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Não há bom senso em ética

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         Como já discutimos em vezes anteriores neste blog, a questão ética para os compradores tem uma importância fundamental não só no seu relacionamento com a instituição na qual atua, mas também na sua imagem como profissional perante o mercado. Porém, apesar da tentação em entendermos que comportamentos corretos sejam natos, é preciso destacar que a ética também é algo que se aprende.

         Se a implantação de um código de conduta é o primeiro passo para a garantia de atividades transparentes que preservem profissionais e empresas de situações indesejáveis, a capacidade de se discutir fatos novos que não estejam mencionados nas normas, valida o processo de comprometimento de todas as partes em buscar as melhores práticas quando o assunto são os relacionamentos comerciais.

         Acreditar que cada pessoa tem o ?bom senso? de tomar a decisão adequada em situações atípicas envolvendo fornecedores tende a gerar confusão, pois sempre vão existir visões diferentes sobre um mesmo tema. É certo que se expusermos um fato idêntico para um grupo de 10 pessoas não haverá unanimidade de opiniões, assim como 10 empresas diferentes provavelmente considerarão atitudes diversas como sendo a mais apropriada diante do mesmo fato.

         As instituições têm o papel de formar uma cultura sócio-profissional sustentavelmente responsável, no sentido amplo da expressão. Se elas desejam um determinado comportamento de seus profissionais é necessário que estejam abertas a discutir e orientar sua comunidade, criando as regras de condutas esperadas.

         Códigos de conduta precisam estar amparados por Conselhos de Ética Corporativos  capazes de receber e investigar denúncias, mas também aptos a esclarecer dúvidas e criar diretrizes para aquilo que ainda não foi discutido. Isto torna o documento vivo, pertencente às pessoas que o seguem e constantemente atualizado

         Por outro lado, compradores precisam ser conscientes que nem sempre terão as respostas para suas dúvidas em um documento formal. E nessas situações, devem procurar apoio em seus superiores ou no próprio Conselho de Ética, evitando tomar ações baseadas apenas na sua interpretação daquilo que é correto.

         A maturidade deste relacionamento tem vantagens para ambas as partes: profissionais ficam seguros sobre sua maneira de agir e empresas têm a oportunidade de ampliar a relação com seus colaboradores e refletir sobre os rumos de sua cultura ética.

 

 

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