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Ex VP do Twitter assume papel chave em empresa unicórnio

A antiga Vice-Presidente de engenharia do Twitter expôs seu novo papel em unicórnio tecnológico*, que inclui trabalhar diretamente com fornecedores, farmacêuticos, pacientes e compradores para melhorar o atendimento de saúde.

Mês passado, a plataforma Outcome Health anunciou a contratação de Nandini Ramani, ex-Vice-Presidente de engenharia do Twitter, para a posição de Diretora de Engenharia. Nandini tem como responsabilidade fortalecer o atual modelo de tecnologia da empresa e expandir seu alcance.

Fundada, em 2006, por Shradha Agarwal e Rishi Shah, a Outcome Health é uma das poucas startups de TI vista como uma empresa unicórnio*, com uma avaliação em 5.6 bilhões de dólares. A missão da empresa é colocar grandes tablets estilo iPads ou telas sensíveis ao toque em salas de espera e clínicas médicas, a fim de orientar os pacientes em necessidades específicas.

Até agora, a Outcome Health instalou as telas em cerca de 40 mil consultórios – o que corresponde a 20% de todos os escritórios médicos dos EUA. A companhia está em rápida expansão e a contratação de Ramani buscará o caminho do sucesso e a constante evolução, tendo como foco o paciente. “Minha visão está alinhada com a companhia: “Como forneceremos melhores resultados para todo o fluxo de trabalho? Nós precisamos fortalecer e construir uma plataforma especializada que atendam essas necessidades”, pondera.

“Acima de tudo precisamos ser extremamente direcionados para o paciente”

“Acima de tudo precisamos ser extremamente direcionados para o paciente”, ela continua. “Para fazer isso, devemos nos colocar no encalço deles. Não se trata de ‘provocar’ os engenheiros, mas dizer para os médicos: Fiquem aí e entendam as necessidades dos seus pacientes, diariamente”.

Dessa forma, Ramani e seu time terão uma visão customizada das questões que a Outcome Health está tentando resolver. Ela trabalhará com compradores, farmacêuticos, pacientes e médicos para entender o que eles enfrentam e a partir dessas informações, trabalhar com sua equipe a fim de pensar criativamente e solucionar os problemas dos clientes.

Tanto o Twitter quanto o Outcome Health possuem missões correspondentes: Conectar pessoas e dar a todos uma voz. Ramani planeja usar a experiência adquirida no Twitter – um site que posta 5 mil tweets por segundo – para melhorar a plataforma da Outcome Health.

A Outcome Health está quebrando paradigmas com a abordagem que possibilita que os pacientes tenham voz. A diretora de engenharia espera traçar a melhor maneira de alcançar sua missão, garantindo que as inovações que a Outcome Health coloque à mesa estejam alinhadas com o que sempre foi feito no setor da saúde, mas que tragam  evolução ao meio.

“Os cuidados com a saúde é algo que te acompanha ao longo da vida e atinge todos os seres humanos. As pessoas são impactadas em vários níveis e é aí que eu vejo convergências. Nós precisamos adaptar e abraçar o que existe, mas usar a tecnologia para evoluir”, ressaltou Nandini.

Uma das maiores razões que a fizeram escolher a Outcome Health foi o perfil da empresa de “arregaçar as mangas e partir para o trabalho”, explicou a Diretora de Engenharia. Enquanto a maioria das empresas fica presa em uma rotina, Nandini e sua equipe são encorajados à criação, e utilizam algumas das melhores tecnologias para isso. “Não posso negar, eu sou uma engenheira. E ser capacitado para fazer e criar algo novo é muito estimulante”, confessou Nandini. Mas a estrada para atuar no meio nem sempre foi claramente pavimentada.

“Realmente existe um teto de vidro. É um desafio para a mulher na engenharia pois há muito pouco de nós na indústria – especialmente na programação e na engenharia”, disse ela. “Nós precisamos consertar isto”.

Para Nandini, o problema pode ser contornado através do incentivo às mulheres ao longo de toda a jornada. A ideia não é apenas contabilizar mais jovens mulheres nos cursos de engenharia e programação, mas que exista amparo e estímulo tanto por parte das mulheres quanto dos homens.

“É claro que mulheres como eu existem. Precisamos encontrá-las e trazê-las. E uma vez que elas façam parte do time, nós devemos criar um ambiente para cultivá-las”, disse Nandini. “Precisamos estar atentos a isso e a discussão deve ser parte da missão das empresas”.

Como resultado, Nandini traz essa questão à mesa em todas as companhias em que trabalha. “Metade da população é constituída por mulheres. E se você projeta com apenas uma coisa em mente, está perdendo a outra metade da conversa. Por que deveria haver apenas um assento para mulheres na mesa? Nós devemos empoderar uns aos outros…É impressionante o efeito em cascata que se forma”, conclui.

 

*Empresas unicórnio são companhias emergentes apoiadas por inovação e tecnologia, que nascem sem um forte capital inicial e crescem rapidamente em seus estágios iniciais através do investimento privado.


Fonte: HealthcareITNews // Autor(a): Jessica Davis // Tradução: Camila Marinho

Fundador da Memotext dá dicas de como engajar pacientes pode aumentar o ROI

Na constante busca por aperfeiçoar o relacionamento com o cliente, demonstrar o retorno dos investimento, é provavelmente, a questão mais desafiante para os empreendedores digitais de saúde. Primeiro é necessário decidir a maneira como o ROI (Retorno Sobre o Investimento) dos seus produtos será quantificado; em seguida adicione o trabalho de navegar em uma área cinza de critérios que o levarão a alcançar o ROI. Por isso, Amos Adler, Fundador e Presidente da Memotext, atesta: fazê-lo com êxito pode abrir muitas oportunidades entre a indústria farmacêutica, investidores e os sistemas de saúde.

Em um artigo publicado no começo desse ano, Adler e o Co-Fundador da Memotext, Bill Simpson, explanaram parte desta área cinzenta ao suscitar questões. São dados quantitativos e melhorias dos resultados de saúde que importam? Como você pega algo multifuncional, quantifica em uma métrica e então, de alguma forma, atribui valor fiscal? É uma melhora efetiva na aderência à medicação? Para quem? Para os pacientes menos participativos ou para os com maior “valor”?

A empresa sediada em Toronto desenvolveu com sucesso programas não apenas voltados para os interessados da indústria farmacêutica mas também para os investidores, stakeholders, sistemas de saúde, farmácias e gerentes de benefícios farmacêuticos. No seu cerne, Adler disse que a companhia tem desenvolvido uma série de produtos orientados para a aderência ao plano de saúde e consumo de medicamentos, iniciação de tratamentos e gerenciamento de saúde da população.

Adler descreveu a abordagem da Memotext e identificou maneiras de incrementar a baixa aderência do paciente aos medicamentos para uma adesão moderada. A empresa canadense também tem se concentrado em pacientes complexos, não necessariamente na maior população de pacientes, mas em alguns dos mais dispendiosos.

Se os produtos da Memotext levam os pacientes com mais frequência às farmácias – de três vezes por ano para seis vezes por ano (ainda distante do ideal de 12 visitas anuais) – contribuindo para que farmácias e companhias farmacêuticas obtenham  mais dinheiro, suas ferramentas também ajudam os planos e sistemas de saúde na redução de custos mensais por paciente – ao diminuir a utilização dos serviços pelos membros do plano de saúde. Isto equivale a uma proporção de 15:1, ou seja, para cada 1 dólar gasto com suas ferramentas digitais de saúde, o cliente pode fazer ou economizar uma média de 15 dólares.

Adler ressalta que a razão pela qual o ROI pode demorar para apresentar resultados se deve ao fato de que as companhias normalmente precisam de um ano para configurar um estudo, um ano para realizá-lo e outros seis meses para avaliá-lo. E no entanto, isto representa um conjunto particular de problemas, porque cada farmácia e organização de saúde tem sua própria ideia de retorno sobre investimento.

“Sempre que você entra em uma avaliação longitudinal para chegar ao ROI, a tendência é ficar cada vez mais turva”, disse Adler. “Uma das barreiras à inovação é não ter um caminho objetivo para a avaliação e operacionalização”. O segredo para o ROI em saúde digital é formalizar os critérios, para quantificar e avaliar categorias de resultados múltiplos.

Co-comercialização é uma abordagem que a empresa adotou nos últimos dezoito meses. Com o Hospital Geral de Massachusetts a Memotext está atuando em uma intervenção com pacientes de TDAH (Transtorno do déficit de atenção com Hiperatividade). No Centro de Vícios e Saúde Mental, a maior instalação deste tipo no Canadá, o trabalho está sendo voltado para o desenvolvimento de uma intervenção personalizada para pacientes com esquizofrenia. Já a colaboração com pesquisadores da universidade de British Columbia em Vancouver e com as autoridades locais em saúde, denominada Optimal Brith BC, exploram a eficácia e escalabilidade de um programa de educação prenatal, entregue por mensagem de texto, para mulheres grávidas na área rural da British Columbia.

Esse tipo de parceria envolve descobrir como co-criar, com os stakeholders da área de cuidados médicos, um modelo de receita que resolva o problema. Mas para funcionar bem, as companhias de saúde digital precisam de um longo termo de compromisso com os stakeholders e vice-versa.

Os exemplos mais bem sucedidos de empresários e investidores da área, podem beneficiar e incentivar outros empresários de saúde a adotarem uma abordagem que identifique e assuma as oportunidades de nicho, que tenha como objetivo melhorar o envolvimento do paciente.

 


Fonte: MedCityNews // Autor(a): Stephanie Baum // Tradução: Camila Marinho

Por que os pacientes abandonam seus dispositivos wearables?

As pessoas com maior satisfação em suas vidas estão mais propensas a adotar programas de bem-estar que incluem dispositivos wearables – ou tecnologia vestível – de acordo com um novo estudo. Também foi analisado por que outras pessoas desistem dessa ferramenta.

Pesquisadores da University of Southern California mergulharam em um estudo acerca de traços de personalidades e estilos de vida para entender o que faz com que as pessoas continuem utilizando dispositivos wearables e aplicativos por mais tempo que a maioria. Período que dura cerca de seis meses, segundo publicação no blog NEJM Catalyst.

Os pesquisadores monitoraram 275 pessoas através de um rastreador fitness embutido em um par de óculos no qual os pacientes deveriam utilizar por quinze semanas. As pessoas poderiam suspender o uso quando eles alcançassem os objetivos ou caso considerassem o dispositivo não atraente ou desconfortável. Em algumas situações elas simplesmente esqueceram de utilizar os wearables, destacou o texto.

Os pesquisadores disseram que incentivos e medidas de autodisciplina são motivadores igualmente efetivos. A futura tecnologia wearable deve ser projetada com isso em mente e deve mirar nos objetivos de auto aperfeiçoamento do paciente, destacou o blog.

“É responsabilidade dos profissionais médicos, designers e cientistas criar uma experiência do usuário em torno dos componentes de sensor do hardware e software que seja atraente o bastante para ajudar as pessoas a alcançarem esses objetivos”
– Pesquisadores

Os fornecedores estão explorando as mais efetivas maneiras de alavancar a tecnologia wearable, inclusive investindo no tratamento de condições crônicas. É crescente o número de pacientes usando ferramentas de saúde digital que vão desde telessaúde até dispositivos wearables, mas os médicos ainda consideram os dados gerados a partir dessas ferramentas não confiáveis.

Outro ponto de conflito: o preço. Muitos pacientes que poderiam se beneficiar com a tecnologia não podem dispor dela. De qualquer maneira, alguns grupos estão avançando para aumentar o uso dos wearables, como a companhia de saúde Aetna e a Apple, que trabalham juntas para disponibilizar os inteligentes relógios digitais para os inscritos na Aetna.

 


Fonte: FierceHealthcare // Autor(a): Paige Minemyer // Tradução: Camila Marinho

Athenahealth adiciona aplicativo de gerenciamento de relacionamento com o paciente ao seu Marketplace

As ferramentas de comunicação da Solutionreach permitem que a rede de fornecedores da Athenahealth melhore a experiência e a produtividade dos pacientes.

A empresa de PEP Athenahealth tem adicionado tecnologia de gerenciamento de relacionamento com o paciente da Solutionreach para o programa More Disruption Please, através do marketplace da Athenahealth. Médicos da rede podem usar o designer de comunicação dos aplicativos a fim de melhorar as experiências do paciente e a produtividade da prática médica.

O sistema Solutionreach é projetado para ajudar médicos na otimização das suas relações com os pacientes, o que, idealmente, poderia resultar em um aumento da fidelidade e da satisfação. A partir da ferramenta de gerenciamento de relacionamento, baseado na nuvem, os médicos podem se comunicar e interagir com seus pacientes de uma maneira que traga mais sentido para ambas as partes. Seja através de mensagem de texto, ligações telefônicas ou e-mails.

“Os clínicos precisam atender seus pacientes onde quer que eles estejam”, ponderou Jim Higgins, CEO da Solutionreach. “Com a nossa plataforma de gerenciamento de relacionamento, os clientes da Athenahealth tem acesso às ferramentas necessárias para fomentar o relacionamento com seus clientes e nutrir a lealdade”.

Athenahealth oferece registros médicos, gestão do ciclo de receita, envolvimento do paciente, coordenação de cuidados e serviços de saúde populacional para clientes hospitalares e ambulatoriais. Esta visão, destacou a companhia, visa construir uma rede nacional com informações de saúde para melhorar o sistema como um todo.

A Solutionreach, como um parceiro da More Disruption Please, disse que se juntou a uma rede de profissionais que buscam romper com as abordagens convencionais da área de saúde. Abordagens estas que, simplesmente, não funcionam mais ou não contribuem para os avanços do setor. Dessa forma, a união pretende ajudar os fornecedores a prosperar diante das mudanças da indústria.

 


Fonte: HealthcareITNews // Autor(a): Bill Siwicki // Tradução: Camila Marinho

Como a casa do futuro vai cuidar de você

Como disse Dorothy no famoso O Mágico de Oz, “não há lugar como a nossa casa”. Casa é para onde vamos recarregar as energias. É familiar, confortável e nossa. Por isso cuidamos, limpamos e preservamos nossos lares. Além de consertarmos coisas que quebram ou dão errado. Mas e se nossas casas, além de ser um abrigo também cuidasse da gente em troca?

De acordo, com Chris Arkenberg, este pode ser o caso em um futuro não tão distante. Como parte da série Experts On Air da Singularity University, Arkenberg deu uma palestra intitulada “Como a casa inteligente do futuro vai cuidar de você”.

Arkenberg é Pesquisador e Líder de Estratégias na Orange Silicon Valley, uma das maiores operadoras de telecomunicações do mundo e, anteriormente, trabalhou para a Deloitte’s Center for the Edge e para o Institute for the Future. Ele disse ao público que há uma evolução em andamento, no qual as casas estão passando de funcionais para conectadas, e finalmente se tornarão inteligentes.

 

Tendências do Mercado

Tecnologias domésticas inteligentes estão sendo desenvolvidas neste momento, mas as tendências mais amplas apontam para um enorme potencial no futuro. Como consumidores, nós já esperamos por uma contínua conectividade aonde quer que vamos. “Como assim o meu telefone não tem sinal no meio das montanhas?” ou “O que você quer dizer com a Smart TV está desativada e não consegue transmitir Game Of Thrones?” são situações que não aceitamos mais em nosso dia a dia.

Arkenberg ressalta que como a conectividade tem evoluído de um privilégio para uma expectativa básica, nós também começamos a ter uma melhor noção do que significa desistir de nossos dados em troca de um serviço de conveniências. É muito fácil clicar em algum botões na Amazon e ter anúncios aparecendo na sua tela alguns dias depois – não ligando para o fato de que os dados sobre suas compras estão sendo gravados e agregados. “No momento, temos dispositivos únicos conectados. As companhias estão tentando mostrar qual o verdadeiro valor e quão durável eles são, além do hype”, comenta.

A conectividade é a base da casa inteligente. Você consegue transformar um objeto burro em inteligente através do acesso online. O dispositivo de tecnologia de automação Wemo da Belkin, por exemplo, permite aos usuários controlar luzes e aparelhos sem fio, remotamente e podem ser comparados com o Echo da Amazon ou o Google Home para controle ativado por voz.

Por falar nesse tipo de comando, o pesquisador apontou que as interfaces físicas também estão evoluindo ao ponto em que estamos nos livrando inteiramente das interfaces ou transitando para um tipo mais “suave”, como a gestual ou por voz.

 

Drivers em mudança

Os consumidores estão abertos às inovações das casas inteligentes e as companhias vêm trabalhando para fornecê-las. Mas quais sãos os drivers que tornam esta tecnologia prática e acessível? Arkenberg destaca os três mais importantes:

  1. Computação: Os computadores ficaram exponencialmente mais poderosos nas últimas décadas. Se não fossem por processadores que conseguem lidar com enormes quantidades de informação, nada parecido com o Echo ou Alexa seria possível. Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquinas estão alimentando esses dispositivos e eles também dependem do poder da computação.
  2. Sensores: “Há mais coisas conectadas agora que pessoas no planeta”, observa Arkenberg. A empresa de pesquisa de mercado Gartner estima que existem 8.4 bilhões de coisas conectadas atualmente em uso. Onde quer que o digital possa substituir o hardware, ele está fazendo. Sensores mais acessíveis significa que podemos conectar mais coisas, que pode então se conectar com outras coisas.
  3. Dados: “Big Data é o novo petróleo. As principais companhias do planeta são todas gigantes de dados. Se os dados são o seu negócio, então você precisa continuar procurando novas formas de obtê-los mais e mais”, enfatiza. Os assistentes domésticos são, essencialmente, sistemas colecionadores de dados que sentam em sua sala e coletam informações sobre sua vida. Os dados, por sua vez, configuram o potencial de aprendizagem das máquinas.

 

 

Desbravando a sala de estar

Alexa e Echo podem ligar e desligar as luzes e o Nest pode te ajudar com uma casa energeticamente mais eficiente. Mas além disso, como uma casa inteligente realmente parece? Na visão de Arkenberg uma casa inteligente utiliza sensores, segurança, produtividade e promove o bem-estar.

Podemos fazer uma comparação com os veículos autônomos: Estão rodeados por sensores que constantemente mapeiam o que está a sua volta para construir um modelo de mundo dinâmico, que entenda as mudanças e, assim, possa prever coisas. Podemos desejar que este se torne um modelo para nossas casas também? Ao ficarem inteligentes e conectados, o pesquisador acredita que eles se tornarão “mais biológicos”.

Já existe uma infinidade de produtos no mercado que se encaixam nesta descrição. O dispositivo RainMachine usa previsões do tempo para programar o horário de regar o jardim. Já o Neurio monitora o uso de energia identificando áreas onde desperdícios estão acontecendo e faz recomendações sobre melhorias. Estes são pequenos passos para conectar nossas casas com sistemas de informação, dando a elas habilidades para entender e agir sobre esses conhecimentos.

Arkenberg imagina os lares do futuro sendo equipados com orelhas digitais (na forma de assistentes domésticos, sensores e dispositivos de monitoramento) e olhos digitais (possibilitando tecnologia de reconhecimento facial e máquinas com visão para reconhecer quem está em casa). “Esses sistemas estão cada vez mais habilitados para interpretar emoções e entender como as pessoas se sentem”, pondera. “Quando você agrega mais inteligência ativa para as coisas, a necessidade de nossa interface direta com elas se torna menos relevante”.

Poderia nossa casa usar essas mesmas ferramentas para beneficiar nossa saúde e bem- estar? A empresa de tecnologia FREDsense utiliza bactérias para criar sensores eletroquímicos que possam ser aplicados no sistema doméstico da água com o objetivo de detectar contaminações. Se isto não é pessoal o bastante pra você, veja esta novidade: Os sensores da ClinicAI podem ser instalados no seu vaso sanitário a fim de monitorar e avaliar seus dejetos. Com qual objetivo? Você pergunta? Detecção precoce de câncer de intestino e outras doenças.

E se um dia o sistema de análise de resíduos do seu banheiro pudesse se conectar com a sua geladeira e então, quando a abrisse, você saberia o que comer, a quantidade e o horário certo?

 

Obstáculos para a inteligência

“A casa conectada e inteligente ainda é uma categoria recente tentando estabelecer seu valor, mas os requisitos tecnológicos estão agora em voga”, sugere Arkenberg. Nós estamos acostumados a viver em um mundo de conectividade e computação ubíqua, e passamos a criar expectativa sobre as coisas conectadas. Para as casas inteligentes se tornarem uma realidade generalizada, seu valor precisa ser estabelecido e os desafios superados.

“Um dos maiores empecilhos será se acostumar com a ideia de vigilância contínua. Teremos conveniência e funcionalidade se desistirmos dos nossos dados, mas quão distantes estamos disposto a ir? Estabelecer segurança e confiança será um grande desafio para o futuro”, diz o pesquisador.

Também existe custo e confiabilidade, intercomunicação e fragmentação de dispositivos ou, por outro lado, o que Arkonberg chamou de plataform lock-on (ou bloqueio de plataforma), onde você acabaria confiando em um único sistema de provedor e não conseguiria integrar dispositivos de outras marcas.

Em última análise, Arkenberg vislumbra casas capazes de aprender sobre nós, gerenciar nossas agendas e trânsito, observar nossos modos e preferências e otimizar nossos históricos enquanto prevê e antecipa mudanças.

“Esta é realmente uma provocação da casa inteligente e eu acho que vamos começar a ver esse jogo nos próximos anos”, finaliza Arkenberg.

Parece um tipo de casa que a Dorothy não reconheceria, no Kansas ou em nenhum outro lugar.

 

 


Fonte: SingularityHub // Autor(a): Vanessa Bates Ramirez // Tradução: Camila Marinho

Tim Cook oferece uma amostra do futuro da saúde na Apple

Com o lançamento recente do último modelo do iPhone, o CEO Tim Cook compartilhou suas expectativas sobre os aplicativos de saúde da Apple e o papel que desempenhará no futuro da companhia, em uma entrevista para a Fortune.

Apesar de já ter demonstrado interesse em investir na área de saúde, Cook aponta que a empresa da maçã está particularmente inclinada às atividades médicas.

“Estamos extremamente interessados na área. E, sim, esta é uma oportunidade de negócio. Se você observar, o campo de saúde é, de longe, o segundo maior componente da economia em muitos países do mundo. No entanto esta área não foi construída com foco na criação de bons produtos no nível dos dispositivos. O foco tem sido fazer produtos que possam ser reembolsados através dos sistemas de seguros, como o Medicare ou Medicaid. E, de certa maneira, trazemos uma visão totalmente nova sobre isso ao dizermos ‘Esqueça tudo. O que podemos fazer para ajudar as pessoas?’”
– Tim Cook

Cook chamou a atenção para a tecnologia de monitoramento cardíaco da Apple nos seus smartwatches, no qual um estudo, divulgado este ano pela Standford University revelou ser mais preciso que outros sete dispositivos wearables. Como os executivos da Fitibit – que tem como principal produto as pulseiras inteligentes fitness Flex – Cook percebeu que esses equipamentos têm alertado os usuários para um potencial problema no coração, e foi capaz de compartilhar os dados de frequência cardíaca com os médicos. “Um número expressivo de pessoas descobriu que, após o aviso, se não tivessem procurado assistência médica teriam morrido”, ressaltou o CEO.

Ele também sugere que a estrutura de código aberto ResearchKit – enquanto um ótimo caminho para modernizar e desenvolver grandes estudos clínicos – mesmo sem um modelo de negócios foi uma das coisas que contribuiu para o melhoramento da sociedade. Apesar da iniciativa parecer nobre, não é inteiramente convincente. É possível que os dados gerados a partir desses estudos alcancem oportunidades de longo prazo para a Apple. Em qualquer caso, a companhia ainda não divulgou os seus grandes planos.

Os movimentos da Apple na área de saúde tem significativas ramificações que atingem desde os desenvolvedores de aplicativos de saúde, até companhias de dispositivos médicos como a DexCom, pacientes e médico. Quando, por exemplo, a Apple adicionou tecnologia para medidores contínuos de glicose, a partir de uma melhor conectividade dos seus relógios inteligentes com dispositivos hardware, isso impulsionou o preço das ações da DexCom.

Considerando o fato de que nos tornamos nossos smartphones, a Apple e outras empresas de tecnologia móvel vão continuar investindo e oferecendo suporte aos aplicativos de saúde e nós poderemos usufruir dos telefones de forma tanto passiva quanto ativa. Por exemplo, as ferramentas de armazenamento de imagem da ImageMoverMD conseguem balancear o desejo dos médicos de utilizar seus smartphones ou tabletes para capturar fotos dos pacientes em consultas clínicas com a segurança de dados dos hospitais.

Como Cook ponderou na entrevista, as empresas estão apenas arranhando a superfície de suas capacidades. Será estimulante observar o que vem depois, no kit de ferramentas de saúde da Apple.

 

 


Fonte: MedCity News // Autor(a): Stephanie Baum // Tradução: Camila Marinho

A Apple Store dos consultórios médicos

 

Como serão os consultórios médicos do futuro? Na dianteira, uma startup médica em São Francisco antecipa esse futuro cenário utilizando IA (inteligência Artificial) e ferramentas conectadas.

Estava frio e chuvoso lá fora quando o Uber estacionou em frente ao número 180 da Suttler Street, no centro de São Francisco. No interior, um homem vestido de preto se ofereceu para guardar minha jaqueta e guarda-chuva enquanto me direcionava para um conjunto de cadeiras no lobby e me entregava uma garrafa de água da Voss.

Examinei atentamente o ambiente e observei um apanhado de equipamentos fitness conectado, alguns séruns chiques dispostos sobre uma mesa de vidro e, posicionado em frente, o que parecia ser um scanner de corpo da era espacial. Na lateral, contra a parede azul, em negrito, se destacavam as palavras “Design your Health”.

 

Apple Store

Eu estava no escritório da Forward, startup de saúde do ex-google e fundador da Wavvi, Adrian Aoun. Ele me disse que esse seria o consultório médico do futuro.

“Imagine um consultório que mais parece como uma Apple Store”, discorre Aoun, “mas dê um passo adiante e você encontra esse tipo de coisa legal, onde você tem um ambiente médico que aprende com o tempo. Você tem algo que melhora progressivamente e ele aprende mais e mais sobre você, muito parecido com as coisas que estamos acostumados, como Google e Facebook.”

 

Eu, médico

Pode ser tentador comparar Forward com algo como One Medical, uma startup que conta com atendimento online e uma série de consultórios médicos conveniados na região da baía de São Francisco. Mas o Forward avança muito além com um escritório conceitual medindo mil metros quadrados, aparelhado com seis salas de exame, equipamentos médicos de última geração e um laboratório para testes realizados em poucos minutos.

Forward também oferece um sistema exclusivo de IA que auxilia os médicos fornecendo rápidas informações e possibilitando compará-las com seus dados de saúde. Além do lobby e da sala de exames, complete tudo isso com cadeiras ergométricas, uma tela de exibição futurista e uma miríade de instrumentos médicos mergulhando no território Star Trek.

Aoun me mostrou algumas ferramentas, incluindo um tipo de luz infravermelha que ajuda a encontrar as veias do corpo para coletar sangue. Outro instrumento exclusivo é um estetoscópio digital forte o suficiente para ouvir as batidas do seu coração sem precisar tirar a camisa. Já a tela grande, presente em cada sala de exames, puxa uma lista de sinais vitais, informando se uma determinada medicação é compatível com seu código genético ou se você é alérgico ao glúten.

A informação vem dos exames de laboratório e do grande scanner corporal que está no lobby; que realiza a análise através de um processo indolor no qual você entra na máquina e posiciona dois dedos da mão esquerda em um sensor por alguns segundos, a fim de calcular sua altura, peso, temperatura, frequência cardíaca, pressão sanguínea e outras tantas informações, simultaneamente. O resultado da varredura corporal resulta  em dados que alimentam o sistema de IA incorporado ao Forward bem como seu aplicativo para dispositivos móveis.

 

 

Coração robótico

Para Aoun, toda experiência tem como objetivo fornecer ferramentas aos médicos para que eles possam tomar decisões com base em dados. E se torna especialmente útil se quisermos transitar para um sistema preventivo e não reativo, que é a nossa configuração atual. “Imagine que você é um engenheiro do meu time e eu te peço para “desenvolver alguns códigos”, mas quando você completa sua tarefa você realmente precisa esperar  por semanas. Você envia seu código, mas o parecer do teste volta uma semana depois e só então você conhece os resultados,” declarou Aoun.

A ideia para o Forward surgiu quando um membro da família ligou para ele de uma ambulância no meio de um ataque cardíaco. “Normalmente pensamos em consultórios médicos como uma oficina de reparação para seres humano, mas nós morremos de doenças cardíacas e câncer…eu não acordo e sei que o meu colesterol pode estar alto, então eu vou ao consultório. Estamos focando na coisa errada,” ele me explicou.

Após essa experiência familiar, Aoun percebeu que poderia fazer um melhor sistema com foco em prevenção a partir do uso dos dados e da inteligência artificial (IA). O fundador logo começou a trabalhar em todo tipo de equipamento médico de alta tecnologia em um esforço para criar um ambiente mais holístico para cuidados médicos.

 

O Carma do plano de saúde

Ao contrário da maioria dos consultórios médicos, o Forward também possui uma abordagem de pagamento diferenciado. Ao invés de estabelecer o acesso por meio de plano de saúde ou co-pagamento, a startup oferece acesso ilimitado à equipe médica, checkups, teste sanguíneo e genético, aconselhamento nutricional, monitoramento contínuo através de sensores portáteis fornecidos pela clínica, suporte ao sistema de IA e acesso 24 horas por dia, 7 dias por semana à equipe médica pelo aplicativo. Tudo isso por $149 ao mês.

Aoun espera que esta diferença, tanto na forma de pagamento quanto no cuidado, estejam centradas na prevenção e não na doença. E para as pessoas sem seguro, pode ser uma alternativa que facilita o acesso a uma assistência médica – exceto para os casos mais graves. Despesas com a saúde são o maior fator para a dívida dos Estados Unidos, devido ao alto custo do nosso sistema. Não ter um seguro significa não ter acesso a médicos e remédios e isso pode ser traduzido como uma sentença de morte para muitos. Uma situação que, sem dúvida, ocorre em um momento delicado para 20 milhões de americanos, que enfrentam a ameaça de perder seus seguros caso o congresso e o novo presidente acabem com a Lei de Proteção e Cuidado ao Paciente (também conhecido como Obamacare).

15% dos primeiros usuários vieram de comunidades desassistidas e foram contemplados com a adesão gratuita. Cada membro também ganha, em seu primeiro mês, os medicamentos prescritos gratuitamente e que podem ser encontrados na farmácia da Forward. A startup ainda planeja oferecer vitaminas, outros suplementos e wearables (dispositivos vestíveis) que serão encontradas na loja da clínica, além de, no futuro, ampliar os serviços e dispor de acupuntura, por exemplo.

 

Forward em movimento

O escritório na Suttler é a localização principal da Forward e o capital para mantê-la certamente é alto. Apesar de Aoun não informar quanto de financiamento tomou até o momento, ele explica que a startup levantou fundos de muitas fontes bem conhecidas. Dentre os investidores estão Khosla Ventures, Founders Fund, John Doerr, and First Round Capital, além dos investidores anjos Eric Schmidt, Marc Benioff, Garrett Camp, SV Angel, Aaron Levie e Joe Lonsdale, e vários outros que se possa imaginar (ou pelo menos esperar). O Forward angariou uma quantia saudável que possibilitou construir a infra-estrutura, criar equipamento únicos e contratar uma equipe médica de alto nível.

O plano futuro é se expandir por São Francisco e ir além. Mas Aoun enxerga esse primeiro consultório como apenas o começo para um novo tipo de medicina.

 

 


Fonte: techcrunch.com // Autor(a): Sarah Buhr // Tradução: Camila Marinho