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Não está na hora de pensarmos em incentivos aos pacientes?

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Já está mais do que demonstrado que os pacientes quando são comprometidos, de verdade, com a sua saúde, todos saem ganhando. Apresentei no ano passado no artigo ?A ativação de pacientes reduz custo? um estudo que comprovou que o envolvimento de pacientes com o cuidado pode trazer reduções de custo com a saúde na ordem de 8 a 21 %.

 

Acompanhando algumas tendências na saúde nos Estados Unidos, percebemos uma série de ações voltadas a responsabilizar cada vez mais o paciente pelo seu próprio cuidado.

 

As grandes empresas começaram, de forma mais agressiva, a entrar neste negócio. Dois grandes motivos estão direcionando a isso: a possibilidade de empregadores aumentarem os incentivos em 20 a 30% do valor da cobertura total para a participação programas de saúde (wellness) e o aumento dos custos dos seguros privados.

 

Os incentivos oferecidos pelos empregadores são: o uso de ferramentas gratuitas para promoção de saúde, além de incentivos financeiros. No caso do estímulo para uso de ferramentas gratuitas de gerenciamento da saúde, foi citado o uso do FitBits que monitora atividades físicas ou ainda a inscrição gratuita em web sites para programas de wellness como o iFit ou HealthyRoads. Em termos de incentivos, estes têm tomado diversas formas, como o caso WholeFoods (rede de supermercados que trabalha com produtos naturais e orgânicos), onde oferecem expressivos descontos em seus produtos aos seus funcionários saudáveis.

 

No entanto, as punições também estão presentes nas empresas. A Alaska Airlines e Hollywood Casinos estão proibindo a contratação de empregados com testes positivos para uso de nicotina. Outras cobram prêmios mais altos ou impõem penalidades financeiras aos empregados que falham em manter um padrão mínimo de saúde, tais com manter a circunferência abdominal igual ou menor que 40 polegadas (ou 101 centímetros), ou ainda manter o índice de massa corpórea abaixo de 35.

 

Imaginem o impacto e os desafios de fazer algo do gênero no Brasil que tem leis trabalhistas de 1940! Mas acho que vale a pena começarmos a pensar em algo, talvez não tão agressivo como as punições, mas, com sempre defendo, estímulos positivos. Embora já tenhamos vários exemplos de que a pena ou a ameaça de punição acaba sendo mais efetiva que estímulos positivos, infelizmente. Por que não criarmos um modelo de P4P aos beneficiários de planos de saúde? Ferramentas já temos, o que falta aos gestores é coragem para inovar.

 

O que importa é o racional por trás destas ações: todos os envolvidos com a saúde devem ser responsabilizados por sua parte, além de exigir que os demais partícipes cumpram, de forma efetiva e eficiente, com a sua parte. A responsabilização individual e coletiva é fundamental para que busquemos um sistema de saúde que se sustente.

 

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