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Ministro da Saúde afirma que vai economizar R$ 20 bilhões de reais com informatização do sistema nacional de saúde

Em visita ao Healthcare Innovation Show, Ricardo Barros afirmou que o país  economizará R$ 20 bilhões depois de o processo de informatização ser implementado

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, aproveitou o ambiente do HIS 2017 – Healthcare Innovation Show, evento dedicado às novas tecnologias no setor da saúde, para declarar que a informatização do sistema nacional é a prioridade da sua gestão. Com a implementação total das medidas para melhorar a qualidade de dados e integrar as informações entre municípios, estados e União, o Ministério pretende economizar cerca de R$ 20 bilhões, de acordo com o ministro.

As declarações de Barros foram feitas no coquetel de encerramento do HIS 2017, que antecedeu a entrega dos prêmios Top Hospitalar e Referências da Saúde (Mais informações abaixo).

Entre os números informados pelo ministro quanto ao processo de informatização  que está em andamento no país, estão sendo investidos R$ 1,5 bilhão por ano para a formulação do DIGISUS, uma plataforma digital que reúne todos os sistemas do SUS (Sistema Único de Saúde). Barros destacou que desse montante, R$ 67 milhões estão sendo usados para a aquisição de supercomputadores que auxiliarão na integração dos dados e que darão maior capacidade de receber informações de estados e municípios de forma ágil e segura.

“Com a informatização completa, poderemos melhorar muito o sistema de gestão, fazer grandes economias, evitar repetição de exames, diminuir solicitações de procedimentos, por exemplo. Nós precisamos propor um modelo que financia a saúde, não a doença como é hoje”, afirmou.  O ministro pontuou também as resistências que o Ministério tem enfrentado na implementação desse novo modelo, principalmente por alguns profissionais que não aceitam se submeter a processos de controle mais eficientes proporcionados pelas tecnologias digitais.

Outro avanço destacado pelo ministro será o sistema de Biometria, que garante segurança na identificação do paciente e no acesso a informação, feito em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Barros, proporcionará maior segurança no registro e acesso de informações dos cidadãos, além contribuir para evitar fraudes.

Top Hospitalar e Referências da Saúde 2017 reconhecem as empresas que mais destacaram no setor

As empresas contempladas no Top Hospitalar foram Johnson & Johnson, Philips, GE Healthcare, Roche Diagnóstica, Maquet, Dräger, White Martins, Dell, MV, AGFA e TOTVS, pelo reconhecimento ao trabalho desenvolvido em produtos e serviços prestados na indústria de saúde do país.

A premiação é o resultado de uma pesquisa em parceria com a consultoria PwC com a participação de 66 instituições de saúde (como hospitais, clínicas e laboratórios) que enviaram 117 cases para avaliação. Essas instituições também indicaram os mais lembrados quanto à qualidade dos produtos e serviços prestados nas 11 categorias.

No Referências da Saúde, foram reconhecidas 41 instituições de saúde que desenvolveram as melhores experiências sobre gestão, qualidade assistencial, governança e segurança do paciente homenageadas no palco do HIS. Ao todo foram cerca de 59 casos de sucesso escolhidos por uma comissão do prêmio e por um estudo anual realizado pelo portal e revista Saúde Business em parceria com a consultoria PwC.

Das instituições finalistas, 15 foram premiadas, entre elas BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hospital São Rafael, Unimed BH, Unimed Vitória, Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, Grupo São Francisco e Unimed Recife III.

O prêmio Referências da Saúde tem como propósito retratar e destacar o grau de maturidade de gestão dos players do setor da saúde. O foco do estudo são hospitais, operadoras de planos de saúde (cooperativas, seguradoras, autogestões, medicina de grupo), centros de medicina diagnóstica e empresas de home care.

1º Simpósio Internacional de Operações Hospitalares discutiu a importância da nova área de Operações

Com moderação de Vitor Asseituno, CEO da Live Healthcare, a plenária “Liderança: Preparar para Ambientes de Transformação e Performance” abriu o 1º Simpósio Internacional de Operações Hospitalares, que integra a programação de congressos do Healthcare Innovation Show.

Tanira Torelly Pinto, superintendente de operações e governo do Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre, e João Fábio Silva, superintendente-executivo de operações da BP – Beneficência Portuguesa de São Paulo, concordam com a importância que a superintendência tem dentro dos hospitais, que abrange desde as áreas operacionais e o contato com planos de saúde, até o bem-estar dos pacientes.

Tanira conta que o Moinhos de Vento “trabalha muito duro no desenvolvimento de lideranças. É um trabalho contínuo de desenvolvimento. Acreditamos que toda equipe tem de estar engajada, não adianta eu pensar que isso não vai chegar na pessoa que atende o telefone, por exemplo, porque chega. E essa pessoa também tem de estar preparada. Assim as demandas, dos médicos, dos pacientes, chegam até nós”. A profissional lembrou também que “o Hospital é totalmente dependente de pessoas, é um setor que a gente não conseguiu automatizar”.

Já segundo Silva, desenvolver ferramentas de liderança é essencial. “Para ser líder é importante você se conhecer para saber lidar com os demais.” Ele ressaltou a importância da eficiência da comunicação entre os funcionários e a empresa. “Temos que parar de olhar verticalmente e olhar horizontalmente, se comunicar com as pessoas com quem trabalhamos diretamente”, afirmou.

 Resultados do modelo de atenção primária ajudam a mudar cultura do paciente

Os bons resultados alcançados nos modelos de atenção primária em funcionamento no país têm ajudado a modificar a cultura do paciente que tradicionalmente prefere optar por um médico especialista mesmo sem saber direito se é esse o profissional adequado para o seu problema de saúde. Os relatos dos profissionais presentes no 1º Simpósio de Operações Hospitalares, no HIS 2017, no painel: “Agenda Macro; o desafio da atenção primária” foram unânimes no que se refere à importância desse modelo para o sistema de saúde no Brasil.

No início, os pacientes ainda acostumados à livre escolha do tipo de médico que julgam poder tratar melhor seus problemas se sentem como se tivessem “perdendo poder” ao serem encaminhados primeiramente à atenção primária, diz Guilherme Crespo, diretor de Provimento em Saúde da Unimed Vitória (ES). Contudo, continua Crespo, os clientes conseguem identificar muito rapidamente um ganho de qualidade, pois percebem que esse modelo os conduz com mais precisão para o atendimento. Nesse caso, o índice de satisfação dos pacientes na Unimed Vitória é de 95%, informa o diretor.

Eduardo Almas, assessor da presidência da Rio Saúde, destacou que nos modelos de gestão em que há investimento prioritário no profissional da saúde, em treinamento e em utilização mais intensa de tecnologia da informação o atendimento primário melhora e a percepção do paciente é imediata, o que consequentemente acaba mudando a cultura da livre escolha em favor da atenção primária.

No Hospital Mater Dei, em Minas Gerais, foi criado um programa especial com base nesse modelo com ótimos resultados, sendo possível baixar custos, como o de medicamentos, por exemplo. A diretora clínica, Marcia Salvador Géo, afirmou que embora esse modelo tenha sido  apresentando às operadoras de saúde com as quais o hospital têm vínculo, até o momento não houve interesse em adotá-lo, o que mostra ainda uma resistência das empresas. “Depois que o paciente é bem acolhido e vê que o tratamento surtiu o efeito esperado, ele se fideliza e dificilmente volta ao modelo anterior”, ressalta André Paranzini, diretor médico do Minutomed.

Qualidade de dados é determinante para a realização de uma boa gestão

“Sem informação a gente não consegue fazer a gestão”. A assertiva do superintendente de TI do Grupo Santa Celina, Eduardo Ângelo, deu o tom do  painel “Analytics na Construção de Negócios Sólidos”, no HIS 2017, que discutiu as vantagens dos analytics no sistema de gestão de saúde e as dificuldades para a manutenção de um banco de dados eficiente. “Ter só a ferramenta não resolve os problemas da empresa. É importante entender para que serve a informação que você tem”, afirmou Ângelo.

Luiz Guimarães, superintendente de TI do Hospital Unimed Volta Redonda (RJ), disse que a qualidade e disponibilidade do dado é uma parte importante do processo. “Temos que ter a consciência de saber o que fazer com a informação que temos disponível. Temos informações vindas de todos os lados, então a questão é como armazená-las no mesmo lugar e como conseguir extrair aquela que é realmente útil”, afirmou.

Na mesma linha de argumentação, a CIO da BP- Beneficência Portuguesa de São Paulo, Lilian Hoffman, lembrou que os hospitais em geral já possuem a melhor base, que é o prontuário eletrônico, mas seu uso ainda não é feito de maneira ideal. “Nosso desafio é olhar para a massa de dados e extrair informações dela”, relatou.

Já para Klaiton Simão, CIO do Hospital São Camilo, as instituições só privilegiam a qualidade dos dados quando isso pode se transformar em benefício econômico, quando essa qualidade deveria ser pré-requisito. De acordo com ele, há uma certa resistência interna na atualização e inovação de layouts de softwares, por exemplo. “Internamente, há a necessidade da mudança do software. Hoje, a gente tenta reproduzir no mundo digital, o real, de modo que o médico não estranhe demais quando se depara com ele. Não dá pra entender porque não há uma mudança de acesso, pois já há tecnologia para isso”.

Ricardo Orlando, CIO da DASA, maior rede de laboratórios da América Latina, contou que a empresa passou recentemente por uma reestruturação importante em seus sistemas. “É importante ver o que há disponível no mercado para criar arquiteturas sistêmicas apropriadas, além de ouvir o profissional da saúde, que tem de dizer o que falta no dia a dia.”

 

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