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Nem vilão nem mocinho

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De um lado, o acesso da população às instituições de saúde, médicos e aos tratamentos e procedimentos, o que inclui os exames de diagnóstico. Na outra ponta, a discussão de um excesso de exames realizados pelos pacientes. Mas como dosar o limite entre acesso e excesso? No cenário desta discussão se somam a pressão da indústria sobre a decisão médica e a oferta de novos procedimentos, a formação do profissional, o modelo de remuneração e um dos elementos mais preocupantes: as consequências para a própria saúde do paciente exposto a grande quantidade de exames.
Num Brasil onde o acesso à medicina ainda é um grande desafio difícil de resolver, a discussão sobre o excesso de exames pode parecer um exagero. Afinal, como em outras situações enfrentadas na rotina do brasileiro, a desigualdade faz parte da realidade da população também nesse quesito.Então, o que temos são pessoas que adentram ao sistema e fazem e refazem exames, que depois são esquecidos em suas gavetas ou mesmo nos laboratórios. Mas neste mesmo País, ainda falta acesso e o que vemos, lemos e ouvimos diariamente abordam filas enormes e pessoas que não tiveram chance de fazer o mais básico dos exames clínicos.
Este foi o assunto abordado no último IT Mídia Debate e o resultado você confere nas próximas páginas. Entre os debatedores, também foi colocada a questão do paciente bem informado e a relação entre o médico e a indústria.Difícil apontar um culpado ou uma solução, nesta discussão não há vilões nem mocinhos. Parte importante do elo, a indústria ? que inclusive é a grande homenageada desta edição especial- traz também muita inovação para o diagnóstico e tratamentos, e se defende com a afirmação que os novos equipamentos fazem mais em menos tempo, portanto, levam acesso.
O médico, por sua vez, é pressionado pelo próprio modelo onde está inserido: baixa remuneração, que resulta em atender mais por menos tempo. E, por último, o paciente que está exposto a tudo isso.  Mais informado, ele pede e exige determinados procedimentos.
Todos querem pacientes mais e bem informados, pois isso contribui para a promoção e prevenção da saúde, porém, esse conhecimento nem sempre vem acompanhado da conscientização do que o exame realmente significa para sua saúde e para o nosso sistema, que é um bem de todos.
Boa leitura!

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