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Impacto invisível

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Você conhece alguém que sofre de depressão, estresse ou outra doença ligada à Saúde Mental? A reposta para pergunta acima será sim, na maior parte das vezes. Agora, quantos colegas de empresa você sabe que possui esses distúrbios? E indo mais longe, quantos você tem conhecimento de que o distúrbio está ligado ao ambiente de trabalho? Difíceis de diagnosticar, os problemas de saúde mental de ordem ocupacional causam grande impacto nas contas das empresas e do País. Segundo dados do Ministério da Previdência, em 2011, os números de pessoas que receberam o auxílio doença ocupacional ultrapassaram 12 mil.
A conta é alta, e se pensarmos naqueles profissionais que ainda não foram afastados das empresas e, por isso, continuam trabalhando e utilizando o plano de saúde, o número de doentes será bem maior. E, para a empresa, essas pessoas que entram na condição de presenteísmo e absenteísmo geram um impacto também na produtividade.
Nesta edição trazemos uma reportagem que aborda, justamente, essa situação e como as empresas podem atuar no combate aos problemas de saúde mental adquiridos ou não no ambiente de trabalho. As pessoas trabalham cada vez mais em busca de um alto desempenho e em condições que, muitas vezes, lhe custam à saúde. Tais condições podem contribuir para o desenvolvimento de um distúrbio ou transtorno mental, mas, logicamente, ele pode ter uma outra origem, o que também impactará as empresas e o sistema. Esse é um alerta para o qual as companhias de um modo geral devem estar atentas. E quando o negócio é saúde, as organizações que atuam neste setor têm obrigação de proporcionar um ambiente saudável para os seus profissionais.
Outro exemplo de como os problemas de Saúde Mental podem impactar o sistema e a sociedade como um todo está na seção ?Entre Elos?. A reportagem mostra uma parceria entre o Sistema de Saúde Mãe de Deus e a prefeitura municipal de Porto Alegre para a gestão de um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-AD). O custo anual da unidade se aproxima a R$ 1 milhão. O recurso empregado no tratamento dos dependentes químicos tem surtido resultados positivos, mas chamo atenção para o que é empregado em prol dos tratamentos ligados à Saúde Mental.
Claro, que os investimentos tanto da parte do Sistema Único de Saúde e da Previdência como das empresas que arcam com esses recursos são legítimos, e isso é incontestável. Mas também é fato que muito disto poderia ser evitado. No caso das organizações, ações e programas de prevenção e um olhar mais atento do gestor podem, sim, fazer a diferença. Mas vale lembra que, tanto as ações dentro das empresas quanto fora delas fazem parte de um esforço coletivo, dos empresários, do Governo e todos da sociedade.
Veja também, a entrevista com Francisco Balestrin, da Anahp, Marcio Coriolano opina sobre a saúde suplementar e a cobertura do IT Mídia Debate sobre o Complexo Industrial da Saúde.
Boa leitura!

*Revista na íntegra no Saúde Web

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