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Healthcare Innovation Show conecta todos os segmentos do mercado de Saúde e Medicina com o uso de novas ferramentas de TI

Além de exposição de 75 empresas, o evento também recebeu nos dias 25 e 26 de outubro quatro arenas simultâneas onde aconteceram mais de 10 congressos com mais de 150  palestrantes.

Um dos maiores eventos para a área de Saúde e Medicina na América Latina, o HIS Healthcare Innovation Show 2017 abre espaço para as empresas apresentarem as soluções na gestão médica, atendimento e diagnósticos ao nível mais elevado da tecnologia e que tragam bem-estar para os pacientes. O HIS aconteceu entre os dias 25 e 26 de outubro no São Paulo Expo, e recebeu um público altamente qualificado entre executivos de empresas de saúde, gestores hospitalares, médicos, pesquisadores e demais profissionais da área.

 Entre as novas interfaces e modelos de atuação para os profissionais que serão apresentadas aos visitantes do trade show, estão orientações médicas e psicológicas à distância, serviço de telemedicina que realiza exames laboratoriais, plataformas de bem-estar web para redução de custos nas empresas, alternativas para melhorar a eficiência nos estacionamentos e soluções integradas de gestão para fluxo de medicamentos, entre outras novidades.

Conheça alguns dos serviços e inovações em produtos que foram apresentados ao público:

Acompanhando a modernidade e o ambiente online, a Brasil Telemedicina aposta em orientação de saúde à distância. Laudo 24hs, Médico 24hs, Psicologia 24hs e Monitorização 24hs são plataformas desenvolvidas pela empresa, que proporcionam assistência de forma rápida e descomplicada. Disponíveis também em forma de aplicativo para celulares e tablets, a tecnologia garante, ainda, melhor administração de tempo, pela flexibilidade de horário, disponibilização de profissionais em todo o território nacional e, já que o atendimento é pela internet, a facilidade em realizá-lo seja onde o paciente estiver.

A Hi Technologies apresenta ao setor de saúde o Hilab, primeiro serviço de telemedicina que realiza exames laboratoriais, como: HIV, vírus Zika, Chikunguya, dengue, hepatite, teste de gravidez, colesterol total, HDL, hemoglobina glicada, vitamina D, glicemia, dentre outros em apenas alguns minutos. O serviço Hilab, desenvolvido com tecnologias Microsoft e Intel, revoluciona o mercado ao introduzir uma nova categoria em análises clínicas que associa internet das coisas e inteligência artificial para acelerar o diagnóstico médico, tornando-o mais rápido que os métodos tradicionais. O dispositivo cabe na palma da mão e é solução também para os pacientes que tem medo de agulha. Isso porque o sangue é coletado da ponta do dedo, fazendo com que o processo seja menos invasivo.

A Philips, líder global em tecnologia da saúde, leva para o Healthcare Innovation Show a plataforma de visualização IntelliSpace Portal 9.0, um conjunto completo de ferramentas para suporte a decisões clínicas, multimodalidades e multifornecedores, e de TI que proporcionam maior excelência clínica e até mesmo redução de custos para área de radiologia. Seu novo recurso de machine learning faz com que a ferramenta aprenda automaticamente, a partir da última utilização da aplicação, antecipando a série e o tipo de dados em que o processamento prévio deve ser aplicado. Além disso, o público poderá conhecer de perto algumas das novidades relacionadas ao software de gestão em saúde Tasy, como a nova ferramenta de Gestão de Planos Terapêuticos (GPT), que permite a conferência da prescrição em menos tempo por enfermeiros e farmacêuticos, e de Prescrição Eletrônica do Tasy em HTML5, capaz de manter a solicitação até segunda ordem sem a necessidade de cópia diária, tornando o processo muito mais ágil.

A PwC Brasil debateu durante o Healthcare Innovation Show (HIS) 2017 desafios e soluções para sustentabilidade econômica e segurança da informação do setor de saúde no Brasil e no mundo. As análises ocorrem em três painéis: “A jornada financeira da proposição de valor em saúde”, “Estruturação de custos e o futuro dos modelos de pagamento” e “Segurança e privacidade de dados: quem tem medo de ransomware”. Além dos painéis, a PwC Brasil leva para o evento o Health Dynamo, solução digital de gestão de processos de serviços de saúde e localização em tempo real de pessoas e ativos com foco no desafio da eficiência operacional. A Firma também apresentará soluções em cyber security para adoção de novos modelos digitais de atendimento, mantendo o desempenho e eficiência, sem deixar de lado o sigilo de dados.

A Shift, especialista em tecnologia da informação para medicina diagnóstica e preventiva, participa pela primeira vez do evento. Com 25 anos de história, a empresa apresenta ao mercado as melhores e mais modernas soluções para o aumento da produtividade e do aprimoramento de gestão na área da saúde. Durante o encontro, será realizada ainda a entrega da premiação do Great Place to Work 2016, em que a Shift foi contemplada no segmento de “Saúde”.

A UniHealth é reconhecida por sua experiência em soluções integradas de gestão do fluxo de medicamentos e insumos médicos. Com mais de 13 anos de história na logística intra-hospitalar, faz uso de tecnologias como a robotização e automatização de processos. Entre as novidades que a empresa apresenta no HIS estão o software UnilogWF, o robô Pharma Picking, capaz de separar 350 prescrições por hora, e a UniBox, máquina de dispensário automático de medicamentos e insumos médicos.

Outro destaque é a NDVIDA, plataforma de bem-estar web para aumento da produtividade e redução de custos com suporte à saúde nas corporações. O sistema SMART tem objetivos específicos, definidos na avaliação individual e um plano de ação detalhado, com metas atingíveis para cada colaborador. A empresa faz a gestão total do processo junto ao setor de recursos humanos, dispensando recurso adicional para operar a plataforma.

A Icone Medical Group, companhia especializada em equipamentos eletromédicos com tecnologia Laser de Diodo e Laser de CO2 Fracionado, dedicados ao tratamento de alterações dermatológicas e aplicações estéticas, apresenta no HIS o Sistema de Aquecimento de Fluídos (SAF), uma tecnologia inovadora concebida a partir de uma década de pesquisas e desenvolvimento meticuloso, visando a prevenção da hipotermia e melhor controle da homeostase do paciente no pré, intra e pós-operatório.

Tecnologias para estacionamentos também estarão sendo expostas no HIS. A Pare Bem tem como missão estabelecer um novo padrão de eficiência no segmento e apresenta soluções inteligentes para a gestão de estacionamentos em hopitais. Entre os destaques que podem ser conferidos no estande da empresa estão o controle da operação em tempo real e as tecnologias desenvolvidas para o setor e processos de automação do estacionamento.

O HIS 2017 é ainda constituído por três grandes eixos de atividades especiais: o Startup Lounge, com a exposição de serviços tecnológicos; o hackathon hack4health, maratona de desenvolvimento em busca de soluções para problemas da saúde e de gestão; e os prêmios Referência da Saúde/2017Top Hospitalar/2017 e Great Place to Work.

 

Contato para imprensa (HIS 2017):

2PRÓ Comunicação 

e-mail equipe: his17@2pro.com.br

Teresa Silva – (11) 3030-9463

Luciano Somenzari (11) 3030-9435

Myrian Vallone – (11) 3030-9404

Paula Giffoni – (11) 3030-9402

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2017: O ano de progresso em TI na área de Saúde

A ciber segurança, análise de dados e saúde populacional tem a atenção e o dinheiro das organizações de saúde; que também estão começando a investir em análise prescritiva e inteligência artificial.

A necessidade por maior proteção da segurança cibernética está afundando. O desejo por entender melhor a montanha de dados inexplorados está em ascensão. E a necessidade de começar a melhorar a saúde, não apenas do paciente mas de populações inteiras, está sendo levada a sério.

Estas são algumas conclusões da pesquisa “2017: The Ahead in Health IT” (em livre tradução, “2017: O ano de progresso em TI na área de Saúde”), feita com organizações de saúde pela Healthcare IT News; no qual foram entrevistados 95 executivos de saúde, em outubro de 2016.

Quando questionados sobre quais tecnologias planejam desenvolver em 2017, 52% responderam segurança, 51% métodos analíticos, 44% engajamento do paciente, 44% saúde populacional, 31% PEPs (Prontuário Eletrônico do Paciente), 24% monitoramento remoto do paciente e 22% disseram que vão investir na gestão do ciclo de receita.

 

 

Joe Fisne, Diretor Associado de Informação do Geisinger Health System, observou que esta programação faz sentido.

“A segurança foi considerada a número 1 certamente porque é das coisas mais críticas na área de saúde hoje”, explicou Fisne. “Vivemos em uma era dominada pela tecnologia e, no campo médico, a segurança é um dos pontos frágeis. Por isso a necessidade de investimento nessa área. O monitoramento analítico também é fundamental. Estamos investindo em algumas plataformas de Big Data para obter mais informações e apresentar tendências, práticas e padrões de cuidados médicos. Bem como padrões de doenças ao longo do caminho. E isto caminha de mãos dadas com a saúde populacional”.

 

Telemedicina, PEPs e medicina de precisão

2017 também verá a chegada de muitas tecnologias nas organizações de saúde. Aos entrevistados foi perguntado sobre quais ferramentas eles planejam introduzir ou estudar em 2017. Cerca de 45% disseram dados analíticos, 45% melhora do fluxo de trabalho, 44% telemedicina, 41% saúde populacional, 41% serviços médicos inteligentes, 34% monitoramento remoto dos pacientes e 21% medicina de precisão.

“O que se destaca aqui é a crescente importância da telemedicina como uma forma diferente de acesso, bem como uma maneira alternativa de se conectar com os consumidores”, ressaltou Brian Kalis, Diretor Geral de Práticas de saúde da empresa de consultoria Accenture. “Perceber a telemedicina com maior importância pode ajudar a enfrentar os desafios da produtividade do trabalho no campo da saúde”.

De acordo com Kalis, mesmo obtendo apenas 21% dos resultados da pesquisa, o setor correspondente a medicina de precisão também é bastante promissor.

“Isso representa o que podemos ver se destacar em 2017; foco em medicina de precisão e os investimentos iniciais no uso de medicamentos de precisão para melhorar a saúde. Esta é uma tendência inicial” ele destacou. “Os entrevistados também responderam alta prioridade de investimento em dispositivos médicos inteligentes. Ouvimos falar de uma série de sistemas que analisam novas estratégias para utilizar os dados de saúde gerados pelo paciente a fim de melhorar, amplamente, os cuidados com a saúde”.

2017 não será diferente para as organizações de saúde, se comparado aos anos anteriores, no que se refere ao trabalho com Prontuário Eletrônico do Paciente. Quando questionados sobre quais tipos de projetos de PEP estão ou serão desenvolvidos em suas empresas neste ano; 60% dos entrevistados responderam melhoramento da interoperabilidade, 55% destacaram o fluxo de trabalho, 47% melhorar a usabilidade, 37% desejam adicionar ferramentas de saúde populacional ao PEP, 28% pretendem migrar para as nuvens, 24% melhorar a performance e atualizar o sistema de PEP e 21% substituir o PEP em um ou mais sites.

Esse comportamento faz parte de uma evolução natural baseado no campo de saúde de hoje, explica John Halamka, médico e CIO do Beth Israel Deaconess System e Professor de Medicina da Universidade de Harvard.

“Quando você olha para a qualidade e para os programas de pagamento como o MISP e o MACRA, de repente você visualiza um alinhamento de incentivos onde o médico é remunerado pelo bem estar e qualidade do atendimento em oposição a quantidade”, Halamka pondera. “A menos que você esteja coletando dados sobre o paciente em toda a população, é realmente difícil controlar as despesas, elevar a qualidade e melhorar o fluxo de trabalho. OS PEPs foram colocados, basicamente, como um sistema inútil de comunicação de dados sem ênfase na troca e no fluxo de trabalho. Mas por causa da reforma nos programas de remuneração, nós temos incentivos para colaborar com a troca de dados. As novidades estão borbulhando até o topo”,  ele reflete.

Um dos aspectos das PEPs que muitas organizações continuam trabalhando é o engajamento dos prestadores de serviços. Um dos tópicos da pesquisa gira em torno das ações que serão realizadas em 2017 para que mais médicos e enfermeiros adotem completamente a tecnologia de PEP e 60% respondeu que vai integrar os prontuários eletrônicos do paciente com outras tecnologias que, por exemplo, elevem a saúde da população ou conduza a melhores práticas; 47% disse que pretende melhorar a interface do sistema PEP, 40% pretende mostrar claramente como os PEPs podem ajudar as organizações no gerenciamento dos seus negócios de forma rentável e 38% disse que vai mostrar como a tecnologia traz reduções significativas do tempo gasto em tarefas fora da interação direta com o paciente.

 

Saúde populacional

O estudo “2017: The year Ahead in Health IT” descobriu que o tópico saúde populacional é considerado como alta prioridade para a maioria das organizações de saúde. Quando questionados sobre os planos das companhias para implementar um sistema de saúde populacional em 2017, 20% dos executivos responderam que sim, eles estão planejando desenvolver novos sistema; 42% disseram que vão adicionar ferramentas aos sistemas existentes; 9% disseram que não, eles encerraram seus programas de saúde populacional e 29% dos entrevistados informaram que a saúde populacional não está em seus planos para 2017.

As organizações de saúde que trabalham com tecnologias de saúde populacional anteciparam que a inovação ajudariam seus negócios de várias formas. 58% dos entrevistados afirmaram que a tecnologia vai possibilitar uma melhor experiência do paciente, 54% disseram que vai aumentar a eficiência na forma como as organizações poderão oferecer seus serviços, 51% acreditam que os custos serão reduzidos, 44% pensam que poderão melhorar a saúde de indivíduos e, portanto, de toda a população e 41% afirmou que a ferramenta será capaz de permitir uma melhor experiência para o fornecedor.

“Existem muitos precursores que possuem sistemas de saúde populacional e para eles o importante agora é melhorar o sistema e otimizá-los e integrá-los com outras estruturas. Por isso o foco crescente em adicionar os sistemas já existentes na pesquisa”, destacou Kalis da Accenture. “Para as organizações que estão lançando um novo sistema de saúde populacional, essas são consideradas organizações que estão ficando para trás em relação a outras para obter suas primeiras implementações e assim aumentar  a adoção geral do mercado”.

 

Segurança Cibernética

Uma das mais importantes questões de segurança cibernética, os aplicativos de segurança e a segurança de rede, estão no topo da lista de prioridades para 2017, de acordo com a pesquisa. No gráfico abaixo, foram classificadas as questões de segurança enfrentadas pelas organizações em 2017:

Interoperabilidade

Assim como a segurança cibernética, a interoperabilidade é um assunto importante para as organizações de saúde. De acordo com a pesquisa, os projetos de interoperabilidade em que as companhias de saúde se debruçarão em 2017, isso inclui a conexão com bancos de dados externos, como trocas de informações de saúde (65%); conectar aplicativos dentro das organizações (58%); e acrescentar conexões de dispositivos médicos a sistemas existentes (37%).

Quando questionados sobre o principal fator que inibe uma maior interoperabilidade, 40% responderam a falta de padrões industriais, 27% dificuldade na busca por fornecedores de PEP, 18% informaram problemas com uma cultura de acúmulo de dados, 12% insegurança financeira e 3% outras questões. Segundo Halamka do Beth Israel Deaconess System, essas outras questões, que podem ser profundas, incluem fazer um sólido argumento comercial de interoperabilidade.

“Eu nunca vi bloqueio de informações quando há uma combinação de um negócio para compartilhar informações e pessoal técnico competente”, ressalta Halamka. E acrescenta: “Eu apenas vejo isso acontecer quando existe uma falta de alinhamento no compartilhamento de dados. Os padrões de dados e os PEPs que temos hoje já são suficientes. O uso significativo nos deu os padrões e a construção da interoperabilidade. Isto é apenas uma motivação para avançar”.

 

Análise de dados

Um dos maiores setores de investimento em TI de saúde parece ser a análise de dados. Os entrevistados foram inquiridos sobre seus planos para a área, em 2017, e 24% das organizações de saúde disseram que eles estão planejando lançar um novo sistema de análises, 59% está adicionando ferramentas aos sistemas analíticos já existentes e apenas 8% completaram sua implementação. Mais de 9% não tem análise de dados nos seus planos para 2017, de acordo com a pesquisa da Healthcare IT News.

Das organizações que já trabalham com análise de dados, 76% espera que a tecnologia ajude a melhorar a qualidade da saúde, 67% acredita que ajudará a melhorar as formas de atendimento, 62% tem a intenção de contribuir com a redução das despesas, 52 % espera que ajude a gerenciar com sucesso a mudança do atendimento em pagamento por serviço (fee-for-service) pelo pagamento apoiado na performance (fee-for-value), 30 % espera que ajude a otimizar o tempo que os prestadores de serviços destinam aos pacientes e 1% dos entrevistados não usam análises de dados, segundo a pesquisa.

“A tendência que surge a partir de muitas dessas tecnologias, incluindo análise de saúde populacional, é o que as organizações maiores têm posto em prática na primeira onda de soluções. isso já vem acontecendo. Agora essas organizações estão otimizando os seus investimentos e se voltando para maximizar o valor da base já implantada”, explicou Kalis da Accenture.

De olho no futuro, as organizações de saúde possuem uma variedade de tecnologias emergente em incubação. No que diz respeito, ao investimento destas ferramentas emergentes, 63% das organizações disseram que planejam se debruçar sobre análise prescritiva, 34% inteligência artificial, 21% ferramenta genômicas, 21% aprendizado automáticos, 19% computação cognitiva e 6% Blockchain (estrutura de dados que garante a segurança das operações realizadas por criptomoedas).

Além disso, ainda foi questionado quais tecnologias emergentes as organizações consideram mais promissoras. 26% acredita ser a análise prescritiva, 22% ferramentas genômicas, 18% inteligência artificial, 13% aprendizado automáticos, 10% computação cognitiva e 4% blockchain.

“A análise prescritiva está relacionada ao dinheiro, que possui laços com a inteligência artificial e aprendizagem mecânica; coisas que fazemos para analisar o volume de informações que coletamos. “Os dados nos dão uma série de padrões e informações e ao observá-los você encontra maneiras de melhorar o atendimento aos paciente”, comentou Fisne do Geisinger Health System.

Kalis, da Accenture, concorda que a análise prescritiva é um grande passo para as organizações de saúde e acrescenta: “Os sistemas de saúde tem investido em alguns dos principais blocos de base da análise. Tecnologias emergentes, como a análise prescritiva, serão o próximo passo para coletar informações e ativos funcionais”, argumentou Kalis. “Outro ponto interessante desta lista é o fato do blockchain estar sempre no radar de alguns CIOs; isto quer dizer que existe um interesse de exploração, para entender onde as plataformas de blockchain podem ser aplicadas e quais as implicações podem surgir a longo prazo”, finaliza.


Fonte: HealthcareITNews // Autor(a): Bill Siwicki // Tradução: Camila Marinho

Ex VP do Twitter assume papel chave em empresa unicórnio

A antiga Vice-Presidente de engenharia do Twitter expôs seu novo papel em unicórnio tecnológico*, que inclui trabalhar diretamente com fornecedores, farmacêuticos, pacientes e compradores para melhorar o atendimento de saúde.

Mês passado, a plataforma Outcome Health anunciou a contratação de Nandini Ramani, ex-Vice-Presidente de engenharia do Twitter, para a posição de Diretora de Engenharia. Nandini tem como responsabilidade fortalecer o atual modelo de tecnologia da empresa e expandir seu alcance.

Fundada, em 2006, por Shradha Agarwal e Rishi Shah, a Outcome Health é uma das poucas startups de TI vista como uma empresa unicórnio*, com uma avaliação em 5.6 bilhões de dólares. A missão da empresa é colocar grandes tablets estilo iPads ou telas sensíveis ao toque em salas de espera e clínicas médicas, a fim de orientar os pacientes em necessidades específicas.

Até agora, a Outcome Health instalou as telas em cerca de 40 mil consultórios – o que corresponde a 20% de todos os escritórios médicos dos EUA. A companhia está em rápida expansão e a contratação de Ramani buscará o caminho do sucesso e a constante evolução, tendo como foco o paciente. “Minha visão está alinhada com a companhia: “Como forneceremos melhores resultados para todo o fluxo de trabalho? Nós precisamos fortalecer e construir uma plataforma especializada que atendam essas necessidades”, pondera.

“Acima de tudo precisamos ser extremamente direcionados para o paciente”

“Acima de tudo precisamos ser extremamente direcionados para o paciente”, ela continua. “Para fazer isso, devemos nos colocar no encalço deles. Não se trata de ‘provocar’ os engenheiros, mas dizer para os médicos: Fiquem aí e entendam as necessidades dos seus pacientes, diariamente”.

Dessa forma, Ramani e seu time terão uma visão customizada das questões que a Outcome Health está tentando resolver. Ela trabalhará com compradores, farmacêuticos, pacientes e médicos para entender o que eles enfrentam e a partir dessas informações, trabalhar com sua equipe a fim de pensar criativamente e solucionar os problemas dos clientes.

Tanto o Twitter quanto o Outcome Health possuem missões correspondentes: Conectar pessoas e dar a todos uma voz. Ramani planeja usar a experiência adquirida no Twitter – um site que posta 5 mil tweets por segundo – para melhorar a plataforma da Outcome Health.

A Outcome Health está quebrando paradigmas com a abordagem que possibilita que os pacientes tenham voz. A diretora de engenharia espera traçar a melhor maneira de alcançar sua missão, garantindo que as inovações que a Outcome Health coloque à mesa estejam alinhadas com o que sempre foi feito no setor da saúde, mas que tragam  evolução ao meio.

“Os cuidados com a saúde é algo que te acompanha ao longo da vida e atinge todos os seres humanos. As pessoas são impactadas em vários níveis e é aí que eu vejo convergências. Nós precisamos adaptar e abraçar o que existe, mas usar a tecnologia para evoluir”, ressaltou Nandini.

Uma das maiores razões que a fizeram escolher a Outcome Health foi o perfil da empresa de “arregaçar as mangas e partir para o trabalho”, explicou a Diretora de Engenharia. Enquanto a maioria das empresas fica presa em uma rotina, Nandini e sua equipe são encorajados à criação, e utilizam algumas das melhores tecnologias para isso. “Não posso negar, eu sou uma engenheira. E ser capacitado para fazer e criar algo novo é muito estimulante”, confessou Nandini. Mas a estrada para atuar no meio nem sempre foi claramente pavimentada.

“Realmente existe um teto de vidro. É um desafio para a mulher na engenharia pois há muito pouco de nós na indústria – especialmente na programação e na engenharia”, disse ela. “Nós precisamos consertar isto”.

Para Nandini, o problema pode ser contornado através do incentivo às mulheres ao longo de toda a jornada. A ideia não é apenas contabilizar mais jovens mulheres nos cursos de engenharia e programação, mas que exista amparo e estímulo tanto por parte das mulheres quanto dos homens.

“É claro que mulheres como eu existem. Precisamos encontrá-las e trazê-las. E uma vez que elas façam parte do time, nós devemos criar um ambiente para cultivá-las”, disse Nandini. “Precisamos estar atentos a isso e a discussão deve ser parte da missão das empresas”.

Como resultado, Nandini traz essa questão à mesa em todas as companhias em que trabalha. “Metade da população é constituída por mulheres. E se você projeta com apenas uma coisa em mente, está perdendo a outra metade da conversa. Por que deveria haver apenas um assento para mulheres na mesa? Nós devemos empoderar uns aos outros…É impressionante o efeito em cascata que se forma”, conclui.

 

*Empresas unicórnio são companhias emergentes apoiadas por inovação e tecnologia, que nascem sem um forte capital inicial e crescem rapidamente em seus estágios iniciais através do investimento privado.


Fonte: HealthcareITNews // Autor(a): Jessica Davis // Tradução: Camila Marinho

Por que os pacientes abandonam seus dispositivos wearables?

As pessoas com maior satisfação em suas vidas estão mais propensas a adotar programas de bem-estar que incluem dispositivos wearables – ou tecnologia vestível – de acordo com um novo estudo. Também foi analisado por que outras pessoas desistem dessa ferramenta.

Pesquisadores da University of Southern California mergulharam em um estudo acerca de traços de personalidades e estilos de vida para entender o que faz com que as pessoas continuem utilizando dispositivos wearables e aplicativos por mais tempo que a maioria. Período que dura cerca de seis meses, segundo publicação no blog NEJM Catalyst.

Os pesquisadores monitoraram 275 pessoas através de um rastreador fitness embutido em um par de óculos no qual os pacientes deveriam utilizar por quinze semanas. As pessoas poderiam suspender o uso quando eles alcançassem os objetivos ou caso considerassem o dispositivo não atraente ou desconfortável. Em algumas situações elas simplesmente esqueceram de utilizar os wearables, destacou o texto.

Os pesquisadores disseram que incentivos e medidas de autodisciplina são motivadores igualmente efetivos. A futura tecnologia wearable deve ser projetada com isso em mente e deve mirar nos objetivos de auto aperfeiçoamento do paciente, destacou o blog.

“É responsabilidade dos profissionais médicos, designers e cientistas criar uma experiência do usuário em torno dos componentes de sensor do hardware e software que seja atraente o bastante para ajudar as pessoas a alcançarem esses objetivos”
– Pesquisadores

Os fornecedores estão explorando as mais efetivas maneiras de alavancar a tecnologia wearable, inclusive investindo no tratamento de condições crônicas. É crescente o número de pacientes usando ferramentas de saúde digital que vão desde telessaúde até dispositivos wearables, mas os médicos ainda consideram os dados gerados a partir dessas ferramentas não confiáveis.

Outro ponto de conflito: o preço. Muitos pacientes que poderiam se beneficiar com a tecnologia não podem dispor dela. De qualquer maneira, alguns grupos estão avançando para aumentar o uso dos wearables, como a companhia de saúde Aetna e a Apple, que trabalham juntas para disponibilizar os inteligentes relógios digitais para os inscritos na Aetna.

 


Fonte: FierceHealthcare // Autor(a): Paige Minemyer // Tradução: Camila Marinho

Hackers identificam o phishing como a melhor maneira de roubar dados

Por outro lado,  a proteção por senhas, reconhecimento facial e os controles de acesso são as três medidas de segurança menos efetivas, de acordo com relatório.

A empresa de segurança cibernética Bitglass sondou 129 hackers de White Hat e Black Hat** que participaram da conferência nacional de segurança cibernética para  benefícios das empresas, incluindo as companhias de saúde – o objetivo era descobrir as formas mais fáceis de penetrar nos sistemas das organizações. E as empresas levaram um puxão de orelha.

Cerca de 59% dos entrevistados identificaram o phishing* – a maneira desonesta como agem os cibercriminosos para enganar os usuários e induzi-los a revelarem informações pessoais – como a melhor estratégia de exfiltração de dados, já que o erro humano e a ignorância sempre serão exploráveis, segundo o relatório da Bitglass intitulado “Data Games: Pontos Cegos na Segurança de Acordo com Especialistas”. Já a invasão com os vírus malware e o ransomware ocupam o segundo lugar, com 27%, de acordo com o relatório – que levou em conta os recentes ataques cibernéticos.

Os hackers apontaram também as três medidas de segurança menos efetivas, são elas: senhas de proteção, reconhecimento facial e controles de acesso.

“Phishing e malware são ameaças que se potencializam pela adoção da nuvem e a facilidade com que funcionários podem compartilhar dados corporativos”, revela Mike Schuricht, Vice-Presidente de Gerenciamento de Produtos da Bitglass. “Muitas tecnologias de segurança falham na identificação dos maiores pontos cegos da TI, dos dispositivos não gerenciáveis e dos acessos anômalos”, pondera.

O relatório Black Hat / White Hat também identificou que os cinco maiores pontos cegos são os dispositivos não gerenciáveis (61%), sistemas/ aplicativos/programas não atualizados (55%), dispositivos móveis (36%), dados em repouso nas nuvens (26%) e a tradicional segurança no local (20%). Além disso, foi descoberto que os documentos protegidos por senha (33%) foram ranqueados como a ferramenta de segurança menos efetiva, seguida do reconhecimento facial (19%).

O reconhecimento facial foi relatado como a pior ferramenta, seis vezes mais vulnerável que a autenticação por impressão digital. O que é intrigante à luz das mudanças do novo iPhone para a segurança, a partir da identificação da face. Por fim, 83% dos entrevistados acreditam que os hackers são motivados pelo valor monetário dos dados roubados, enquanto que o ego e o entretenimento desempenharam um pequeno papel nas motivações, de acordo com o relatório.

 

 


* Phishing é uma forma de fraude eletrônica, caracterizada por tentativas de adquirir fotos, músicas e outros dados pessoais ao se fazer passar por uma pessoa confiável ou uma empresa enviando uma comunicação eletrônica oficial.

** O termo White Hat e Black Hat é utilizado no meio da tecnologia da informação para caracterizar as estratégias e técnicas de otimização de sites (SEO). Se elas respeitam as diretrizes do Google e demais buscadores, são consideradas White Hat, caso contrário, ao procurar brechas nos algoritmos e influenciar os resultados das pesquisas são consideradas Black Hat.


Fonte: HealthcareITNews // Autor(a): Bill Siwicki // Tradução: Camila Marinho

Tecnologia de chatbots pode ser a solução que os hospitais procuram

Mas as tecnologias que utilizam processamento de linguagem natural, gerenciamento de conhecimento e capacidade de analisar sentimentos requerem comprometimento e disciplina para um bom uso.

As organizações de saúde gastam muito dinheiro com representantes de serviços ao cliente, trocando informações por telefone, e-mail ou bate-papo online. Mas existe uma tecnologia que pode ajudar as organizações de saúde na economia de tempo e dinheiro: chatbots automatizados embutidos de inteligência artificial.

Dentre as várias organizações, a indústria de saúde será uma das maiores beneficiadas pelo aumento do uso de chatbots – já utilizados pelo segmento, devido aos avanços em IA (Inteligência Artificial), segundo a consultoria de pesquisa Juniper Research. Os chatbots trariam economias anuais de 8 bilhões de dólares às companhias em todo o mundo até 2022, em comparação com os 20 milhões deste ano.

“Nós acreditamos que as empresas de saúde e as instituições financeiras que utilizam robôs podem poupar, em média, um pouco mais de quatro minutos por avaliação, equivalente a uma economia aproximada de $0,50 a $0,70 (centavos de dólares) por interação”
– Lauren Foye, Analista da Juniper Research

A maioria dos chatbots utilizam múltiplas tecnologias: processamento de linguagem natural, gerenciamento de conhecimento e análise de sentimentos. Primeiro, o processamento de linguagem natural tenta entender o que os usuários estão perguntando. E, segundo, a metodologia tecnológica fornece o fluxo interativo e as respostas diretas ou através de orientação.

Geralmente, o processamento de linguagem natural identifica a intenção da pergunta com algum nível de confiança e então, com base nisso, o chatbot solicitará um acompanhamento ou esclarecerá a questão para o usuário.

Uma vez que o nível de confiança seja aceitável para o uso, o robô apresentará a resposta apropriada com base em uma ordenação proposital que associa a intenção das perguntas às respostas desejadas. Os mais avançados chatbots anteciparão as próximas questões ou tentarão guiar o usuário para respostas ou recursos relevantes, baseado na interação anterior.

“As tecnologias que suportam os chatbots precisam de uma ordenação comum no local que liga a intenção da pergunta ao contexto da resposta”, comentou Jeff Cohen, Co-Fundador e Vice-Presidente de Serviços de Inovação Cognitiva da Welltok, empresa de software de saúde baseada em IA. E como eles interagem para promover aos usuários uma resposta para suas perguntas? “Existem muitas formas diferentes de interação fundamentada na sofisticação e no repertório do chatbot”, afirma Cohen.

“Além da tecnologia de processamento de linguagem natural, os chatbots geralmente também contam com um mecanismo de gerenciamento de conhecimento. Esses sistemas são absolutamente essenciais na medida em que padronizam o serviço de experiência. Essencialmente, ele é constituído por ferramentas que permitem que você registre perguntas e respostas comuns e dicas de resolução que são acumuladas durante a vida de um produto”, explicou Khal Rai, Especialista em IA e Vice-Presidente Sênior de Produtos de Desenvolvimento e Operações da companhia de software de saúde, SRS Health.

“Isto requer comprometimento e disciplina por parte das organizações de saúde, para investirem o tempo e os recursos financeiros necessários na construção de bibliotecas de conhecimento”, acrescentou Rai. Análise de sentimentos é outro tipo de tecnologia que pode ser usada por robôs de IA.

“Como os chatbots configuram o que precisa ser dito?”, indagou Jeff Cohen. “A maioria dos chatbots precisam de alguma “loja de conteúdo” ou “guarda de trânsito” que conheça, baseado na intenção das perguntas e no contexto dos usuários, onde obter as respostas apropriadas”.

Os robôs utilizados até o momento apresentaram diferentes níveis de sucesso, reportando casos de uso que inclui: ajudar os clientes a selecionar um plano de benefícios, fornecer respostas aos serviços dos consumidores, auxiliar na triagem de sintomas e orientar os consumidores na utilização dos recursos.  Ainda é o início da adoção de chatbots na saúde, dizem especialistas, mas os primeiros indicadores de demanda e satisfação são promissores.

“Ao longo do tempo, a ferramenta se tornará cada vez mais inteligente, graças a IA e as técnicas de aprendizagem de máquinas, que as transformará em uma tecnologia muito eficiente, e claro, mais oportuna que do que um ser humano pode ser”, ponderou Khal Rai. “Entretanto, se você está em um negócio de saúde, pode demorar um pouco até que os chatbots sejam completamente adotados”.

“Assim como outras inovações, os chatbots da saúde serão um empreendimento de tentativa e erro, onde as tarefas mais simples vão ser direcionadas para os robôs enquanto aguardamos que a tecnologia evolua o bastante para que eles consigam lidar melhor com as atividades mais complexas”, acrescentou Rai. “As pesquisas voltadas para áreas de inteligência emocional estão acontecendo. Mas, até o momento, ainda não avançaram o bastante para satisfazer as exigências dos clientes”, conclui.

 


Fonte: HealthcareITNews // Autor(a): Bill Siwicki // Tradução: Camila Marinho

Clínica Mayo apresenta ferramenta de tomada de decisão médica integrada ao PEP

Os médicos usam o software a fim de alcançar melhores práticas, enquanto que os hospitais podem acessar análises para entender e gerenciar as tendências de pedidos de testes.

A Mayo Clinic e a organização National Decision Support Company, NDSC, anunciaram uma nova ferramenta que permite aos médicos acessarem às orientações clínicas contida nos testes de laboratório no momento do atendimento.

A nova oferta vem para mostrar como hospitais, desenvolvedores de PEP (Prontuário Eletrônico do Paciente), o governo federal e outros agentes do setor de saúde estão buscando incorporar maior capacidade clínica de decisões a partir de registros de saúde eletrônico.

No início deste mês, por exemplo, a Clinical Decision Support Coalition – ou CDS Coalition, associação que estabelece o uso dos softwares de apoio às decisões clínicas – postou bases voluntárias que projetam as ferramentas de tomada de decisão em resposta às disposições do projeto de lei 21st Century Cures Act, que exclui alguns produtos CDS do escopo regulatório da U.S Food and Drugs Administration.

O novo software CareSelect Lab, por sua vez, é uma ferramenta clínica de suporte de decisões que as organizações dizem agregar os conhecimentos médicos da Mayo sobre as condições de saúde dos pacientes, e que está integrada na plataforma de registro eletrônico de saúde para fornecer, essencialmente, a melhor prática através do programa da CareSelect, desenvolvido pela NDSC.

O CEO da NDSC, Michael Mardini afirmou que a combinação significa que os clientes podem acessar mais de 1500 modelos de saúde mantidos pela Mayo.

Os médicos podem aproveitar o CareSelect Lab para orientação em laboratórios, patologias e testes genéticos; assim como interagir diretamente com as indicações contidas no PEP para acessar informações sobre testes apropriados a serem solicitados.

No nível empresarial, os hospitais que usarem o CareSelec e o CareSelect Lab também podem visualizar os relatórios benchmark do Analytics para comparar os padrões dos pedidos médicos, melhorar o entendimento das tendências gerais dos testes e identificar lacunas na saúde, disseram representantes da Mayo e da NDSC.

O responsável pelo departamento laboratorial de medicina e patologia da Mayo, William Morice, afirmou que os médicos que integram a equipe ou acessam os testes de laboratório da clínica, podem ajudar na redução de erros comuns. “Devemos ampliar para todos eles as mesmas orientações de decisões que beneficiam nossos médicos e cientistas”, explicou Morice. “E precisamos fazê-lo de um maneira que integre com os atuais sistemas e fluxos de trabalho deles”.

Embora a Mayo não tenha estipulado quanto a CareSelect Lab ou a Care Select plataforma custariam, ela revelou um interesse financeiro no produto e informou que destinaria a receita ganha com a ferramenta para a educação sem fins lucrativos, cuidados com os pacientes e para a pesquisa.

 


Fonte: HealthcareITNews // Autor(a): Tom Sullivan // Tradução: Camila Marinho

Athenahealth adiciona aplicativo de gerenciamento de relacionamento com o paciente ao seu Marketplace

As ferramentas de comunicação da Solutionreach permitem que a rede de fornecedores da Athenahealth melhore a experiência e a produtividade dos pacientes.

A empresa de PEP Athenahealth tem adicionado tecnologia de gerenciamento de relacionamento com o paciente da Solutionreach para o programa More Disruption Please, através do marketplace da Athenahealth. Médicos da rede podem usar o designer de comunicação dos aplicativos a fim de melhorar as experiências do paciente e a produtividade da prática médica.

O sistema Solutionreach é projetado para ajudar médicos na otimização das suas relações com os pacientes, o que, idealmente, poderia resultar em um aumento da fidelidade e da satisfação. A partir da ferramenta de gerenciamento de relacionamento, baseado na nuvem, os médicos podem se comunicar e interagir com seus pacientes de uma maneira que traga mais sentido para ambas as partes. Seja através de mensagem de texto, ligações telefônicas ou e-mails.

“Os clínicos precisam atender seus pacientes onde quer que eles estejam”, ponderou Jim Higgins, CEO da Solutionreach. “Com a nossa plataforma de gerenciamento de relacionamento, os clientes da Athenahealth tem acesso às ferramentas necessárias para fomentar o relacionamento com seus clientes e nutrir a lealdade”.

Athenahealth oferece registros médicos, gestão do ciclo de receita, envolvimento do paciente, coordenação de cuidados e serviços de saúde populacional para clientes hospitalares e ambulatoriais. Esta visão, destacou a companhia, visa construir uma rede nacional com informações de saúde para melhorar o sistema como um todo.

A Solutionreach, como um parceiro da More Disruption Please, disse que se juntou a uma rede de profissionais que buscam romper com as abordagens convencionais da área de saúde. Abordagens estas que, simplesmente, não funcionam mais ou não contribuem para os avanços do setor. Dessa forma, a união pretende ajudar os fornecedores a prosperar diante das mudanças da indústria.

 


Fonte: HealthcareITNews // Autor(a): Bill Siwicki // Tradução: Camila Marinho

Atendimento por telemedicina economiza tempo e dinheiro dos pacientes

Um novo estudo aponta indícios crescentes de que a telemedicina pode economizar duas coisas mais caras às pessoas: tempo e dinheiro. Pacientes pouparam uma média de cinquenta dólares nos custos com viagem e ganharam quase uma hora ao utilizar a tecnologia de telessaúde para consultas de medicina esportiva, de acordo com um estudo do hospital Nemours Children’s Health System, e apresentado na conferência nacional American Academy of Pediatrics.

O sistema de saúde também detectou algumas economias moderadas. As consultas por telessaúde custaram aproximadamente quarenta e dois dólares a menos por cada paciente. “Sabemos que a telemedicina é frequentemente procurada por doenças comuns da infância, como gripes e resfriados ou erupções cutâneas. Mas nós queríamos ver como a tecnologia poderia beneficiar pacientes dentro de uma especialidade particular, como a medicina esportiva”, relatou em um comunicado Alfred Atanda Jr., Cirurgião Ortopedista do Nemours. “A medida que o campo da saúde continua a evoluir e a ênfase no valor e na satisfação continue a crescer, a telemedicina pode ser aproveitada pelos prestadores como um mecanismo para reduzir a utilização de recursos e custos, além de atender as condições de pagamento”.

O Nemours está entre os inúmeros prestadores que ofereceram serviço gratuito de consulta online durante os furacões Harvey e Irma. Funcionários disseram ao jornal The Orlando Sentinel que a plataforma de telemedicina CareConnect teve mais acesso em um período de quatro dias do que nos últimos três meses.

Embora o estudo do hospital Nemours tenha envolvido apenas 120 pacientes menores de 18 anos, ele corrobora com uma crescente evidência que aponta os benefícios econômicos aos pacientes que utilizam os serviços de telessaúde. No começo deste ano, a NTCA – The Rural Broadband Association emitiu um relatório estimando que a comunidade rural conseguiria economizar milhares de dólares por ano com custos de viagens e descontos no salário.

Por outro lado, a pesquisa mostrou que embora as consultas remotas geralmente custam metade aos usuários, o alto consumo resultaria em aumento de gastos para as seguradoras. No entanto, a demanda dos pacientes pode impulsionar a adoção. A maioria dos usuários relatou ao Nemours o interesse em futuras visitas remotas e 99% deles disseram que indicariam os serviços para outras famílias.

Enquanto isso, o Wall Street Journal (WSJ) noticiou que os prestadores de serviços estão utilizando a tecnologia para fornecer atendimento às mulheres com gravidez de alto risco. Uma obstetra do estado da Georgia reportou ao jornal que ao invés de enviar suas pacientes para um especialista a uma hora de distância, ela decidiu investir 15 mil dólares em equipamentos de telemedicina, a fim de fornecer acesso aos especialistas de Atlanta, sem que as grávidas precisem sair de casa . Em alguns casos, as intervenções precoces puderam salvar a vida dos bebês atendidos.

Em outras regiões do país, os prestadores de serviço estão investindo em tecnologia para prestar chamadas domiciliares online para mães que aguardam atendimento. Haywood Brown, Presidente do Congresso Americano de Obstetras e Ginecologistas informou ao WSJ que a telemedicina é prioridade para a organização, pois “ela melhora a qualidade da assistência médica e reduz os custos com a saúde”.

 


Fonte: FierceHealthcare // Autor(a): Evan Sweeney // Tradução: Camila Marinho

Seu próximo médico pode ser um robô: IA se encontra com blockchain

A startup doc.ai vem trabalhando com pesquisadores universitários para criar uma plataforma de blockchain onde os pacientes possam discutir seus dados de saúde com  um “médico” de inteligência virtual avançado.

Em 24 de agosto deste ano, a doc.ai anunciou que sua avançada plataforma de processamento de linguagem natural baseado em blockchain, seria uma timestamp de conjunto de dados e inteligência artificial descentralizada. A startup indicou que a plataforma foi “imaginada e construída” por pesquisadores das universidades de Stanford e Cambridge.

O objetivo da doc.ai é ajudar empresas de saúde a melhorar o atendimento ao paciente, bem como a experiência através de um avançado sistema de diálogo natural que será capaz de gerar insights de dados médicos combinados.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, existe no mundo uma escassez de 7 milhões de profissionais, e a defasagem continua em ascensão. Há uma crescente pressão sobre os médicos que se deparam com as necessidades desafiadoras da população e precisam continuar acompanhando os últimos desenvolvimentos em saúde e medicina. Além disso, a formação profissional leva anos de educação e experiência. Com a ajuda da IA,  a doc.ai pretende enfrentar esses desafios, enquanto melhora o atendimento aos pacientes e proporciona melhores experiências médicas.

“Estamos fazendo o possível para que testes de laboratórios conversem diretamente com os pacientes, ao alavancar inteligência artificial avançada, dados médicos forenses e blockchains descentralizados. Nós imaginamos grandes possibilidades para o uso dessas tecnologias por médicos, pacientes e instituições médicas”, comentou Walter De Brouwer, Fundador e CEO da doc.ai, em um comunicado.

A Deloitte Life Science juntamente com a Healthcare trabalham com a startup a fim de testar a solução Robô-Hematologia da empresa, que foi desenvolvido recentemente na Deloitte University em Dallas, no Texas.

“Os médicos baseados em IA do doc.ai fornecem respostas às questões de saúde utilizando uma plataforma alimentada por inteligência artificial. Plataformas como essa abrem novas possibilidades para pacientes e organizações médicas, ao fornecer atendimento mais personalizado e inteligente. Nós estamos empolgados para colaborar com o doc.ai e ser precursores nessa tecnologia”, disse Rajeev Ronanki, Responsável pelo Life Sciences and Health Care da Deloitte Consulting LLP.

A plataforma opera como um Software as a Service (SaaS), fornecendo serviços para companhias médicas, que permitirão aos seus pacientes ter conversas personalizadas alimentadas por IA sobre sua saúde, 24 horas por dia. As conversas são individualizadas e baseadas nos dados do paciente via aplicativo móvel. A companhia espera lançar três módulos de processamento de linguagem natural para seus clientes: Robo-genomics, Robo-Hematology e Robo-anatomics.

Os usuários podem fazer perguntas de IA relacionadas a sua saúde como por exemplo “Qual deveria ser o meu valor ideal de ferritina de acordo com a minha deficiência de armazenamento de ferro?” ou “Como posso diminuir meu colesterol nas próximas 3 semanas” e ainda “Por que meu nível de glicose foi maior que 100 e uma semana depois está em 93?”

Segundo a startup, a inteligência artificial será capaz de fornecer respostas para os pacientes com contexto adicional para cada uma dela. Além do mais, pacientes podem se comunicar com os médicos-robôs alimentados por IA para “alcançar melhores resultados de saúde a partir de consultas com o médico do paciente”.

 


Fonte: BitcoinMagazine // Autor(a): Benjamin Vitaris // Tradução: Camila Marinho

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