabeludo. Para o tratamento, utilizam-se shampoos antiinflamatórios, antifúngicos, normalizadores da descamação ou tudo isso associado.

“É muito importante ter um diagnóstico correto, entre psoríase e seborréia”, alerta Dra. Letícia. “Ter a indicação de um tratamento adequado e cumprir as orientações do médico são fatores-chave para o controle de ambos os problemas dermatológicos”, finaliza.

10 Dicas valiosas para quem tem psoríase do couro cabeludo

Não se intimide, continue suas atividades – As lesões evidentes no couro cabeludo tendem a fazer o paciente limitar o desempenho diário das atividades.
Tenha cuidado ao escovar o cabelo – na tentativa de se livrar das placas brancas e a escamação, a inflamação pode se agravar e desacelerar o processo de cicatrização.
Não coce – As placas podem provocar coceira e, apesar do alívio temporário, pode agravar a condição e haver perda de cabelo irreversível.
Lave bem e seque a região – A pele por detrás dos lóbulos das orelhas tende a ser mais delicada e vulnerável, sendo indicado lavar e secar bem ambos os lados.
Lave e seque o seu cabelo com secador no mínimo – para ajudar o couro cabeludo a recuperar o seu equilíbrio natural não utilize o secador no calor máximo, mantenha-o a 30 centímetros da sua cabeça.
Use escova de cerdas naturais e nada de babyliss – isso porque puxam o cabelo e ressecam o couro cabeludo.
Nada de fitas de cabelo ou lenços – Melhor deixar o couro cabeludo e as orelhas expostas ao ar e à luz do sol.
Faça um corte mais curto e moderno nesta fase – Se tiver placas muito severas no couro cabeludo, um corte de cabelo mais curto poderá ser mais confortável e prático.
Adie a pintura do cabelo – melhor esperar que as placas tenham sarado.
Siga as recomendações do seu médico e não se automedique.

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Sobre a Psoríase

A psoríase é uma enfermidade crônica inflamatória, não contagiosa, que afeta a pele, couro cabeludo, unhas e mucosas e atinge cerca 190 milhões de pessoas no mundo (2 a 3% da população) e por volta de 3 milhões somente no Brasil. Porém, estima-se que somente 5% dos pacientes estejam em tratamento.

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SPOKE Relações Públicas
Andréia Wingeter
Tel.: (11) 3849-0002 ramal: 207

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