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Muito além do obrigatório

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Há tempos, aqui na FH e nos produtos de saúde da IT Mídia abordamos o relacionamento entre os elos da cadeia como um fator fundamental para o desenvolvimento do setor. Ao longo das edições, algumas vezes, ouvimos falar do famoso custo da desconfiança- aquele embutido nos custos administrativos de operadoras e hospitais, em um modelo que para um ganhar, o outro tem de perder. Esta é uma discussão árdua, complexa e composta por muitos fatores, entre eles o tão já repetidamente falado modelo de remuneração da saúde.
A questão de confiança e dos custos que isso acarreta tem impacto em todas as frentes, inclusive na relação de prestadores de saúde com seus fornecedores. Tal parceria pode trazer bons frutos, mas também gerar situações no mínimo delicadas, basta lembrar de questões relacionadas à OPME e da influência da indústria farmacêutica no receituário médico. Relações estas que, quando ferem a ética, se tornam nefastas e põem em risco a sustentabilidade do setor.
Por outro lado, há aqueles que estão, sim, fazendo algo para beneficiar suas companhias de forma que isso reflita positivamente no setor. São projetos que saem do ?arroz com feijão? de todos os dias, expandem as fronteiras do obrigatório e, por que não, da comodidade. Porque fazer o que está no escopo de um acordo pode ser bom, eficiente e rotineiro, mas difícil mesmo é inovar gerando valor nesta parceria e enxergar o tradicional fornecedor se transformando em um agente de transformação dentro da instituição, criando produtos e serviços de forma conjunta.
Nesta edição, mergulhamos nas relações entre o prestador e o fornecedor com o intuito de mostrar parcerias que estão fazendo sucesso por aí. Assim, no IT Mídia Debate, cuja cobertura você confere nas próximas páginas, colocamos esta relação ?na mesa? e percebemos que, sim, há muitos projetos bons e que merecem ter sua ideia replicada. Mas que também há muitos caminhos que ainda não são vistos como oportunidades.
Afinal, como foi dito pelos próprios participantes do encontro, todos querem ?a cereja do bolo?, ou seja, aqueles hospitais com orçamentos gordos, que investem todos os anos em novidades tecnológicas e que, consequentemente, atenderão pacientes que podem pagar pelo ?mais e melhor?. Claro que eles são instituições de ponta e que prestam serviços de excelência, mas é preciso lembrar que eles não estão sozinhos em um sistema de saúde que atende quase 200 milhões de pessoas.
Há muito ainda a ser explorado, isso tanto para aquelas pequenas empresas fornecedoras, que buscam um lugar ao sol, quanto para os hospitais públicos ou de menor porte, que não são vistos com tanto, digamos, glamour.
Muitos esquecem que ao redor dos ricos e badalados hospitais há, sim, muitas oportunidades. A prova disso é o atual momento da saúde: com o avanço da iniciativa privada administrando unidades públicas de saúde e com a troca de comando das instituições. Isso pode significar um caminho para desenvolver parcerias de sucesso com uma empresa de pequeno porte ou que não seja tão conhecida. Portanto, está mais que na hora de enxergar mais longe: além de acordos e abordagens tradicionais, conhecer de fato quem é o seu parceiro, enxergando na relação uma parceria de confiança e de verdadeiro valor.
Boa leitura!


*Editorial da edição 209 (março de 2013)

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