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Logística tá na moda

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O Brasil pode comemorar uma boa notícia: o governo ouviu os empresários para propor um choque na infraestrutura. O pacote de concessões em rodovias e ferrovias, anunciado pela Presidenta Dilma, reabre o debate sobre o modelo de parceria entre o setor público e a iniciativa privada. Confiamos que os desdobramentos dessa decisão possam impactar em outros setores onde a logística é essencial para a qualidade do serviço publico e privado. 

A escala do país e a complexidade da logística de escoamento da produção são exemplos dos desafios que o setor de logística vem enfrentando, cuja superação exige articulação entre todos os setores. Na gestão hospitalar, área onde atuo, a especialização faz toda a diferença. Com possibilidade de redução de custos de 30%, em média. 

Investir na inovação, na manutenção de um quadro de profissionais altamente especializados, na adoção de tecnologia de ponta, na infraestrutura e promover avaliação constante das melhores práticas nacionais e internacionais são exigências do mercado que o setor público dificilmente consegue acompanhar. Mas a parceria entre empresas e os governos pode preencher tais lacunas. Com mais chance de sucesso.

Assim como no setor produtivo, no setor de saúde a falta de uma boa logística cria problemas para governantes e gestores no geral. Problemas como a falta de remédios nos hospitais públicos, medicamentos vencidos, desvios e estoques mal administrados que resultam em prejuízo para a imagem institucional. Além do desgaste para os governos e desperdício de dinheiro público. Logística na gestão de saúde é garantia de melhor tratamento, pois o paciente recebe o remédio prescrito, na dosagem certa, na hora certa. 

Hoje, as estruturas de atendimento à saúde, tais como clínicas, pronto-socorros e hospitais, têm diferentes necessidades para o atendimento e cuidado aos seus pacientes. Assim como as soluções e o nível de complexidade, únicos a cada instituição. Quando desenhamos projetos de gestão de fluxo de materiais, é necessário levar em conta essas diferenças criando um atendimento personalizado a cada cliente do setor público e privado, compartilhando o conhecimento e a cultura da gestão competitiva do mercado. Ou seja, otimizar os processos para minimizar custos e aumentar a qualidade do atendimento, levando em conta os investimentos necessários à informatização, treinamento, infraestrutura e a flexibilização para expandir os serviços.

O país acordou para a logística com nova a rota das privatizações. Se o choque na infraestrutura produzir bons resultados, mais brasileiros poderão se familiarizar com a palavra “logística”, um ingrediente que faz toda a diferença na receita do serviço público de qualidade. Que ela seja cada vez mais incorporada ao vocabulário da gestão pública. Quem ganha com isso é o cidadão.

 

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