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A Lógica dos Modelos Híbridos de Remuneração

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Quando se fala em Pagamento por Performance, Pagamento Baseado em Valor, DRG, Bundles, Capitation, e outros conceitos, deve-se levar em conta os pontos positivos e negativos de cada modelo.

É importante entender que todos os modelos têm problemas, desafios na implementação, riscos, diferenças em resultados, etc.

O que já é consenso é que os modelos de remuneração direcionam a lógica da assistência e que é fundamental o seu repensar para conseguirmos reduzir (ou pelo menos controlar) os custos com a saúde e, o principal, gerar valor aos nossos pacientes.

Tenho discutido isso há mais de 10 anos e me espanta que ainda temos poucos audaciosos que estão gerando movimentos neste sentido.

Realmente o que falta é coragem para mudar. Por um lado, tem o componente político de algumas operadoras, por outro, tem o medo da mudança sempre querendo esperar ver as experiências práticas do vizinho para “correr menos risco”.

Não existe um modelo ideal. O que temos que ter em mente é que são modelos híbridos que devem ser buscados. Por exemplo: o DRG é fee-for-service, portanto implantá-lo sem associar a métricas de qualidade, manterá o nosso problema atual. O capitation é muito interessante, mas, da mesma forma, se não tivermos metas agressivas de qualidade, onde o desfecho é fator importante, o modelo leva a sérios riscos de subtratamento ou seleção de risco.

Mesmo o modelo dos Bundles, ou pagamentos por episódio, onde o pagamento é por todo o ciclo de cuidado de uma determinada condição clínica, está fadado ao insucesso, caso não avaliemos a qualidade nos pacientes.

Enfim, o segredo não está no modelo de remuneração, mas sim, na adequada medição da qualidade e valor que se quer entregar ao paciente. Avaliar indicadores de desfecho (efetividade e experiência do paciente) passará a ser primordial para uma entregarmos uma saúde sustentável. Esta é a essência do conceito de Value-based Healthcare (Saúde Baseada em Valor), tema do Saúde Business Fórum 2017.

Um mesmo Plano de Saúde pode desenvolver modelos diferentes de remuneração, por exemplo, em seu Ambulatório ter médicos remunerados por tempo, produção e performance; já com a ortopedia, bundles específicos para procedimentos mais prevalentes, como próteses de quadril e joelho, e um capitation com a cardiologia ou oftalmologia. Mas o fundamental, é que cada um destes modelos tenha um componente expressivo de qualidade ou performance. Dependendo do caso este percentual de performance pode chegar a 30% do ganho.

O desafio está posto. Algumas operadoras e prestadores já estão se mobilizando para esta mudança. Ela ocorrerá gostem ou não, pois indiscutivelmente esta será a principal ação que impactará nos custos e qualidade do sistema de saúde no curto e médio prazo.

       
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