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Lições da Y Combinator para empreendedores de saúde!

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A fim de mergulhar no universo das aceleradoras, estou lendo o ótimo livro “The Launch Pad – inside Y Combinator” de Randal Stross, que relata a trajetória de um batch da Y Combinator, desde sua seleção até o Demo Day.

 A Y Combinator, a primeira aceleradora do Vale do Silício, inicou suas atividades em 2005, fundada por Paul Graham, que vendeu sua empresa para a Yahoo anos antes. A idéia era diluir os riscos do investimento anjo ao investir em muitas ideias potenciais de uma só vez e estabelecer uma rede de mentores sólida para dar suporte a estes empreendedores.

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Foto: Y Combinator

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Por dentro da Y Combinator / Parte 1
Como criar uma startup com conselho dos grandes empreendedores?

O programa de três meses atrai atualmente cerca de 2.000 projetos e tem uma taxa de aceitação de 3%, ou 60 startups por batch. A taxa de sucesso destes projetos fica em 0.3% ou 6 startups por batch. O investimento realizado era de 11 mil dólares por startup, mais 2 mil dólares/founder (até 3 founders). Apesar do programa não contar com uma grade curricular, é recomendado que os founders morem em Mountain View, California, para participar de office hours com os founders e dos jantares de terça à noite com guest speakers. A Y Combinator não aceita fazer consultas virtuais com os founders.

De acordo com Paul Graham, não seria do melhor interesse da startup ficar onde estava, fora do Silicon Valley, seria do interesse deles se mudar para a Bay Area.

Iniciando em 2010, toda startup do Y Combinator tem direito a um empréstimo de 150 mil dólares em convertible note, sendo 100 mil dólares de um investidor e 50 mil dólares de outro. Como as startups tem limited liability, se estas falirem, os investidores não podem processar os startup founders para reaver seu dinheiro.

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Foto: Y Combinator

Todas as startups da Y Combinator têm direito a um advogado de graça, sendo que não há programa formal ou currículo de qualquer tipo. De acordo com algumas startups, Paul Graham coordenava a Y Combinator “não para fazer dinheiro, mas para ensinar.”

Em 2007, a seed fund aparece em Boulder, Colorado, TechStars, investindo menos de 20,000 dólares fica com 6% da empresa, empreendedores residentes por três meses com um Demo Day ao final. Com somente 10 startups por batch, mentores voluntários ao dispor, este modelo se espalha por Boston, New York City, Seattle, atraindo bastante atenção para a TechStars.

De acordo com Paul Graham, se você não está focado totalmente no seu produto, excluindo tudo o mais, você está perdendo tempo. De acordo com ele, startups são superiores a grandes corporações em todos os sentidos. Y Combinator favorece times com a maioria de pessoas técnicas, porque estas são fundamentais para construir o produto.

O mantra da Y Combinator diz que se deve finalizar o protótipo tão rápido quanto possível, lançar, pegar feedback dos usuários, melhorar o produto e lançar novamente, melhorando e ganhando mais usuários, enquanto mantendo um olhar constante no Calendário, conforme o Demo Day se aproxima. As startups devem buscar uma história impressionante para contar no Demo Day.

O que o Sillicon Valley tem de positivo é uma concentração de fundadores que assumiram o risco e demonstram que é possível se comprometer com a vida empreendedora.

Resumidamente, startups tem a abilidade de escalar rapidamente. De acordo com Paul Graham, o objetivo deveria ser um crescimento de 10% de receita por semana, para quem estivesse no Y Combinator. Faça experimentos, pois estes permitem aprender sobre os usuários.

Em 2009, Sequoia investiu USD1.75 milhão no Y Combinator e em 2010, investiu USD 6 milhões.

Graham diz para todos os empreendedores para sair e conhecer seus clientes, de acordo com ele as startups tem que praticar o ABC, ou “always be closing”. Na história da Y Combinator nunca houve uma startup que terceirizasse o trabalho de programação.

De acordo com Drew Houston, fundador da Dropbox e alumni da Y Combinator “Startups que tem sucesso não vão à meetups, não perdem tempo falando com conselheiros, eles simplesmente escrevem código e falam com clientes

Na percepção de Graham, as startup de melhor performance eram como animais fazendo vendas “sejam animais de vendas, force a si mesmo a fazê-lo, apesar de se sentir desconfortável. Você tem que ser bom em hacking e agressivo em vendas. Todos que financiamos são bons em hacking”.

Via de regra, os sócios da YC prestam mais atenção aos fundadores, do que às suas idéias.

As startups da Y Combinator recebem benefícios da Heroku, AmazonWebServices, Dropbox, Rackspace, Mixpanel e Microsoft.

Os conselhos da Y Combinator para as startups são, trabalhem no código e falem com clientes, lancem rápido e se aperfeiçoem, foquem em um objetivo semanal que seja mensurável.

O objetivo da Y Combinator é criar companhias que valham muito. De acordo com uma de suas startups “nenhum de nós queria trabalhar numa companhia em que nos pagam um ótimo salário por 15 anos, mas a companhia não vale muito”.

Aqui no Brasil estamos construindo a BerriniVentures, a primeira aceleradora de saúde do Brasil. Quer conhecer mais ? Acesse o nosso SITE! Quer entrar em contato conosco? Mande um e-mail para fernando@livehcm.com

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