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Lições da aceleradora Y Combinator para startups de saúde

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Terminei de ler recentemente o livro “Launch Pad: Inside Y Combinator”, em que o autor Randal Cross descreve a rotina dentro da aceleradora de startups mais famosa do mundo.

Aceleradoras são um fenômeno bastante recente e foram desenvolvidas com o objetivo de permitir que investidores pudessem investir em múltiplas startups ao mesmo tempo, ao invés de ficar investindo individualmente em cada uma delas. Paul Graham, o fundador da Y Combinator é um empreendedor americano de sucesso que decidiu criar um modelo que escalasse sua atuação como investidor anjo. Tipicamente, os investidores-anjo atuam nas fases iniciais da empresa, financiando o primeiro ciclo de investimento, o chamado capital semente “seed money”das startups.

O ciclo de aceleração da YCombinator dura três meses, sendo que ao final há um DemoDay, que consiste em uma apresentação de 5 minutos para uma platéia superior a 300 investidores do Vale do Silício.

Não existe um currículo mínimo a ser cumprido, nem é fornecido espaço de trabalho para as startups, o que é oferecido é a extensa rede de empreendedores e mentores da Y Combinator e horários (“office Hours) com os dirigentes da Y Combinator podem ser marcados conforme necessidade.

Também as pessoas não são selecionadas apenas pelas suas idéias, mas sim pela sua formação e experiência prévia. O livro relata inúmeras experiências em que os empreendedores mudaram de idéia uma ou duas vezes antes de acertar o que finalmente fazer.

Semanalmente são realizados jantares às terça-feira à noite com convidados, sendo que o primeiro jantar de cada batch são com ex-alunos da aceleradora. Entre os conselhos que estes passaram para os novatos estão os seguintes: foquem tudo o que vocês estão fazendo para construir esta startup, este tempo na Y Combinator é um tempo precioso demais para ser desperdiçado; o mercado em que vocês atuam tem que ser enorme, pois não vale a pena lutar para ter market-share de um mercado pequeno.

Para quem pensa em ter uma aceleradora, os retornos da Y Combinator, que fica com cerca de 7% do capital das startups, são extremamente concentrados em poucas startups, destacando-se AirbnB e Dropbox.

Uma característica interessante dos empreendedores da Y Combinator é que a maioria deles sabe programar e os que não sabem aprendem a programar, mesmo durante o programa. De acordo com um Marc Andressen, um famoso investidor de risco norte-americano, “software is eating the world” ou o software está comendo o mundo.

Independentemente do processo de seleção, a verdade é que a maioria das startups falha e isto é um fato aceitável numa aceleradora. A Bloomberg BusinessWeek analisou o fenômeno de surgimento de aceleradoras de saúde pelo mundo como uma bolha, que certamente iria estourar, pois cerca de 45% das aceleradoras norte-americanas nunca havia conseguido levantar recursos de fundos para suas startups.

Como CEO da Berrini Ventures, a primeira aceleradora de saúde do Brasil, gostaria de lhe convidar a conhecer melhor nosso trabalho e caso tenha interesse, aplicar sua startup para participar do nosso processo de aceleração 2016. Nosso primeiro ciclo de Aceleração terminou em Fevereiro de 2016 e você pode ver o vídeo do nosso Demo Day abaixo.

Estamos cientes dos grandes desafios a que as startups de saúde estão submetidas e estamos determinados a ajudá-los a ter uma maior chance de sucesso. Fiquem à vontade para participar de um de nossos eventos, ou conversar conosco para entender melhor a Berrini Ventures.

Gostou deste artigo? Dúvidas ou sugestões ?: fernando@berriniventures.com

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