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Painel sobre liderança abordará as mudanças nas corporações e como se preparar para elas

CEO do Americas Serviços Médicos, Luiz de Luca, fará exposição em uma das quatro arenas simultâneas sobre conteúdos técnicos; evento da área de saúde e medicina acontece em São Paulo entre os dias 25 e 26 de outubro

São Paulo, setembro de 2017Dentre os pontos altos da 3ª edição do HIS – Healthcare Innovation Show 2017, um dos maiores eventos na área de saúde e medicina da América Latina, estão as quatro arenas simultâneas onde acontecerão mais de 10 congressos, com a participação de 200 palestrantes. O painel Liderança: preparar para ambientes de transformação e performance, ministrado por Luiz de Luca, CEO do Americas Serviços Médicos,  grupo médico-hospitalar que reúne instituições de referência no país – será um dos destaques no evento.

O HIS 2017 acontece entre os dias 25 e 26 de outubro no São Paulo Expo, com a presença esperada de um público de 5 mil visitantes entre executivos de empresas de saúde, gestores hospitalares, médicos, pesquisadores e demais profissionais da área, além de reunir 75 empresas expositoras.

De Luca adiantou que sua exposição vai abordar como as lideranças e as organizações têm operado em um ambiente de transformações que tendem a se intensificar nos próximos anos. Segundo ele, o comportamento do consumidor, a influência das novas gerações, a pressão por competitividade e até as tendências que ainda começam a se delinear são parte das questões que se impõem na agenda corporativa. “Faz parte da tarefa do líder identificar as mudanças em curso, promover um ambiente de alto desempenho e  implementar mecanismos que potencializem  os resultados”, ressaltou.

Além do painel sobre Liderança, outros temas relacionados à gestão da saúde também serão destaques nos Congressos, tais como:

Formação de Ecossistema Empreendedor, por Flávio Pripas – Managing Director Cubo;

Gestão de Informação, por Márcio Reis – Head of Monetization Guia Bolso;

Brainstorming session: o que podemos esperar? AI, Quantum, Blockchain, Smart robots, Connected home, por Henrique von Atzingen – Head of Thinklab IBM;

Agenda macro: o desafio da atenção primária, por Henrique Sutton de Sousa Neves – CEO Hospital Israelita Albert Einstein, e por Márcio Atalla  – diretor Bem Star;

De obstáculo a oportunidade: trazendo inovação para a mudança do setor, por Denise Soares dos Santos – CEO BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

 

Sobre o HIS

O HIS – Healthcare Innovation Show é o primeiro trade show de tecnologia e inovação em um espaço de mais de 4.000 m² voltado ao mercado de saúde na América Latina. São 4 arenas simultâneas onde acontecem mais de 10 congressos, cada qual especialmente organizado para oferecer conteúdo de qualidade para os diferentes cargos e funções das organizações de saúde.

O evento deverá contar este ano com números que ultrapassam os 5.000 participantes, os 200 palestrantes e as 75 empresas expositoras, além de premiações de reconhecimento das experiências inovadoras do setor.

Além das discussões executivas e estratégicas, grandes empresas e startups apresentam o que há de mais inovador e tecnológico no mercado. Nomes de peso do setor lideram os conteúdos ao lado das principais associações e institutos.

O HIS 2017 é ainda constituído por quatro grandes eixos de atividades especiais: o Startup Lounge, com a exposição de serviços tecnológicos; o hackathon hack4health, maratona de desenvolvimento em busca de soluções para problemas da saúde e de gestão; e os prêmios Referência da Saúde/2017, Top Hospitalar/2017 e Great Place to Work.


Serviço  

HIS – Healthcare Innovation Show 2017

Data: 25 e 26 de outubro de 2017

Horário: das 8h30 às 19h00

Local: São Paulo Expo

Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo

http://saudebusiness.com/his/

Credenciamento Imprensa – o credenciamento poderá ser feito diretamente pelo link: goo.gl/vXRoLr


Contato para imprensa (HIS 2017):

2PRÓ Comunicação 

e-mail equipe: his17@2pro.com.br

Teresa Silva – (11) 3030-9463

Luciano Somenzari (11) 3030-9435

Myrian Vallone – (11) 3030-9404

Paula Giffoni – (11) 3030-9402

www.2pro.com.br

Fundador da Memotext dá dicas de como engajar pacientes pode aumentar o ROI

Na constante busca por aperfeiçoar o relacionamento com o cliente, demonstrar o retorno dos investimento, é provavelmente, a questão mais desafiante para os empreendedores digitais de saúde. Primeiro é necessário decidir a maneira como o ROI (Retorno Sobre o Investimento) dos seus produtos será quantificado; em seguida adicione o trabalho de navegar em uma área cinza de critérios que o levarão a alcançar o ROI. Por isso, Amos Adler, Fundador e Presidente da Memotext, atesta: fazê-lo com êxito pode abrir muitas oportunidades entre a indústria farmacêutica, investidores e os sistemas de saúde.

Em um artigo publicado no começo desse ano, Adler e o Co-Fundador da Memotext, Bill Simpson, explanaram parte desta área cinzenta ao suscitar questões. São dados quantitativos e melhorias dos resultados de saúde que importam? Como você pega algo multifuncional, quantifica em uma métrica e então, de alguma forma, atribui valor fiscal? É uma melhora efetiva na aderência à medicação? Para quem? Para os pacientes menos participativos ou para os com maior “valor”?

A empresa sediada em Toronto desenvolveu com sucesso programas não apenas voltados para os interessados da indústria farmacêutica mas também para os investidores, stakeholders, sistemas de saúde, farmácias e gerentes de benefícios farmacêuticos. No seu cerne, Adler disse que a companhia tem desenvolvido uma série de produtos orientados para a aderência ao plano de saúde e consumo de medicamentos, iniciação de tratamentos e gerenciamento de saúde da população.

Adler descreveu a abordagem da Memotext e identificou maneiras de incrementar a baixa aderência do paciente aos medicamentos para uma adesão moderada. A empresa canadense também tem se concentrado em pacientes complexos, não necessariamente na maior população de pacientes, mas em alguns dos mais dispendiosos.

Se os produtos da Memotext levam os pacientes com mais frequência às farmácias – de três vezes por ano para seis vezes por ano (ainda distante do ideal de 12 visitas anuais) – contribuindo para que farmácias e companhias farmacêuticas obtenham  mais dinheiro, suas ferramentas também ajudam os planos e sistemas de saúde na redução de custos mensais por paciente – ao diminuir a utilização dos serviços pelos membros do plano de saúde. Isto equivale a uma proporção de 15:1, ou seja, para cada 1 dólar gasto com suas ferramentas digitais de saúde, o cliente pode fazer ou economizar uma média de 15 dólares.

Adler ressalta que a razão pela qual o ROI pode demorar para apresentar resultados se deve ao fato de que as companhias normalmente precisam de um ano para configurar um estudo, um ano para realizá-lo e outros seis meses para avaliá-lo. E no entanto, isto representa um conjunto particular de problemas, porque cada farmácia e organização de saúde tem sua própria ideia de retorno sobre investimento.

“Sempre que você entra em uma avaliação longitudinal para chegar ao ROI, a tendência é ficar cada vez mais turva”, disse Adler. “Uma das barreiras à inovação é não ter um caminho objetivo para a avaliação e operacionalização”. O segredo para o ROI em saúde digital é formalizar os critérios, para quantificar e avaliar categorias de resultados múltiplos.

Co-comercialização é uma abordagem que a empresa adotou nos últimos dezoito meses. Com o Hospital Geral de Massachusetts a Memotext está atuando em uma intervenção com pacientes de TDAH (Transtorno do déficit de atenção com Hiperatividade). No Centro de Vícios e Saúde Mental, a maior instalação deste tipo no Canadá, o trabalho está sendo voltado para o desenvolvimento de uma intervenção personalizada para pacientes com esquizofrenia. Já a colaboração com pesquisadores da universidade de British Columbia em Vancouver e com as autoridades locais em saúde, denominada Optimal Brith BC, exploram a eficácia e escalabilidade de um programa de educação prenatal, entregue por mensagem de texto, para mulheres grávidas na área rural da British Columbia.

Esse tipo de parceria envolve descobrir como co-criar, com os stakeholders da área de cuidados médicos, um modelo de receita que resolva o problema. Mas para funcionar bem, as companhias de saúde digital precisam de um longo termo de compromisso com os stakeholders e vice-versa.

Os exemplos mais bem sucedidos de empresários e investidores da área, podem beneficiar e incentivar outros empresários de saúde a adotarem uma abordagem que identifique e assuma as oportunidades de nicho, que tenha como objetivo melhorar o envolvimento do paciente.

 


Fonte: MedCityNews // Autor(a): Stephanie Baum // Tradução: Camila Marinho

4 habilidades de sucesso para uma liderança exponencial

Vivemos tempos difíceis. Turbulências geopolíticas, conflitos sociais e nacionais, catástrofes naturais, ciberataques, crescentes distúrbios na indústria tecnológica e midiática. Ou seja, uma série de eventos destrutivos tem nos surpreendido.

Há quase duas décadas, estrategistas militares cunharam um acrônimo para capturar a natureza de um mundo cada vez mais imprevisível e dinâmico. Eles chamaram de VUCA – um ambiente tomado pela constante volatilidade, incertezas, complexidade e ambiguidade. O mundo de hoje encarna o termo mais do que qualquer era que já experimentamos.

Por que muitos de nós – individual ou coletivamente – falhamos ao imaginar, e muito menos antecipar, as maciças e disruptivas transformações em constantes desdobramentos? Impulsionada pelas rápidas mudanças tecnológicas  e pela globalização, o ritmo das mudanças é cada vez mais acelerado, nossos cérebros tentam acompanhar as transformações e, surpresa, o desconforto e a ansiedade são o resultado.

Isso não é uma anomalia. O VUCA veio para ficar. Mude as perspectivas para acelerar, não diminuir a velocidade. Para prosperar em um mundo onde “a mudança é a única constância”, os líderes precisam substituir seus antigos pensamentos pelo novo. Mudanças extraordinárias exigem líderes exponenciais. Mas o que exatamente isso significa?

Neste artigo iremos explorar os 4 pilares da liderança exponencial. Estas são habilidades críticas que os líderes precisam aprender para navegar com sucesso nesse mundo de rápidas transformações – não somente para criar estratégias avançadas para suas organizações, mas também para ajudar a construir um tipo de futuro inclusivo, igualitário, positivo e abundante onde todos queremos viver.

Alguns dirigentes já se destacam em algumas dessas habilidades. Um líder exponencial se esforça para dominar todas elas, entendendo como uma influencia a outra e, na prática, as modela como um todo integrado muito mais poderoso que suas partes.

 

O Futurista

A primeira habilidade do líder exponencial é aprender a transformar surpresas em antecipações conscientes. Para isto, ele precisa se transformar em um lideres futurista. Significa imaginar novas possibilidades com otimismo e coragem além de perceber que é bem provável que as mudanças surjam mais cedo que o esperado. As pessoas em posição de liderança precisarão estar igualmente à vontade com o que já é conhecido e explorar o que é desconhecido. E essa não é a forma que a maioria dos líderes operam atualmente.

Hoje, as lideranças se baseiam em gerenciar riscos com uma variedade de processos analíticos e estruturas que identificam e quantificam variáveis conhecidas. Na maioria das organizações, o futuro é, principalmente, projetado através de previsões numéricas e planilhas, reforçando a perspectiva de que o mundo é uma extensão do que sabemos hoje e que podemos inserir algumas fórmulas numéricas para calcular previsões quantificáveis.

O problema, no entanto, é que estes prognósticos dependem do entendimento das variáveis e tendências atuais. Vemos os eventos futuros como novas versões dos acontecimentos passados, presumindo que o ritmo das mudanças se moverá em linha reta. Na realidade, as linhas curvam para cima e novas variáveis – novas tecnologias, por exemplo – sempre entram na equação. O resultado? As previsões ficam aquém. Na melhor das hipóteses ficamos chocados, na pior, quebrados.

Não é que não somos capazes de imaginar novas narrativas ou ampliar o conjunto de possibilidades para o futuro. Mas, principalmente, porque nunca fomos treinados para isso ou não nos foi permitido incorporar essa habilidade como parte do nosso “dia de trabalho.”

Como futuristas, os líderes precisam se sentir confortáveis para questionar premissas intocáveis e conseguir enxergar novas possibilidades. Eles devem se interessar pelo novo e mesclar métodos imaginativos de previsão estratégica, técnicas de  backcasting, ficção científica e planejamento de cenários dentro dos negócios de estrutura tradicional.

Quando os balões do Google conectam as áreas rurais mais subdesenvolvidas à internet de alta velocidade (projeto Loon), ou os micro drones entregam suprimentos médicos após desastres naturais, nós podemos começar a imaginar um mundo onde os recursos tecnológicos mais modernos – o estado da arte –  ampliam a nossa imaginação para acreditar que qualquer coisa é possível.
– Lisa Kay Solomon

O Inovador

Além de imaginar uma sucessão de novos futuros, o líder também devem atuar como inovador, descobrindo novas possibilidades através de ideias criativas e experimentações. Nos dias de hoje, boas ideias podem surgir de um simples tweet ou através da surpreendente interação com o cliente, e ser testada com um protótipo funcional em menos de 24 horas.

Porém, muitas empresas ainda focam na obtenção de produtos consolidados a fim de comercializar o produto mais rapidamente enquanto reduzem custos e aumentam as margens de lucro. A aposta estratégica subjacente é colocada na certeza de minimizar as inseguranças e, com o êxito, o objetivo é defender e expandir o que já existe, em detrimento da exploração de novas oportunidades através da descoberta contínua.

O que falta muitas vezes é uma profunda compreensão do cliente e, por outro lado, das transações envolvidas. Sem qualquer investimento na concepção e desenvolvimento de novos produtos e serviços, que satisfaçam as necessidades e requisitos dos consumidores que emergem.

Quando os líderes abraçam seus papéis como inovadores, eles percebem que sempre devem estar pensando no cliente. Eles usam processos centrados nos seres humanos como a observação e o questionamento para colecionar insights, pensamento visual e habilidade de contar histórias para compartilhar hipóteses e ideias de forma mais rápida e eficaz; eles assumem uma mentalidade de crescimento para testar e reunir evidências sobre o que aprenderam. Os inovadores comprometidos fazem isso continuamente, reiterando repetidas vezes para descobrir oportunidades escondidas sob o nevoeiro de incertezas.

 

O tecnólogo

Ao tempo em que a inovação tecnológica acelera, os líderes precisam compreender quais tecnologias impactarão diretamente sua indústria e quais afetarão as indústrias próximas. Cada vez mais, a tecnologia pode digitalizar, manipular e substituir produtos e serviços físicos, desafiando o status quo de muitas companhias existentes.

A melhor maneira de entender as mudanças tecnológicas não é lendo a respeito, mas experimentando em primeira mão, à medida em que se aprende com o código; construindo ou manipulando um simples robô, testando novos produtos e serviços que vão além do familiar ou do confortável e procurando por recursos inovadores e de experimentação.

No entanto, assimilar a tecnologia unicamente a partir da perspectiva  da engenharia ou R&D (Pesquisa e Desenvolvimento) não é o suficiente. Gestores exponenciais também precisarão lidar com a ética, a moral e implicações sociais em torno das tecnologias criadas pelas organizações.

A tecnologia disruptiva está superando rapidamente os regulamentos, leis e normas sociais. Já existem impostos específicos e conflitos trabalhistas entre empresas inovadoras, como Uber e Airbnb, e os seus prestadores de serviço.

Mas estas batalhas jurídicas são inexpressivas em comparação aos conflitos éticos que poderemos enfrentar em breve quando trabalhadores de grandes indústrias – como as alimentícia e de transportes – forem substituídas por sistemas autônomos. E perceba que nem começamos a explorar as implicações de um futuro em que as modificações genéticas se tornarão significativamente mais acessíveis e generalizadas.

A política e a ética não são independentes da tecnologia, e a tecnologia não pode operar acima do bem e do mal. Se os líderes apostam no enorme potencial de gerar receita ou economia de custos oferecido pela tecnologia, eles também precisam assimilar as implicações sociais e morais que inevitavelmente surgirão. Isto exigirá uma gama completa de novas discussões e decisões nas salas de reuniões de cada corporação, novos comportamentos e normas em cada laboratório de desenvolvimento e novas formas de educar, recompensar (e até penalizar) os líderes de amanhã.

O Humanitário

Os líderes exponenciais usam habilidades e comportamentos futuristas, inovação e tecnologia para melhorar a vida das pessoas que eles atingem e a sociedade como um todo. Eles visam fazer o bem ao fazer bem – não como um conjunto separado de atividades “de responsabilidade sócio-corporativa”, mas como parte da missão de integridade da companhia.

Liderar de forma humanitária pode significar a construção explícita de um negócio utilizando a tecnologia para criar impacto positivo. As Empresas B, por exemplo, são companhias com fins lucrativos certificadas para desempenhar um rigoroso padrão de desenvolvimento social e ambiental, responsabilidade fiscal e transparência. O que também pode significar investir em políticas humanitárias e práticas que construam uma cultura significativamente positiva no ambiente de trabalho. Um local que inspire funcionários e parceiros a se esforçarem em seu pleno potencial.

Cada vez mais, a tecnologia pode gerar novos modelos de negócios e oportunidades de crescimento, habilitando e empoderando outras partes do mundo a se tornarem centros de crescimento econômico sustentáveis e autônomos. Quando os balões do Google conectam as áreas rurais mais subdesenvolvidas à internet de alta velocidade (projeto Loon), ou os micro drones entregam suprimentos médicos após desastres naturais, nós podemos começar a imaginar um mundo onde os recursos tecnológicos mais modernos – o estado da arte –  ampliam a nossa imaginação para acreditar que qualquer coisa é possível.

Precisamos de líderes exponenciais para o futuro

Os papéis futurista, inovador, tecnológico e humanitário estão interconectados  e podem ser melhorados quando o conhecimento e insights transitam entre eles. Os quatro pilares se traduzem em uma forma holística de aprender, imaginar, criar, capturar e dimensionar valores escondidos em um mundo cada vez mais complexo e dinâmico.

Essa é a essência da liderança exponencial. Ao praticar essas novas habilidades, todo líder pode antecipar mudanças, mas também fazer escolhas conscientes que conduzam a futuros mais positivos e produtivos para as organizações, comunidades e para o mundo.

 

 


Fonte: singularityhub.com // Autor(a): Lisa Kay Solomon // Tradução: Camila Marinho

Lideranca-feminina-saude-cuidado-assistencial-tecnologia-gestao

Para melhor cuidado, tenha mais mulheres no comando

A medida que o campo da saúde evolui, a necessidade por diversidade de gênero nos postos de liderança é mais evidente do que nunca.

Em um caminho para construir um modelo que suporte tanto colaboração e inovação, nós devemos apresentar uma variedade de perspectivas, experiências e habilidades. Como ex-enfermeira, estou plenamente consciente de que os profissionais de saúde servem os indivíduos de acordo com um amplo conjunto de necessidades, conhecimento e antecedentes – cada um dos quais contribui para a forma como prestamos atendimento personalizado.

Para as organizações de saúde, a importância da liderança feminina na alta gestão se provou uma necessidade. A incorporação de conhecimentos clínicos em funções administrativas também chama a atenção para o fato de que uma abordagem única para todos não consegue sustentar a saúde de nossas comunidades. Para servir adequadamente, com compaixão e compreensão, nosso comando precisa ser tão diversificado quanto a população que tratamos. Precisamos de líderes que compreendam que as tendências da saúde variam conforme o gênero e que também tenham sido treinados em uma configuração clínico e comercial.

No Ascension, maior sistema de saúde sem fins lucrativos dos Estados Unidos, temos um longo caminho para alçar mulheres aos cargos de liderança executiva – um ótimo exemplo é Patricia A. Maryland, Dr. PH, que atua como Presidente e CEO da Ascension Healthcare. E em todo o Ascension Michigan, quatro dos nossos seis mais importantes executivos – eu incluída – são do gênero feminino.

Mulheres tem o potencial para criar um impacto incrível, considerando que em nível nacional nós correspondemos a 75% dos empregos de saúde, mas representamos apenas 26% dos cargos de CEO em hospitais. Além disso, um estudo publicado no Journal of Healthcare Management – com base em pesquisas do American College of Healthcare Executives – aponta que as mulheres com cargos executivos no setor de saúde relatam salários significativamente mais baixos que os representantes do sexo masculino.

A disparidade de renda e a proporção desequilibrada de gênero em cargos de liderança evidencia o viés do que inevitavelmente ocorre em culturas hospitalares quando as perspectivas femininas são diminuídas. A fim de atenuar essas lacunas, os executivos hospitalares se beneficiarão ao buscarem pontos de vista femininos e a diversificação da C-Suite por meio da mentoria deliberada.

Esses fatos levantam a questão: por que não há mais mulheres em papeis de liderança na saúde? É difícil reduzir um problema tão multifacetado para um único fator. Além do desequilíbrio de representatividade feminina entre lideranças neste setor, outras indústrias enxergam as mesmas tendências. As mulheres representam apenas 16% dos cargos de liderança nos Estados Unidos, de acordo com a consultoria de pesquisa McKinsey.

Embora esta seja uma questão complexa, os estereótipos de gênero, as responsabilidades familiares e o teto de vidro também podem contribuir para os rumos da carreira feminina. Precisamos entender o valor da diversidade e trabalhar para promover ambientes de carreira que ofereçam remuneração justa e sejam favoráveis à vida familiar.

De acordo com um relatório da organização sem fins lucrativos de pesquisa e consultoria Catalyst, as empresas com maior participação de mulheres no conselho diretor alcançam desempenho financeiro significativamente mais alto. Se os sistemas de saúde estão preocupados em oferecer cuidados personalizados que consideram o alcance total das necessidades dos indivíduos – seus antecedentes, história, ambiente e crenças – as mulheres devem ter uma representação mais marcante. A influência feminina faz a diferença não apenas para a sustentabilidade do sistema de saúde, mas também para os indivíduos que visamos atender com um modelo personalizado.

Provoco os profissionais de saúde a fazer um esforço concentrado para alçar as mulheres em posições de liderança não só no campo da saúde como em todas as indústrias. Como uma CEO feminina e ex-enfermeira, eu entendo os desafios que as mulheres enfrentam em sua busca para serem elevadas à C-Suite. Incentivo as mulheres líderes a abraçarem seus pontos fortes, experiências e perspectivas únicas – e levar outras mulheres com você.

Há muito que ser feito nesta jornada, mas tenho plena confiança que minha visão de equilíbrio de gêneros em times executivos de saúde é viável e atenderá melhor os pacientes que vem aos nossos cuidados no momento de maior necessidade.

 

 


Fonte: FierceHealthcare // Autor(a): Gwen MacKenzie // Tradução: Camila Marinho