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Logística é crucial para efetividade de campanhas de vacinação

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A
operacionalização de uma campanha de vacinação no Brasil ultrapassa a cifra de R$
200 milhões em despesas, como foi o caso da Campanha Nacional de Vacinação para
Eliminação da Rubéola, realizada em 2008, com a meta de imunizar 70 milhões de
pessoas.
 

Além da
aquisição de doses de vacinas, insumos e pessoas, parte importante do aporte é
destinada à logística. A armazenagem e deslocamento em casos como esse exigem
profissionalização e controle rigorosos, para garantir temperatura adequada,
entrega e acima de tudo, acesso aos lugares mais remotos do Brasil.
 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde
(OMS), a gestão do sistema logístico tem impacto direto na distribuição e
aplicação de vacinas em todo o mundo. Para a entidade, as nações precisam se
atentar a diferentes frentes de investimento como infraestrutura, embalagem, acondicionamento,
transporte, etc.
 

Principais
etapas logísticas de uma campanha da imunização
 

As campanhas de imunização exigem uma
estrutura logística robusta a fim de garantir:

– Disponibilidade de equipamentos adequados

– Oferta correta de vacinas de alta qualidade
e materiais de imunização

– Gestão de distribuição de vacinas

– Acompanhamento

– Gestão do acondicionamento de materiais
refrigerados

– Segurança da imunização

A logística contribui para evitar
o desperdício de vacinas e até mesmo a gestão inadequada de resíduos, ou seja,
a boa cadeia de suprimentos é capaz de reduzir os custos operacionais das
campanhas de vacinação, do início ao fim do processo.
 

Afinal, a gestão de suprimentos
permite a dispensação do

produto certo, na quantidade adequada, no local exato, na hora correta, com
alta qualidade e preço justo, evitando, assim, prejuízos para toda a cadeia.
 

Para isso, porém, é necessário considerar a
logística como peça fundamental para o sucesso da campanha, com investimentos
em sistemas de informação, capacitação contínua e aquisição de novas
tecnologias, que garantam segurança e acesso total dos insumos. Apenas dessa
forma se poderá garantir a imunização da maior parte da população,
independentemente do local e com o mesmo padrão de qualidade para todos.
 

Mayuli Fonseca, Diretora de Novos Negócios da
UniHealth Logística Hospitalar – http://unihealth.com.br/

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