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Otimização da cadeia de suprimentos economiza bilhões a hospitais

Os hospitais poderiam economizar bilhões a cada ano se eles agilizassem e otimizassem suas cadeias de suprimentos, ou supply chains, de acordo com estudo.

A empresa de consultoria Navigant examinou os dados públicos registrados entre 2015 e 2017 da Definitive Healthcare – com base em mais de 2.300 hospitais dos Estados Unidos – e descobriu que os hospitais que investiram em melhorias no supply chain gastaram 23 milhões de dólares a menos que os concorrentes, representando uma média de 17,8% nas reduções de despesas. Cerca de 76% dos hospitais estudados poderiam obter economia similar se eles adotassem medidas para aperfeiçoar seus próprios gerenciamentos de supply chain, poupando mais de 9,9 milhões de dólares cada um.

De acordo com o estudo, os hospitais que apresentaram melhores resultados não sacrificaram a qualidade do atendimento para alcançar a redução de custos, particularmente porque essas instalações reduzem a variação clínica que vem de uma cadeia de suprimentos mais simplificadas, disse Rob Austin, Diretor Associado do Navigant Healthcare ao portal FierceHealthcare. “Realmente cria um ambiente mais seguro, e com melhor qualidade”, pondera.

Essas constatações foram consistentes em grandes centros médicos urbanos e nas instalações rurais menores, comentou o Diretor. O que os pesquisadores descobriram surpreende. Hospitais rurais, devido ao seu tamanho, tiveram menor poder de compra que os grandes hospitais, mas as economias fruto das otimizações se apresentaram similares, de maneira geral, ele destaca.

As melhores performances foram sólidas em diversas áreas, e sugerem métodos que outros hospitais deveriam considerar para otimizar sua cadeias de suprimentos, destacou Austin:

  • Engajar médicos no gerenciamento de supply chain;
  • Reunir e analisar dados de forma eficaz;
  • Incluir tecnologia em supply chain nos grandes planejamentos estratégicos.

Para os que alcançam altas performances, “torna-se mais uma vantagem estratégica competitiva”, pondera Austin. “Envolver os médicos é a chave do sucesso, já que eles geralmente não gostam de ser informados sobre o que fazer”. Ou seja, trazendo esses profissionais para a mesa como parceiros nas discussões, será muito mais eficiente para que eles participem das iniciativas de melhoramento do supply chain.

Os dados são ferramentas que podem permitir aos hospitais uma redução no número de vendedores e fornecedores para produtos similares e otimizar o tipo e a frequência das compras baseado nas necessidades do paciente. Eles podem também ser usados para automatizar os sistemas de compras para evitar erros de documentação.

A principal questão para os executivos é que os investimentos em supply chain valham a pena, disse Austin. Segundo o Diretor, os estudos sugerem que os hospitais fazem de 3 a 4 dólares por cada 1 dólar investido na cadeia de suprimentos. Apesar das vantagens, ele estimou que a vasta maioria dos hospitais, entre 85% e 90% não estão colocando bastante foco no gerenciamento de supply chain. “Se você não está investindo completamente em sua cadeia de suprimentos, você não está otimizando as operações e, consequentemente, o potencial financeiro do seu sistema de saúde”, ressaltou Austin.

 


Fonte: FierceHealthcare // Autor(a): Paige Minemyer // Tradução: Camila Marinho