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Inovação Tecnológica e os Marcos Regulatórios

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No dia 30/Out/09, foi realizado o IX Seminário do Setor da Saúde, na Câmara Britânica de Comércio, em São Paulo, cujo tema foi Ambiente de Inovação de Saúde no Brasil (Parte II). No 1º painel, foi abordado o tema ?Barreiras à Inovação?, cujo primeiro item foi ?As Barreiras Regulatórias?. Seguiram-se, então, os itens Financiamento Público e Financiamento Privado. Os segundo e terceiro painéis, trataram, respectivamente, de Gestão do Conhecimento e Inovação e Desenvolvimento e Inovação Econômico. A cada painel, seguiram-se discussões e participação dos presentes. Alguns pontos ficaram absolutamente claros em relação ao Ambiente de Inovação Brasileiro na Área da Saúde:1.      Inovação = Desenvolvimento Econômico;2.      Gestão do Conhecimento na área da Saúde ainda é incipiente no Brasil;3.      Temos alta capacitação técnica, mas as áreas nas quais as pesquisas são financiadas não refletem, necessariamente, as necessidades do mercado;4.      As empresas de médio porte sofrem com a falta de recursos e acabam por financiar boa parte de suas próprias pesquisas, enquanto as pequenas e grandes contam com linhas acessíveis seja a fundo perdido, fundos governamentais ou o próprio BNDES;5.      A barreiras regulatórias travam o processo de lançamento de novos produtos, levando ao atraso na área da saúde, a despeito das pesquisas, da capacitação técnica e dos linhas de financiamento.Então fica a pergunta: de que adianta termos um dos mais completos arcabouços regulatórios do mundo, se não conseguimos operacionalizá-lo a ponto de alavancar o país e as empresas em direção ao progresso? Ao contrário, hoje, a compulsoriedade no cumprimento de marcos regulatórios anacrônicos, ineficientes traz um custo injustificado às empresas que acabam por não sentir os ?benefícios? seja em seus processos ou em seus produtos.Tenho comentado seguidamente que temos que fazer uma revisão urgente nos Marcos Regulatórios da Área da Saúde, incrementando a comunicação interdepartamental no próprio governo, para que os diversos Ministérios, Institutos e Agências parem de agir isoladamente, como se somente eles existissem. Por outro lado, há que se abrir canais honestos e desbloqueados, para que a comunicação com o setor produtivo possa fluir de forma desarmada, levando ao estabelecimento de Marcos Regulatórios que atuem como gasolina de alta octanagem e não como freio de mão no desenvolvimento do Brasil.Em tempo: parabéns à Câmara de Comércio Britânica (www.britcham.com.br), na figura de seu Presidente Rodrigo Correia da Silva, pela iniciativa atual, moderna e com excelentes resultados. Precisamos de mais eventos dessa natureza! Parabéns, também, a todos os brilhantes palestrantes. As apresentações desse evento estão disponibilizadas no site da Britcham

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