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Hospitalista em Fortaleza

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Pude conhecer recentemente a experiência de Felipe Aguiar, médico especialista em Clínica Médica e hospitalista do Hospital Regional da Unimed, seu único emprego. Segundo Felipe, trata-se de um hospital geral cuja diretoria tem se esforçado bastante para promover melhorias na qualidade assistencial e segurança dos pacientes. Como parte desse esforço, houve mudanças interessantes: inseriram recentemente rotineiros nas UTIs, para coordenarem o cuidado dos pacientes criticamente enfermos. Há programa de Medicina Hospitalar em aprimoramento. Contam com três hospitalistas – um deles é o orgulhoso Felipe -, que ganharam uma unidade clínica onde atendem pacientes que chegam ao hospital ?sem médico?, ou aqueles cujos médicos cooperados não querem a responsabilidade maior na internação hospitalar. ?Mas fizemos questão de estar em constante vínculo com eles?, descreve Felipe, demonstrando maturidade. Os hospitalistas fazem cobertura diária dos pacientes sob sua responsabilidade, e dois atendem também outros pacientes da instituição, através de co-manejo, consultorias tradicionais, ou compondo o Time de Resposta Rápida do Hospital Regional da Unimed. Ocupam espaços em comissões hospitalares e têm se envolvido na busca pela acreditação internacional.

Segundo Felipe Aguiar, a experiência inicial tem sido tremendamente positiva. ?Logo de início percebemos uma nítida melhora na satisfação do staff do hospital e de alguns pacientes. Houve redução na taxa de permanência e aumento da rotatividade. Além disto, já recebemos feedback da direção sobre redução das infecções?, comemora o médico hospitalista, cuja empolgação o faz voar longe, com ideias e projeções, além de sugestões para outras instituições do estado do Ceará:

?Acredito bastante nesse modelo como forma de melhoria da assistência que prestamos ao pacientes hospitalizados, por todos os argumentos já vastamente citados e comprovados na literatura. A resolução CREMEC nº 42/2011 define e regulamenta as atividades dos plantonistas hospitalares. Estabelece:

Art. 1º – As instituições hospitalares jurisdicionadas por este Conselho e que possuam mais de 50 leitos de internação estão obrigadas a manter em suas dependências pelo menos um médico plantonista para atendimento das intercorrências dos pacientes internados, durante as 24 horas do dia, incluindo feriados.

Art. 2º – O médico plantonista em unidade de internação hospitalar não pode acumular suas atividades simultaneamente com atendimentos em Serviços de Urgência/Emergência, Pronto Atendimento, Unidade de Terapia Intensiva, Unidade Semi-Intensiva, Centro Cirúrgico, Serviços de Imagem e Ambulatórios.

Notem que não é feita menção ao acúmulo de atividade assistencial aos pacientes internados nas enfermarias.

A minha sugestão é simples: para montar um programa de Medicina Hospitalar economicamente viável e financeiramente atrativo, os hospitais poderiam montar uma equipe de médicos que cobrisse os plantões de enfermaria e, simultaneamente, realizasse o acompanhamento de pacientes internados estratégicos. Está funcionando conosco. Ter nossos pacientes é fundamental, mas, dito isto, saibam que ficamos muito felizes em ajudar outros médicos assistentes do hospital, cooperados Unimed que preferem eles próprios internar seus pacientes. Nosso objetivo principal hoje é ajudar o hospital e seus donos (o sistema Unimed e seus cooperados), que nos propiciam uma unidade clinica e bom clima organizacional?.

Felipe Aguiar pensa em Medicina Hospitalar como carreira.

Aproveite para conhecer experiência da Bahia clicando aqui.

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