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Capital estrangeiro: não basta querer. Tem que poder.

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Tão importante quanto o capital a ser investido, a gestão operacional que antecede essa operação pode se destacar como a grande vilã do negócio. Medida fundamental para atrair o investidor e permitir uma saudável liquidação futura da operação, a gestão corporativa torna-se requisito essencial para o sucesso da entrada de capital.

A MP 656/2014 – convertida na Lei n. 13.097/2015 e publicada no DOU do dia 20 de janeiro -, apesar dos rumores de inconstitucionalidade, permitiu a participação de empresa e de capital estrangeiro na assistência à saúde no Brasil, por hora, sem qualquer restrição.

A medida do Governo gera polêmicas. Contudo, a permissão, por hora, existe e já está movimentando os investidores. Fundos estrangeiros já estão de olho nessa nova fatia do mercado.

Alguns grupos, como é o caso do fundo Advent, conforme já notificado pela revista Exame no mês de fevereiro de 2015, já trabalham para uma aproximação com o mercado hospitalar brasileiro. Isso mostra que o Brasil não poderá ficar de fora de seus portfólios.

Dados de pesquisas revelam a razão de tudo isso. De 1976 a 2002, os dados da pesquisa de Assistência Médico-Sanitária do IBGE mostram que em 1976, havia 13.133 estabelecimentos, sendo 6.765 públicos e 6.368 privados. Em 1999, dos 48.815 estabelecimentos, 32.606 eram públicos e 16.209 privados. O que permite constatar uma grande evolução no período.

Acontece, porém, que apesar do setor público deter o maior número de estabelecimentos sem internação registrados na AMS (2009), 69,8%, esta proporção vem caindo. Os resultados mostram que há um crescimento maior do número de estabelecimentos privados (9,9% ao ano) em relação aos públicos, que acumularam um crescimento de 3,5% ao ano, no período.

Tudo isso, somado a um público de mais 200 milhões de pessoas que estão envelhecendo, fica mais do que claro que alguns estabelecimentos de saúde já estão na mira dessas companhias. Mas cuidado, a falta de uma boa gestão com um viés apropriadamente corporativo poderá dificultar e até prejudicar na hora “H”.

Por isso, se o objetivo é atrair esse investidor, é mais do que necessário estabelecer, desde já, critérios legais e operacionais objetivando uma gestão corporativa atraente. Trata-se de um mercado sério, sugestivo, mas que não poupará os desavisados.

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