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3 passos para implementação da interoperabilidade na saúde

O setor da saúde no Brasil ainda guarda muitos desafios, entre eles o próprio uso da Tecnologia da Informação (TI). Nesse aspecto, a interoperabilidade já está deixando de ser uma tendência para ser uma exigência do mercado, uma vez que, além de reduzir custos e eliminar deficiências através da automatização de tarefas, oferece maior controle e agilidade do workflow e otimização do tempo, garante também ao paciente uma melhor experiência de atendimento. A análise de dados facilita a identificação de pontos que devem ser melhor trabalhados e a realocação estratégica da força de trabalho. No entanto, muitas organizações de saúde ainda não adotaram a interoperabilidade dos sistemas de saúde por mera falta de conhecimento do processo. Veja agora 3 passos para implementação da interoperabilidade na saúde.

  1. Desenvolver e implementar o registro eletrônico de saúde (EHR) 

Essencial para trabalhar a saúde de forma preventiva, o registro eletrônico de saúde (ou EHR, em sua sigla em inglês), facilita a continuidade, e portanto a qualidade, a eficiência e o acesso aos cuidados de saúde. O EHR garante a integridade e a permanência da informação original em formato acordado e por tempo determinado; capacidade para diferentes vistas pelos utilizadores, e interações amigáveis e ainda interoperação com diferentes bases de dados em diversos locais (capacidade de integração em sistemas clínicos e administrativos diferentes).

  1. Desenvolver e implementar medidas de desempenho administrativo sensíveis para certificação 

Além de grandes custos operacionais, a desorganização da imensa quantidade de dados coletados em um sistema hospitalar gera déficit indireto por conta do tempo perdido em busca da tradução desses dados para a mesma linguagem, para que, só então, os profissionais possam atender seus pacientes. Por outro lado, o controle ineficiente de fornecedores e a falta de transparência geram gastos desnecessários e vultosos anualmente. A interoperabilidade viabiliza a análise de informações estratégicas, como o aproveitamento de leitos, o tempo gasto no atendimento e maior controle de estoques e pagamento de fornecedores.

  1. Definição e adoção de um padrão único de linguagem entre sistemas  

Hoje diversas organizações e instituições de saúde já utilizam tecnologias que digitalizam processos, mas é necessário que haja uma padronização de linguagem para que todos consigam intercambiar informações de forma eficiente e rápida. Hoje, um médico tem que sair de um sistema e entrar em outro para poder ter acesso a informações de um mesmo paciente. Para haver interoperabilidade, todos os players precisam estar integrados através de uma única linguagem-padrão, para que conversem entre si sem a necessidade de intervenção humana.

Dessa forma será possível otimizar o atendimento ao paciente e a gestão em saúde, reduzindo custos, retrabalhos e erros humanos.

       

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