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Logística é essencial para o manejo de insumos termossensíveis

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Uma pesquisa
conduzida no primeiro semestre de 2014 pela Sonoco ThermoSafe aponta que o
montante atual investido em logística de produtos de saúde termossensíveis é de,
aproximadamente, US$ 8,4 bilhões. O empenho de recursos para esse segmento está
crescendo no mundo inteiro. Cerca de US$ 5,6 bilhões são gastos com transporte
e US$ 2,8 bilhões em embalagens adequadas e equipamentos de monitoramento.
 


A
logística de materiais termossensíveis no setor de saúde envolve um rigoroso
processo de refrigeração, já que qualquer falha no transporte ou manuseio
compromete a potência e eficácia do insumo. Sendo assim, é preciso se atentar
aos equipamentos adequados para cada situação, determinar processos de
armazenamento para diferentes instâncias, estabelecer regra de transporte e
controlar a temperatura durante todo o trajeto.


De acordo
com o Manual de Rede de Frio, do Ministério da Saúde, os cuidados com o
transporte são distintos de acordo com a distância. Os deslocamentos nacionais,
entre os Estados, são realizados por via terrestre, em veículo refrigerado, ou
via aérea.
 


Os
transportes regionais ou municipais são realizados também por via terrestre, em
veículos climatizados, a fim de garantir a temperatura correta do insumo
transportado.
 


O
transporte fluvial é realizado, geralmente, em embarcações particulares e, nesses
casos, a duração da viagem é maior em tempo, apesar de os percursos serem
menores em distância, o que requer cuidados ainda mais rigorosos.
 


Em todos
os casos, o acondicionamento do produto durante o transporte leva em conta a
temperatura de conservação e o tempo previsto para o deslocamento.
 


Além disso, recomenda-se que seja
feita a verificação da temperatura dos equipamentos da Rede de Frio pelo menos
três vezes ao dia. Para isso utiliza-se o termômetro de máxima e mínima, que
permite verificar as temperaturas máxima e mínima ocorridas em um espaço de
tempo e a temperatura no momento da verificação.
 


A leitura deve ser rápida, visto
que tais termômetros sofrem ligeiras alterações nos indicadores de leitura
quando expostos à variação de temperatura.
 


Todo o aparato para manter uma
Rede de Frio e garantir a qualidade e segurança de insumos termossensíveis
requer conhecimentos específicos, que somente uma equipe especializada pode
garantir. Por isso, um bom processo logístico faz-se essencial já que, sem o
manejo adequado, materiais essenciais à prevenção e tratamento de doenças
acabam descartados sem nunca chegar ao seu destino final: os pacientes dos
sistemas público e privado de saúde. 


Domingos Fonseca – Presidente da
UniHealth Logística Hospitalar 

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Comentários

    JOÃO CESÁRIO comentou em

    Como Manager Specialist in Cold Chain a mais de 22 anos, acrescento que é de suma importância destacar a importância do tema abordado, pois profissionais da rede pública e privada envolvidos na cadeia de rede frio, para transporte de termossensíveis devem buscar ferramentas de Qualificação e Validação, assim como os ideais insumos para uma perfeita configuração de embarque que possam garantir a manutenção térmica durante todo o trajeto, através de Protocolos de Qualificação e Validação, cuja previsão estão presente nas RDCs – ANVISA que vigoram atualmente.
    Tais ferramentas assim como insumos encontram-se disponíveis em empresas especializadas em padronizações de processos e embalagens, tais como EXV Tecnologia Ltda – http://www.exvtecnologia.com.br dentre outros.

    Para que façamos uma reflexão sobre o tema deixo uma frase que uso em todas as minhas palestras relacionadas a Cold Chain: “VOCÊ FOI VACINADO; SERÁ QUE FOI IMUNIZADO?

    JOÃO CESÁRIO
    Manager Specialist in Cold Chain
    E-mail: joao@exvtecnologia.com.br

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