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2017: O ano de progresso em TI na área de Saúde

A ciber segurança, análise de dados e saúde populacional tem a atenção e o dinheiro das organizações de saúde; que também estão começando a investir em análise prescritiva e inteligência artificial.

A necessidade por maior proteção da segurança cibernética está afundando. O desejo por entender melhor a montanha de dados inexplorados está em ascensão. E a necessidade de começar a melhorar a saúde, não apenas do paciente mas de populações inteiras, está sendo levada a sério.

Estas são algumas conclusões da pesquisa “2017: The Ahead in Health IT” (em livre tradução, “2017: O ano de progresso em TI na área de Saúde”), feita com organizações de saúde pela Healthcare IT News; no qual foram entrevistados 95 executivos de saúde, em outubro de 2016.

Quando questionados sobre quais tecnologias planejam desenvolver em 2017, 52% responderam segurança, 51% métodos analíticos, 44% engajamento do paciente, 44% saúde populacional, 31% PEPs (Prontuário Eletrônico do Paciente), 24% monitoramento remoto do paciente e 22% disseram que vão investir na gestão do ciclo de receita.

 

 

Joe Fisne, Diretor Associado de Informação do Geisinger Health System, observou que esta programação faz sentido.

“A segurança foi considerada a número 1 certamente porque é das coisas mais críticas na área de saúde hoje”, explicou Fisne. “Vivemos em uma era dominada pela tecnologia e, no campo médico, a segurança é um dos pontos frágeis. Por isso a necessidade de investimento nessa área. O monitoramento analítico também é fundamental. Estamos investindo em algumas plataformas de Big Data para obter mais informações e apresentar tendências, práticas e padrões de cuidados médicos. Bem como padrões de doenças ao longo do caminho. E isto caminha de mãos dadas com a saúde populacional”.

 

Telemedicina, PEPs e medicina de precisão

2017 também verá a chegada de muitas tecnologias nas organizações de saúde. Aos entrevistados foi perguntado sobre quais ferramentas eles planejam introduzir ou estudar em 2017. Cerca de 45% disseram dados analíticos, 45% melhora do fluxo de trabalho, 44% telemedicina, 41% saúde populacional, 41% serviços médicos inteligentes, 34% monitoramento remoto dos pacientes e 21% medicina de precisão.

“O que se destaca aqui é a crescente importância da telemedicina como uma forma diferente de acesso, bem como uma maneira alternativa de se conectar com os consumidores”, ressaltou Brian Kalis, Diretor Geral de Práticas de saúde da empresa de consultoria Accenture. “Perceber a telemedicina com maior importância pode ajudar a enfrentar os desafios da produtividade do trabalho no campo da saúde”.

De acordo com Kalis, mesmo obtendo apenas 21% dos resultados da pesquisa, o setor correspondente a medicina de precisão também é bastante promissor.

“Isso representa o que podemos ver se destacar em 2017; foco em medicina de precisão e os investimentos iniciais no uso de medicamentos de precisão para melhorar a saúde. Esta é uma tendência inicial” ele destacou. “Os entrevistados também responderam alta prioridade de investimento em dispositivos médicos inteligentes. Ouvimos falar de uma série de sistemas que analisam novas estratégias para utilizar os dados de saúde gerados pelo paciente a fim de melhorar, amplamente, os cuidados com a saúde”.

2017 não será diferente para as organizações de saúde, se comparado aos anos anteriores, no que se refere ao trabalho com Prontuário Eletrônico do Paciente. Quando questionados sobre quais tipos de projetos de PEP estão ou serão desenvolvidos em suas empresas neste ano; 60% dos entrevistados responderam melhoramento da interoperabilidade, 55% destacaram o fluxo de trabalho, 47% melhorar a usabilidade, 37% desejam adicionar ferramentas de saúde populacional ao PEP, 28% pretendem migrar para as nuvens, 24% melhorar a performance e atualizar o sistema de PEP e 21% substituir o PEP em um ou mais sites.

Esse comportamento faz parte de uma evolução natural baseado no campo de saúde de hoje, explica John Halamka, médico e CIO do Beth Israel Deaconess System e Professor de Medicina da Universidade de Harvard.

“Quando você olha para a qualidade e para os programas de pagamento como o MISP e o MACRA, de repente você visualiza um alinhamento de incentivos onde o médico é remunerado pelo bem estar e qualidade do atendimento em oposição a quantidade”, Halamka pondera. “A menos que você esteja coletando dados sobre o paciente em toda a população, é realmente difícil controlar as despesas, elevar a qualidade e melhorar o fluxo de trabalho. OS PEPs foram colocados, basicamente, como um sistema inútil de comunicação de dados sem ênfase na troca e no fluxo de trabalho. Mas por causa da reforma nos programas de remuneração, nós temos incentivos para colaborar com a troca de dados. As novidades estão borbulhando até o topo”,  ele reflete.

Um dos aspectos das PEPs que muitas organizações continuam trabalhando é o engajamento dos prestadores de serviços. Um dos tópicos da pesquisa gira em torno das ações que serão realizadas em 2017 para que mais médicos e enfermeiros adotem completamente a tecnologia de PEP e 60% respondeu que vai integrar os prontuários eletrônicos do paciente com outras tecnologias que, por exemplo, elevem a saúde da população ou conduza a melhores práticas; 47% disse que pretende melhorar a interface do sistema PEP, 40% pretende mostrar claramente como os PEPs podem ajudar as organizações no gerenciamento dos seus negócios de forma rentável e 38% disse que vai mostrar como a tecnologia traz reduções significativas do tempo gasto em tarefas fora da interação direta com o paciente.

 

Saúde populacional

O estudo “2017: The year Ahead in Health IT” descobriu que o tópico saúde populacional é considerado como alta prioridade para a maioria das organizações de saúde. Quando questionados sobre os planos das companhias para implementar um sistema de saúde populacional em 2017, 20% dos executivos responderam que sim, eles estão planejando desenvolver novos sistema; 42% disseram que vão adicionar ferramentas aos sistemas existentes; 9% disseram que não, eles encerraram seus programas de saúde populacional e 29% dos entrevistados informaram que a saúde populacional não está em seus planos para 2017.

As organizações de saúde que trabalham com tecnologias de saúde populacional anteciparam que a inovação ajudariam seus negócios de várias formas. 58% dos entrevistados afirmaram que a tecnologia vai possibilitar uma melhor experiência do paciente, 54% disseram que vai aumentar a eficiência na forma como as organizações poderão oferecer seus serviços, 51% acreditam que os custos serão reduzidos, 44% pensam que poderão melhorar a saúde de indivíduos e, portanto, de toda a população e 41% afirmou que a ferramenta será capaz de permitir uma melhor experiência para o fornecedor.

“Existem muitos precursores que possuem sistemas de saúde populacional e para eles o importante agora é melhorar o sistema e otimizá-los e integrá-los com outras estruturas. Por isso o foco crescente em adicionar os sistemas já existentes na pesquisa”, destacou Kalis da Accenture. “Para as organizações que estão lançando um novo sistema de saúde populacional, essas são consideradas organizações que estão ficando para trás em relação a outras para obter suas primeiras implementações e assim aumentar  a adoção geral do mercado”.

 

Segurança Cibernética

Uma das mais importantes questões de segurança cibernética, os aplicativos de segurança e a segurança de rede, estão no topo da lista de prioridades para 2017, de acordo com a pesquisa. No gráfico abaixo, foram classificadas as questões de segurança enfrentadas pelas organizações em 2017:

Interoperabilidade

Assim como a segurança cibernética, a interoperabilidade é um assunto importante para as organizações de saúde. De acordo com a pesquisa, os projetos de interoperabilidade em que as companhias de saúde se debruçarão em 2017, isso inclui a conexão com bancos de dados externos, como trocas de informações de saúde (65%); conectar aplicativos dentro das organizações (58%); e acrescentar conexões de dispositivos médicos a sistemas existentes (37%).

Quando questionados sobre o principal fator que inibe uma maior interoperabilidade, 40% responderam a falta de padrões industriais, 27% dificuldade na busca por fornecedores de PEP, 18% informaram problemas com uma cultura de acúmulo de dados, 12% insegurança financeira e 3% outras questões. Segundo Halamka do Beth Israel Deaconess System, essas outras questões, que podem ser profundas, incluem fazer um sólido argumento comercial de interoperabilidade.

“Eu nunca vi bloqueio de informações quando há uma combinação de um negócio para compartilhar informações e pessoal técnico competente”, ressalta Halamka. E acrescenta: “Eu apenas vejo isso acontecer quando existe uma falta de alinhamento no compartilhamento de dados. Os padrões de dados e os PEPs que temos hoje já são suficientes. O uso significativo nos deu os padrões e a construção da interoperabilidade. Isto é apenas uma motivação para avançar”.

 

Análise de dados

Um dos maiores setores de investimento em TI de saúde parece ser a análise de dados. Os entrevistados foram inquiridos sobre seus planos para a área, em 2017, e 24% das organizações de saúde disseram que eles estão planejando lançar um novo sistema de análises, 59% está adicionando ferramentas aos sistemas analíticos já existentes e apenas 8% completaram sua implementação. Mais de 9% não tem análise de dados nos seus planos para 2017, de acordo com a pesquisa da Healthcare IT News.

Das organizações que já trabalham com análise de dados, 76% espera que a tecnologia ajude a melhorar a qualidade da saúde, 67% acredita que ajudará a melhorar as formas de atendimento, 62% tem a intenção de contribuir com a redução das despesas, 52 % espera que ajude a gerenciar com sucesso a mudança do atendimento em pagamento por serviço (fee-for-service) pelo pagamento apoiado na performance (fee-for-value), 30 % espera que ajude a otimizar o tempo que os prestadores de serviços destinam aos pacientes e 1% dos entrevistados não usam análises de dados, segundo a pesquisa.

“A tendência que surge a partir de muitas dessas tecnologias, incluindo análise de saúde populacional, é o que as organizações maiores têm posto em prática na primeira onda de soluções. isso já vem acontecendo. Agora essas organizações estão otimizando os seus investimentos e se voltando para maximizar o valor da base já implantada”, explicou Kalis da Accenture.

De olho no futuro, as organizações de saúde possuem uma variedade de tecnologias emergente em incubação. No que diz respeito, ao investimento destas ferramentas emergentes, 63% das organizações disseram que planejam se debruçar sobre análise prescritiva, 34% inteligência artificial, 21% ferramenta genômicas, 21% aprendizado automáticos, 19% computação cognitiva e 6% Blockchain (estrutura de dados que garante a segurança das operações realizadas por criptomoedas).

Além disso, ainda foi questionado quais tecnologias emergentes as organizações consideram mais promissoras. 26% acredita ser a análise prescritiva, 22% ferramentas genômicas, 18% inteligência artificial, 13% aprendizado automáticos, 10% computação cognitiva e 4% blockchain.

“A análise prescritiva está relacionada ao dinheiro, que possui laços com a inteligência artificial e aprendizagem mecânica; coisas que fazemos para analisar o volume de informações que coletamos. “Os dados nos dão uma série de padrões e informações e ao observá-los você encontra maneiras de melhorar o atendimento aos paciente”, comentou Fisne do Geisinger Health System.

Kalis, da Accenture, concorda que a análise prescritiva é um grande passo para as organizações de saúde e acrescenta: “Os sistemas de saúde tem investido em alguns dos principais blocos de base da análise. Tecnologias emergentes, como a análise prescritiva, serão o próximo passo para coletar informações e ativos funcionais”, argumentou Kalis. “Outro ponto interessante desta lista é o fato do blockchain estar sempre no radar de alguns CIOs; isto quer dizer que existe um interesse de exploração, para entender onde as plataformas de blockchain podem ser aplicadas e quais as implicações podem surgir a longo prazo”, finaliza.


Fonte: HealthcareITNews // Autor(a): Bill Siwicki // Tradução: Camila Marinho

Brasil Telemedicina apresenta produtos online que garantem atendimento de saúde à distância

A tecnologia é inovadora no país e promove assistência ágil aos pacientes pela internet ou celular

Laudos de exames em tempo real, orientações médicas e psicológicas a qualquer momento, além de monitorização integral de pacientes com doenças crônicas, com equipe de alto nível. Tudo isso, agora, é disponibilizado no país graças ao Laudo 24hs, Médico 24hs, Psicologia 24hs e Monitorização 24hs, plataformas desenvolvidas pela empresa Brasil Telemedicina, disponibilizadas, também, em forma de aplicativo para celulares e tablets. Com a tecnologia aplicada à medicina e à psicologia, as novidades geram a oportunidade de assistência à saúde de forma rápida e descomplicada, o que, ainda, garante melhor administração de tempo, pela flexibilidade de horário, disponibilização de profissionais em todo o território nacional e, já que o atendimento é pela internet, a facilidade em realizá-lo seja onde o paciente estiver.

Os projetos foram idealizados pelo cardiologista Dr. Carlos Eduardo Cassiani Camargo, o qual define que, em um futuro próximo, grande parte das ações de saúde serão no ambiente online, devido ao fácil acesso, pois basta estar conectado a um celular ou computador para encontrar um médico ou psicólogo. “Plataformas de saúde digital já estão em uso em países desenvolvidos, como os Estados Unidos. Note o crescimento: em 2015, apenas 8% dos norte-americanos fizeram uso delas e, em 2016, o número subiu para 22%, demonstrando que este tipo de ferramenta veio para ficar. Muitas mudanças na saúde digital ainda serão realizadas, acrescentando diariamente mais benefícios oriundos de pesquisas, o que tornarão o mecanismo mais poderoso e conclusivo na vida do ser humano”, destaca o especialista.

Entenda mais sobre os produtos:

Laudo 24hs: Laudos de exames quando o profissional necessitar, 24 horas por dia, com a conveniência de solicitá-los de onde a pessoa estiver. Tudo de forma prática, rápida e segura: os exames são enviados via internet no portal da Brasil Telemedicina, onde são analisados e laudados por especialistas. Há, ainda, a versão em aplicativo, disponível na App Store e Google Play. Já são 4,5mil exames laudados, sendo o primeiro produto da empresa, lançado em 2010.

Médico 24hs: Com ele, ampliam-se as possibilidades de atendimento em todo o país. Essa plataforma possibilita o acesso a especialistas para orientações e monitoramento de pacientes que necessitam de acompanhamento, sendo um verdadeiro ambulatório à distância. Há, ainda, a versão em aplicativo, disponível na App Store e Google Play. O corpo clínico é formado por mais de 400 especialistas, criteriosamente selecionados e com documentação validada pelo CRM – Conselho Regional de Medicina.

Psicologia 24hs: Algumas coisas não podem esperar. Orientação psicológica é uma delas. Por isso, reunimos tecnologia, conveniência e segurança em uma plataforma on-line que oferece total confiabilidade. Acessar é simples. Conseguir o atendimento que você necessita também. Há, ainda, a versão em aplicativo, disponível na App Store e Google Play. São mais de 200 profissionais, contratados conforme as leis do Conselho Federal de Psicologia, que presenteou a empresa com um selo desta garantia, disponibilizado no site.

Monitorização 24hs: Não importa onde o paciente esteja, você pode estar ao lado dele. Com a Monitorização à distância, um serviço da plataforma Médico24hs, o acompanhamento é verdadeiramente em tempo integral. É atenção e precisão unidas. Descubra todos os benefícios que a conectividade proporciona, tais como: Câmeras com acionamento automático ou por botão de urgência, que interagem com o paciente; Sensores integrados à Central de Controle da Brasil Telemedicina, que identifica anormalidades como quedas, presença de fumaça, inundação, níveis de CO2, etc.; Integração automática com equipamentos de monitoramento, como medidores de pressão arterial, oxímetro, glicosímetro e eletrocardiograma em tempo real, de acordo com a necessidade do paciente; Relatórios diários, semanais ou mensais sobre o paciente; Aviso e contato em casos de emergência. Em breve, também disponível no formato de aplicativo.

 


Sobre a Brasil Telemedicina

Fundada em 2010, em Campinas-SP, o primeiro produto lançado pela empresa foi o Laudo24hs, que continua em pleno vigor. Com ele, a organização chegou a mais de 500 cidades, em todos estados do Brasil, laudando, em média, 60 mil exames por mês. Atualmente, já são mais de 4,5 milhões de exames laudados. Entre os clientes, estão consultórios médicos, clínicas de medicina ocupacional, psicologia, nutrição, pronto-socorro de hospitais e unidades de pronto atendimentos (UPAs). Veja mais em: www.brasiltelemedicina.com.br


Sobre o HIS

O Healthcare Innovation Show (HIS) é o primeiro trade show de tecnologia e inovação em um espaço de mais de 4.000 m² voltado ao mercado de saúde na América Latina. São 4 arenas simultâneas onde acontecem mais de 10 congressos, cada qual especialmente organizado para oferecer conteúdo de qualidade para os diferentes cargos e funções das organizações de saúde.

O evento deverá contar este ano com números que ultrapassam os 5.000 participantes, os 200 palestrantes, as 75 empresas expositoras, além de premiações de reconhecimento das experiências inovadoras do setor.

Além das discussões executivas e estratégicas, grandes empresas e startups apresentam o que há de mais inovador e tecnológico no mercado. Nomes de peso do setor lideram os conteúdos ao lado das principais associações e institutos.

O HIS 2017 é ainda constituído por quatro grandes eixos de atividades especiais: o Startup Lounge, com a exposição de serviços em tecnológicas; o hackathon hack4health, maratona em busca de soluções para problemas da saúde e de gestão; o iHUB Saúde Conectada, apresentação de tecnologia de ponta para simular o atendimento de casos clínicos; e os prêmios Referência da Saúde/2017, Top Hospitalar/2017 e Great Place to Work.


Serviço  

HIS – Healthcare Innovation Show 2017

Data: 25 e 26 de outubro de 2017

Horário: das 8h30 às 19h00

Local: São Paulo Expo

Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo

http://saudebusiness.com/his/


Assessoria de Imprensa Brasil Telemedicina

Agente da Mídia Comunicação

Bianca Frari (19) 98848.8838 | bianca.frari@agentedamidia.com.br

Thaísa Oliveira (19) 99114.4692 | consultoria@agentedamidia.com.br

Plantão de AI: (19) 97419.1005


Contato para imprensa (HIS 2017):

2PRÓ Comunicação 

e-mail equipe: his17@2pro.com.br

Teresa Silva – (11) 3030-9463

Luciano Somenzari (11) 3030-9435

Myrian Vallone – (11) 3030-9404

Paula Giffoni – (11) 3030-9402

www.2pro.com.br

Atendimento por telemedicina economiza tempo e dinheiro dos pacientes

Um novo estudo aponta indícios crescentes de que a telemedicina pode economizar duas coisas mais caras às pessoas: tempo e dinheiro. Pacientes pouparam uma média de cinquenta dólares nos custos com viagem e ganharam quase uma hora ao utilizar a tecnologia de telessaúde para consultas de medicina esportiva, de acordo com um estudo do hospital Nemours Children’s Health System, e apresentado na conferência nacional American Academy of Pediatrics.

O sistema de saúde também detectou algumas economias moderadas. As consultas por telessaúde custaram aproximadamente quarenta e dois dólares a menos por cada paciente. “Sabemos que a telemedicina é frequentemente procurada por doenças comuns da infância, como gripes e resfriados ou erupções cutâneas. Mas nós queríamos ver como a tecnologia poderia beneficiar pacientes dentro de uma especialidade particular, como a medicina esportiva”, relatou em um comunicado Alfred Atanda Jr., Cirurgião Ortopedista do Nemours. “A medida que o campo da saúde continua a evoluir e a ênfase no valor e na satisfação continue a crescer, a telemedicina pode ser aproveitada pelos prestadores como um mecanismo para reduzir a utilização de recursos e custos, além de atender as condições de pagamento”.

O Nemours está entre os inúmeros prestadores que ofereceram serviço gratuito de consulta online durante os furacões Harvey e Irma. Funcionários disseram ao jornal The Orlando Sentinel que a plataforma de telemedicina CareConnect teve mais acesso em um período de quatro dias do que nos últimos três meses.

Embora o estudo do hospital Nemours tenha envolvido apenas 120 pacientes menores de 18 anos, ele corrobora com uma crescente evidência que aponta os benefícios econômicos aos pacientes que utilizam os serviços de telessaúde. No começo deste ano, a NTCA – The Rural Broadband Association emitiu um relatório estimando que a comunidade rural conseguiria economizar milhares de dólares por ano com custos de viagens e descontos no salário.

Por outro lado, a pesquisa mostrou que embora as consultas remotas geralmente custam metade aos usuários, o alto consumo resultaria em aumento de gastos para as seguradoras. No entanto, a demanda dos pacientes pode impulsionar a adoção. A maioria dos usuários relatou ao Nemours o interesse em futuras visitas remotas e 99% deles disseram que indicariam os serviços para outras famílias.

Enquanto isso, o Wall Street Journal (WSJ) noticiou que os prestadores de serviços estão utilizando a tecnologia para fornecer atendimento às mulheres com gravidez de alto risco. Uma obstetra do estado da Georgia reportou ao jornal que ao invés de enviar suas pacientes para um especialista a uma hora de distância, ela decidiu investir 15 mil dólares em equipamentos de telemedicina, a fim de fornecer acesso aos especialistas de Atlanta, sem que as grávidas precisem sair de casa . Em alguns casos, as intervenções precoces puderam salvar a vida dos bebês atendidos.

Em outras regiões do país, os prestadores de serviço estão investindo em tecnologia para prestar chamadas domiciliares online para mães que aguardam atendimento. Haywood Brown, Presidente do Congresso Americano de Obstetras e Ginecologistas informou ao WSJ que a telemedicina é prioridade para a organização, pois “ela melhora a qualidade da assistência médica e reduz os custos com a saúde”.

 


Fonte: FierceHealthcare // Autor(a): Evan Sweeney // Tradução: Camila Marinho

Telemedicina grátis para vítimas do furacão Harvey

A devastação provocada pelo furacão Harvey e sua posterior tempestade tropical, ocasionou em dificuldades para os habitantes do sudoeste do Texas e parte da Louisiana. Uma das terríveis consequências trazida por tempos extremos é a dificuldade de acesso aos serviços de saúde; uma vez que se torna quase impossível, quando um dilúvio de chuva aprisiona as pessoas em suas casas ou nos abrigos.

As companhias de telemedicina trabalham para preencher esta lacuna, ao oferecer atendimento médico remoto para aqueles que estão confinados por causa da tempestade. MDLive, Doctor on Demand e American Well disponibilizaram atendimento virtual gratuito via telefone ou vídeo para indivíduos e famílias impactados pelo furacão Harvey. Os serviços gratuitos começaram no dia 25 de agosto e foram até semana passada.

As companhias são capazes de oferecer este tipo de serviço devido a uma nova lei no Texas, que entrou em vigor no começo deste ano. A medida abole o requerimento que exigia a visita ao consultório médico antes que a telemedicina pudesse ser praticada. O Texas é o último dos 50 estados americanos a eliminar esta norma, permitindo que o serviço de telemedicina, como o fornecido pelo MDLive e o Doctor on Demand, possam expandir suas operações nacionalmente – apesar de ainda existirem limitações no Arkansas e em Idaho.

“O MDLive está bem sintonizado com as devastações que podem ser causadas por um furacão a partir da sede localizada em Sunrise na Florida”, explicou Deborah Mulligan, Diretora de Assuntos Médicos do MDLive à publicação digital MobiHealthNews. “A companhia tem um plano de ação preparado para lidar com desastres extremos antes desse tipo de evento climático acontecer, como é o caso do furacão Harvey; sabendo que o cuidado é geralmente limitado, pelo menos, na primeira semana após a passagem do furacão e na fase de recuperação”, comenta.

Deborah ressalta que existem certas condições que, após um furacão ou inundações, a assistência virtual é a única forma de tratamento. O sistema de esgoto, por exemplo, geralmente se espalha durante esses eventos e a água pode dragar materiais infectados com resíduos humanos.

“Problemas de saúde decorrentes de circunstâncias que podem ser relatadas virtualmente – como ferroadas de abelhas, picadas de mosquitos e formigas de fogo, mordida de gato selvagem, cachorros e cobras – podem ser consultadas remotamente. Compartilhar fotos do machucado através do aplicativo do MDLive ou por consulta em vídeo permite que os médicos determinem as medidas de ação apropriadas para o paciente. Problemas mentais e comportamentais também conseguem ser abordados de forma online”, disse Deborah.

Aproximadamente 20% da população recebe diagnóstico de transtorno mental em algum momento da vida e um furacão devastador como esse tem o poder de acentuar condições pré-existentes, bem como agravar níveis de estresse, ansiedade e depressão nos afetados. A plataforma MDLive inclui serviço virtual realizado por profissionais licenciados.

Médicos do Doctor On Demand cuidam de infecções, problemas de pele e oculares, entorses e hematomas, dores nas costas, vômitos e diarreias, resfriados, tosses e congestionamentos, além de 90% dos mais comuns problemas médicos observados nas emergências. Os médicos da empresa também são treinados para atender casos de estresse, ansiedade, tristezas e depressões. O CEO do Doctor On Demand, Hill Ferguson, disse que a decisão de ajudar foi tomada antes que a tempestade chegasse.

“Tivemos uma resposta similar durante o furacão Matthew que impactou o sudoeste, no ano passado, e descobrimos que este poderia ser um recurso valioso para aqueles que não poderiam se consultar pessoalmente”
– Hill Ferguson

Os serviços gratuitos da empresa não ficam limitados somente aos residentes do Texas e Louisiana. Os visitantes fora do estado ou solicitantes que precisem de tratamento médico também são elegíveis, assim como as crianças. “Pais ou responsáveis serão capazes de adicionar seus filhos às suas contas do Doctor On Demand. Então é uma bem sucedida experiência que permite, com segurança, que as crianças sejam atendidas pelos médicos certificados”, informa Ferguson.

Os usuários do MDLive conseguem se conectar com um médico, sem custo, ligando para o sistema e fornecendo um código de acesso. Para acessar os serviços do Doctor On Demand, os pacientes podem se registrar no website da companhia e agendar sua consulta virtual. As duas empresas ofereceram atendimento gratuito até o dia 08 de setembro.

Outras companhias também entram em campo para prestar ajuda às pessoas afetadas pelo Harvey e estenderam seus serviços por um período um pouco maior. Foi o caso da Amwell, plataforma de telessaúde da American Well, que oferece visitas virtuais para aconselhamento psicológico e necessidades médicas e vão continuar prestando serviços até meados de setembro. Os interessados podem se inscrever através do site, escolher o médico que mais lhe convém e agendar um encontro através do seu computador ou smartphone, 24 horas por dia, bastando utilizar uma conexão online de alta velocidade.

 


Fonte: MobiHealthNews // Autor(a): Jeff Lagasse // Tradução: Camila Marinho