All posts of Editorial

Ministro da Saúde afirma que vai economizar R$ 20 bilhões de reais com informatização do sistema nacional de saúde

Em visita ao Healthcare Innovation Show, Ricardo Barros afirmou que o país  economizará R$ 20 bilhões depois de o processo de informatização ser implementado

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, aproveitou o ambiente do HIS 2017 – Healthcare Innovation Show, evento dedicado às novas tecnologias no setor da saúde, para declarar que a informatização do sistema nacional é a prioridade da sua gestão. Com a implementação total das medidas para melhorar a qualidade de dados e integrar as informações entre municípios, estados e União, o Ministério pretende economizar cerca de R$ 20 bilhões, de acordo com o ministro.

As declarações de Barros foram feitas no coquetel de encerramento do HIS 2017, que antecedeu a entrega dos prêmios Top Hospitalar e Referências da Saúde (Mais informações abaixo).

Entre os números informados pelo ministro quanto ao processo de informatização  que está em andamento no país, estão sendo investidos R$ 1,5 bilhão por ano para a formulação do DIGISUS, uma plataforma digital que reúne todos os sistemas do SUS (Sistema Único de Saúde). Barros destacou que desse montante, R$ 67 milhões estão sendo usados para a aquisição de supercomputadores que auxiliarão na integração dos dados e que darão maior capacidade de receber informações de estados e municípios de forma ágil e segura.

“Com a informatização completa, poderemos melhorar muito o sistema de gestão, fazer grandes economias, evitar repetição de exames, diminuir solicitações de procedimentos, por exemplo. Nós precisamos propor um modelo que financia a saúde, não a doença como é hoje”, afirmou.  O ministro pontuou também as resistências que o Ministério tem enfrentado na implementação desse novo modelo, principalmente por alguns profissionais que não aceitam se submeter a processos de controle mais eficientes proporcionados pelas tecnologias digitais.

Outro avanço destacado pelo ministro será o sistema de Biometria, que garante segurança na identificação do paciente e no acesso a informação, feito em parceria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Barros, proporcionará maior segurança no registro e acesso de informações dos cidadãos, além contribuir para evitar fraudes.

Top Hospitalar e Referências da Saúde 2017 reconhecem as empresas que mais destacaram no setor

As empresas contempladas no Top Hospitalar foram Johnson & Johnson, Philips, GE Healthcare, Roche Diagnóstica, Maquet, Dräger, White Martins, Dell, MV, AGFA e TOTVS, pelo reconhecimento ao trabalho desenvolvido em produtos e serviços prestados na indústria de saúde do país.

A premiação é o resultado de uma pesquisa em parceria com a consultoria PwC com a participação de 66 instituições de saúde (como hospitais, clínicas e laboratórios) que enviaram 117 cases para avaliação. Essas instituições também indicaram os mais lembrados quanto à qualidade dos produtos e serviços prestados nas 11 categorias.

No Referências da Saúde, foram reconhecidas 41 instituições de saúde que desenvolveram as melhores experiências sobre gestão, qualidade assistencial, governança e segurança do paciente homenageadas no palco do HIS. Ao todo foram cerca de 59 casos de sucesso escolhidos por uma comissão do prêmio e por um estudo anual realizado pelo portal e revista Saúde Business em parceria com a consultoria PwC.

Das instituições finalistas, 15 foram premiadas, entre elas BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hospital São Rafael, Unimed BH, Unimed Vitória, Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, Grupo São Francisco e Unimed Recife III.

O prêmio Referências da Saúde tem como propósito retratar e destacar o grau de maturidade de gestão dos players do setor da saúde. O foco do estudo são hospitais, operadoras de planos de saúde (cooperativas, seguradoras, autogestões, medicina de grupo), centros de medicina diagnóstica e empresas de home care.

1º Simpósio Internacional de Operações Hospitalares discutiu a importância da nova área de Operações

Com moderação de Vitor Asseituno, CEO da Live Healthcare, a plenária “Liderança: Preparar para Ambientes de Transformação e Performance” abriu o 1º Simpósio Internacional de Operações Hospitalares, que integra a programação de congressos do Healthcare Innovation Show.

Tanira Torelly Pinto, superintendente de operações e governo do Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre, e João Fábio Silva, superintendente-executivo de operações da BP – Beneficência Portuguesa de São Paulo, concordam com a importância que a superintendência tem dentro dos hospitais, que abrange desde as áreas operacionais e o contato com planos de saúde, até o bem-estar dos pacientes.

Tanira conta que o Moinhos de Vento “trabalha muito duro no desenvolvimento de lideranças. É um trabalho contínuo de desenvolvimento. Acreditamos que toda equipe tem de estar engajada, não adianta eu pensar que isso não vai chegar na pessoa que atende o telefone, por exemplo, porque chega. E essa pessoa também tem de estar preparada. Assim as demandas, dos médicos, dos pacientes, chegam até nós”. A profissional lembrou também que “o Hospital é totalmente dependente de pessoas, é um setor que a gente não conseguiu automatizar”.

Já segundo Silva, desenvolver ferramentas de liderança é essencial. “Para ser líder é importante você se conhecer para saber lidar com os demais.” Ele ressaltou a importância da eficiência da comunicação entre os funcionários e a empresa. “Temos que parar de olhar verticalmente e olhar horizontalmente, se comunicar com as pessoas com quem trabalhamos diretamente”, afirmou.

 Resultados do modelo de atenção primária ajudam a mudar cultura do paciente

Os bons resultados alcançados nos modelos de atenção primária em funcionamento no país têm ajudado a modificar a cultura do paciente que tradicionalmente prefere optar por um médico especialista mesmo sem saber direito se é esse o profissional adequado para o seu problema de saúde. Os relatos dos profissionais presentes no 1º Simpósio de Operações Hospitalares, no HIS 2017, no painel: “Agenda Macro; o desafio da atenção primária” foram unânimes no que se refere à importância desse modelo para o sistema de saúde no Brasil.

No início, os pacientes ainda acostumados à livre escolha do tipo de médico que julgam poder tratar melhor seus problemas se sentem como se tivessem “perdendo poder” ao serem encaminhados primeiramente à atenção primária, diz Guilherme Crespo, diretor de Provimento em Saúde da Unimed Vitória (ES). Contudo, continua Crespo, os clientes conseguem identificar muito rapidamente um ganho de qualidade, pois percebem que esse modelo os conduz com mais precisão para o atendimento. Nesse caso, o índice de satisfação dos pacientes na Unimed Vitória é de 95%, informa o diretor.

Eduardo Almas, assessor da presidência da Rio Saúde, destacou que nos modelos de gestão em que há investimento prioritário no profissional da saúde, em treinamento e em utilização mais intensa de tecnologia da informação o atendimento primário melhora e a percepção do paciente é imediata, o que consequentemente acaba mudando a cultura da livre escolha em favor da atenção primária.

No Hospital Mater Dei, em Minas Gerais, foi criado um programa especial com base nesse modelo com ótimos resultados, sendo possível baixar custos, como o de medicamentos, por exemplo. A diretora clínica, Marcia Salvador Géo, afirmou que embora esse modelo tenha sido  apresentando às operadoras de saúde com as quais o hospital têm vínculo, até o momento não houve interesse em adotá-lo, o que mostra ainda uma resistência das empresas. “Depois que o paciente é bem acolhido e vê que o tratamento surtiu o efeito esperado, ele se fideliza e dificilmente volta ao modelo anterior”, ressalta André Paranzini, diretor médico do Minutomed.

Qualidade de dados é determinante para a realização de uma boa gestão

“Sem informação a gente não consegue fazer a gestão”. A assertiva do superintendente de TI do Grupo Santa Celina, Eduardo Ângelo, deu o tom do  painel “Analytics na Construção de Negócios Sólidos”, no HIS 2017, que discutiu as vantagens dos analytics no sistema de gestão de saúde e as dificuldades para a manutenção de um banco de dados eficiente. “Ter só a ferramenta não resolve os problemas da empresa. É importante entender para que serve a informação que você tem”, afirmou Ângelo.

Luiz Guimarães, superintendente de TI do Hospital Unimed Volta Redonda (RJ), disse que a qualidade e disponibilidade do dado é uma parte importante do processo. “Temos que ter a consciência de saber o que fazer com a informação que temos disponível. Temos informações vindas de todos os lados, então a questão é como armazená-las no mesmo lugar e como conseguir extrair aquela que é realmente útil”, afirmou.

Na mesma linha de argumentação, a CIO da BP- Beneficência Portuguesa de São Paulo, Lilian Hoffman, lembrou que os hospitais em geral já possuem a melhor base, que é o prontuário eletrônico, mas seu uso ainda não é feito de maneira ideal. “Nosso desafio é olhar para a massa de dados e extrair informações dela”, relatou.

Já para Klaiton Simão, CIO do Hospital São Camilo, as instituições só privilegiam a qualidade dos dados quando isso pode se transformar em benefício econômico, quando essa qualidade deveria ser pré-requisito. De acordo com ele, há uma certa resistência interna na atualização e inovação de layouts de softwares, por exemplo. “Internamente, há a necessidade da mudança do software. Hoje, a gente tenta reproduzir no mundo digital, o real, de modo que o médico não estranhe demais quando se depara com ele. Não dá pra entender porque não há uma mudança de acesso, pois já há tecnologia para isso”.

Ricardo Orlando, CIO da DASA, maior rede de laboratórios da América Latina, contou que a empresa passou recentemente por uma reestruturação importante em seus sistemas. “É importante ver o que há disponível no mercado para criar arquiteturas sistêmicas apropriadas, além de ouvir o profissional da saúde, que tem de dizer o que falta no dia a dia.”

 

Contato para imprensa (HIS 2017):

2PRÓ Comunicação 

e-mail equipe: his17@2pro.com.br

Teresa Silva – (11) 3030-9463

Luciano Somenzari (11) 3030-9435

Myrian Vallone – (11) 3030-9404

Paula Giffoni – (11) 3030-9402

www.2pro.com.br


 

Healthcare Innovation Show conecta todos os segmentos do mercado de Saúde e Medicina com o uso de novas ferramentas de TI

Além de exposição de 75 empresas, o evento também recebeu nos dias 25 e 26 de outubro quatro arenas simultâneas onde aconteceram mais de 10 congressos com mais de 150  palestrantes.

Um dos maiores eventos para a área de Saúde e Medicina na América Latina, o HIS Healthcare Innovation Show 2017 abre espaço para as empresas apresentarem as soluções na gestão médica, atendimento e diagnósticos ao nível mais elevado da tecnologia e que tragam bem-estar para os pacientes. O HIS aconteceu entre os dias 25 e 26 de outubro no São Paulo Expo, e recebeu um público altamente qualificado entre executivos de empresas de saúde, gestores hospitalares, médicos, pesquisadores e demais profissionais da área.

 Entre as novas interfaces e modelos de atuação para os profissionais que serão apresentadas aos visitantes do trade show, estão orientações médicas e psicológicas à distância, serviço de telemedicina que realiza exames laboratoriais, plataformas de bem-estar web para redução de custos nas empresas, alternativas para melhorar a eficiência nos estacionamentos e soluções integradas de gestão para fluxo de medicamentos, entre outras novidades.

Conheça alguns dos serviços e inovações em produtos que foram apresentados ao público:

Acompanhando a modernidade e o ambiente online, a Brasil Telemedicina aposta em orientação de saúde à distância. Laudo 24hs, Médico 24hs, Psicologia 24hs e Monitorização 24hs são plataformas desenvolvidas pela empresa, que proporcionam assistência de forma rápida e descomplicada. Disponíveis também em forma de aplicativo para celulares e tablets, a tecnologia garante, ainda, melhor administração de tempo, pela flexibilidade de horário, disponibilização de profissionais em todo o território nacional e, já que o atendimento é pela internet, a facilidade em realizá-lo seja onde o paciente estiver.

A Hi Technologies apresenta ao setor de saúde o Hilab, primeiro serviço de telemedicina que realiza exames laboratoriais, como: HIV, vírus Zika, Chikunguya, dengue, hepatite, teste de gravidez, colesterol total, HDL, hemoglobina glicada, vitamina D, glicemia, dentre outros em apenas alguns minutos. O serviço Hilab, desenvolvido com tecnologias Microsoft e Intel, revoluciona o mercado ao introduzir uma nova categoria em análises clínicas que associa internet das coisas e inteligência artificial para acelerar o diagnóstico médico, tornando-o mais rápido que os métodos tradicionais. O dispositivo cabe na palma da mão e é solução também para os pacientes que tem medo de agulha. Isso porque o sangue é coletado da ponta do dedo, fazendo com que o processo seja menos invasivo.

A Philips, líder global em tecnologia da saúde, leva para o Healthcare Innovation Show a plataforma de visualização IntelliSpace Portal 9.0, um conjunto completo de ferramentas para suporte a decisões clínicas, multimodalidades e multifornecedores, e de TI que proporcionam maior excelência clínica e até mesmo redução de custos para área de radiologia. Seu novo recurso de machine learning faz com que a ferramenta aprenda automaticamente, a partir da última utilização da aplicação, antecipando a série e o tipo de dados em que o processamento prévio deve ser aplicado. Além disso, o público poderá conhecer de perto algumas das novidades relacionadas ao software de gestão em saúde Tasy, como a nova ferramenta de Gestão de Planos Terapêuticos (GPT), que permite a conferência da prescrição em menos tempo por enfermeiros e farmacêuticos, e de Prescrição Eletrônica do Tasy em HTML5, capaz de manter a solicitação até segunda ordem sem a necessidade de cópia diária, tornando o processo muito mais ágil.

A PwC Brasil debateu durante o Healthcare Innovation Show (HIS) 2017 desafios e soluções para sustentabilidade econômica e segurança da informação do setor de saúde no Brasil e no mundo. As análises ocorrem em três painéis: “A jornada financeira da proposição de valor em saúde”, “Estruturação de custos e o futuro dos modelos de pagamento” e “Segurança e privacidade de dados: quem tem medo de ransomware”. Além dos painéis, a PwC Brasil leva para o evento o Health Dynamo, solução digital de gestão de processos de serviços de saúde e localização em tempo real de pessoas e ativos com foco no desafio da eficiência operacional. A Firma também apresentará soluções em cyber security para adoção de novos modelos digitais de atendimento, mantendo o desempenho e eficiência, sem deixar de lado o sigilo de dados.

A Shift, especialista em tecnologia da informação para medicina diagnóstica e preventiva, participa pela primeira vez do evento. Com 25 anos de história, a empresa apresenta ao mercado as melhores e mais modernas soluções para o aumento da produtividade e do aprimoramento de gestão na área da saúde. Durante o encontro, será realizada ainda a entrega da premiação do Great Place to Work 2016, em que a Shift foi contemplada no segmento de “Saúde”.

A UniHealth é reconhecida por sua experiência em soluções integradas de gestão do fluxo de medicamentos e insumos médicos. Com mais de 13 anos de história na logística intra-hospitalar, faz uso de tecnologias como a robotização e automatização de processos. Entre as novidades que a empresa apresenta no HIS estão o software UnilogWF, o robô Pharma Picking, capaz de separar 350 prescrições por hora, e a UniBox, máquina de dispensário automático de medicamentos e insumos médicos.

Outro destaque é a NDVIDA, plataforma de bem-estar web para aumento da produtividade e redução de custos com suporte à saúde nas corporações. O sistema SMART tem objetivos específicos, definidos na avaliação individual e um plano de ação detalhado, com metas atingíveis para cada colaborador. A empresa faz a gestão total do processo junto ao setor de recursos humanos, dispensando recurso adicional para operar a plataforma.

A Icone Medical Group, companhia especializada em equipamentos eletromédicos com tecnologia Laser de Diodo e Laser de CO2 Fracionado, dedicados ao tratamento de alterações dermatológicas e aplicações estéticas, apresenta no HIS o Sistema de Aquecimento de Fluídos (SAF), uma tecnologia inovadora concebida a partir de uma década de pesquisas e desenvolvimento meticuloso, visando a prevenção da hipotermia e melhor controle da homeostase do paciente no pré, intra e pós-operatório.

Tecnologias para estacionamentos também estarão sendo expostas no HIS. A Pare Bem tem como missão estabelecer um novo padrão de eficiência no segmento e apresenta soluções inteligentes para a gestão de estacionamentos em hopitais. Entre os destaques que podem ser conferidos no estande da empresa estão o controle da operação em tempo real e as tecnologias desenvolvidas para o setor e processos de automação do estacionamento.

O HIS 2017 é ainda constituído por três grandes eixos de atividades especiais: o Startup Lounge, com a exposição de serviços tecnológicos; o hackathon hack4health, maratona de desenvolvimento em busca de soluções para problemas da saúde e de gestão; e os prêmios Referência da Saúde/2017Top Hospitalar/2017 e Great Place to Work.

 

Contato para imprensa (HIS 2017):

2PRÓ Comunicação 

e-mail equipe: his17@2pro.com.br

Teresa Silva – (11) 3030-9463

Luciano Somenzari (11) 3030-9435

Myrian Vallone – (11) 3030-9404

Paula Giffoni – (11) 3030-9402

www.2pro.com.br


 

Mudanças na saúde exigem a formação de um novo gestor profissional

Com o tema “Educação para a Gestão de Saúde” foi aberto hoje, em São Paulo, o HIS – Healthcare Innovation Show 2017, em que executivos e líderes do setor falaram dos desafios do novo profissional de saúde.

As constantes mudanças que acontecem no setor de saúde com as novas práticas de gestão, auxiliados pelo emprego de novas tecnologias, exigem um novo perfil de gestor, tanto na área corporativa quanto na clínica. Na abertura do HIS – Healthcare Innovation Show 2017, as apresentações em torno do tema “Educação para a Gestão de Saúde” trataram da importância na formação desses profissionais que têm a responsabilidade de olhar a saúde como um ambiente integrado a fim de atender melhor as pessoas.

O diretor geral da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein Henrique Neves disse que o atual momento é de ruptura na atividade médica, tendo em vista as transformações pelas quais o setor passa. “A tecnologia da informação, os chamados big data, além da própria telemedicina, tudo isso está influenciando o atendimento médico”, afirmou.

O Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde (CBEXS) é uma entidade formada justamente para preparar esse novo profissional gestor, destacou a diretora executiva, Cláudia Scarpim. “Um dos nossos objetivos é a preparação para o desenvolvimento de competências frente a essas profundas mudanças que vem ocorrendo”. Para Gonzalo Vecina, docente da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, os futuros profissionais precisam ter em mente a importância de conceitos como eficiência, qualidade e segurança como componentes principais em qualquer modelo de gestão.

Já o presidente do Conselho de Administração da Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados), Francisco Balestrin, ressaltou a importância de integrar a área clínica com a empresarial dentro de uma instituição médica privada. “Nosso valor maior tem de ser o da saúde, que é justamente o que precisamos fazer para o paciente”.

Sobre o HIS

O HIS – Healthcare Innovation Show é o primeiro trade show de tecnologia e inovação em um espaço de mais de 4.000 m² voltado ao mercado de saúde na América Latina. São 4 arenas simultâneas onde acontecem mais de 10 congressos, cada qual especialmente organizado para oferecer conteúdo de qualidade para os diferentes cargos e funções das organizações de saúde.

O evento deverá contar este ano com números que ultrapassam os 5.000 participantes, os 200 palestrantes e as 75 empresas expositoras, além de premiações de reconhecimento das experiências inovadoras do setor.

Além das discussões executivas e estratégicas, grandes empresas e startups apresentam o que há de mais inovador e tecnológico no mercado. Nomes de peso do setor lideram os conteúdos ao lado das principais associações e institutos.

O HIS 2017 é ainda constituído por três grandes eixos de atividades especiais: o Startup Lounge, com a exposição de serviços tecnológicos; o hackathon hack4health, maratona de desenvolvimento em busca de soluções para problemas da saúde e de gestão; e os prêmios Referência da Saúde/2017, Top Hospitalar/2017 e Great Place to Work.

 Serviço  

HIS – Healthcare Innovation Show 2017

Data: 25 e 26 de outubro de 2017

Horário: das 8h30 às 19h00

Local: São Paulo Expo

Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo

http://saudebusiness.com/his/

Credenciamento Imprensa – o credenciamento poderá ser feito diretamente pelo link: goo.gl/vXRoLr


Contato para imprensa (HIS 2017):

2PRÓ Comunicação 

e-mail equipe: his17@2pro.com.br

Teresa Silva – (11) 3030-9463

Luciano Somenzari (11) 3030-9435

Myrian Vallone – (11) 3030-9404

Paula Giffoni – (11) 3030-9402

www.2pro.com.br


 

Parcerias Público-Privadas são modelos que aliviam o setor público na Saúde

 

O tema das PPPs foi debatido no Congresso “Saúde Business Conference”,  durante o primeiro dia do Healthcare Innovation Show (HIS), no São Paulo Expo

O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Francisco Figueiredo, abriu o painel “Saúde Business Conference”, que teve como moderador, Rogério Caiuby, diretor de estratégia do Hospital Sírio-Libanês. Segundo Figueiredo, para que o modelo de PPPs dê certo no país o hospital, por exemplo, não pode ser 100% mantido pelo SUS (Sistema Único de Saúde), pois, se for, é melhor que seu financiamento continue sendo totalmente público. Para ele, é essencial que se saiba quem se deve ou não contratar no setor de saúde. “No Brasil, temos o modelo das Organizações Sociais (OS). Quem erra muito é o ente público que não acompanha esse contrato, que contrata errado.” O secretário ainda lembrou que hoje no Brasil os gastos com saúde são diferentes do de 15 anos atrás, e que o tratamento de vítimas da violência urbana e de acidentes de trânsito, principalmente de motos, tem pesado nas contas dos municípios.

Já Joel Formiga, coordenador do programa Corujão da Saúde, da Prefeitura de São Paulo, afirmou que a capital paulista está investindo em inovação. “Nós estamos com uma mentalidade de transformar, mudar. O que se ganha em qualidade e agilidade com tecnologia não tem preço”, afirmou. Segundo ele, as chances de um cidadão ser atendido em um esquema público-privado na cidade é grande: “Quando nós olhamos para o orçamento da prefeitura, dos R$ 50 bilhões para Saúde, R$ 10 bilhões são gastos com OSs. Das quase mil unidades de saúde de São Paulo, dois terços são operadas por OSs. Hoje, não seria viável abrir um hospital sem essas organizações”, afirmou.

Felipe Rizzo, executivo do setor, com ampla experiência internacional, ressaltou que as PPPs foram muito testadas na Europa antes de chegar à América Latina. “Esse modelo tem muito a ver ao iniciar um projeto de grande escala, que gera uma alta complexidade e exige uma modelagem diferenciada, e criar um prazo longo para ceder espaço a quem tem mais competência para colocá-lo em prática”. Segundo ele, essas parcerias podem contribuir com projetos mais complexos que podem ser compartilhados com o setor privado”, afirmou.

 Discussão sobre jornada do paciente tem tecnologia como pano de fundo

O painel “Experiência: Jornada do Paciente em Contexto Ambulatorial e Hospitalar”, apresentado no 2º Simpósio de Liderança Clínica do HIS, tratou da experiência do paciente dentro do processo hospitalar e sobre como a tecnologia pode melhorá-la.

O moderador, Fábio Mattoso, executive leader Watson Health da IBM, ressaltou que “nenhuma tecnologia vai substituir o médico. Embora hoje tenhamos dispositivos que monitoram o paciente o dia todo, como os que medem a glicemia dos diabéticos, e que auxiliam muito os profissionais da saúde.” Luiz de Luca, CEO da Américas Serviços Médicos, lembrou que hoje temos, inclusive, “aplicativos que dão acesso a resultados de exames”.

O presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, Sidney Klajner, afirmou que o uso de tecnologias pode ajudar no tratamento de doenças, como o diabetes. “Temos no hospital um aplicativo que informa o paciente sobre a dose de insulina a ser tomada, por exemplo”, afirmou. Por outro lado, continua Klajner, “hoje, a quantidade de informações que nós temos e recebemos é muito fragmentada, temos muito a evoluir com relação à inserção de dados para que haja um prontuário único, de forma que o paciente e médico se beneficiem”.

Ao ser questionado sobre o acesso das populações mais pobres à saúde e tecnologia, Reynaldo Neiva, diretor administrativo corporativo do Hospital Leforte, afirmou que há um “atraso enorme no entendimento do que é o futuro”. “Vejo também uma grande ruptura, acho que outros sistemas vão servir às nossas necessidades, em outros canais de comunicação, por exemplo. A gente subestima as pessoas mais pobres, mas elas já estão muito conectadas e, com isso, têm acesso a tudo. Por incrível que pareça, tem muita gente no país que nunca passou por uma consulta médica. Eu acredito que a tecnologia por revolucionar a vida dessas pessoas”.

Gustavo Gusso, diretor médico da Amil, disse que há outras formas de mudar a cultura da medicina, ainda apegada a modelos pouco eficientes. Uma dessas formas, segundo ele, é estimular a interação entre profissionais envolvidos no tratamento do paciente. “Os médicos não conversam entre eles, isso é cultural. E estamos tentando resolver isso marcando, por exemplo, consultas entre eles”, contou.

 Prevenção e planejamento são fundamentais para o atendimento ao idoso

Para aprimorar o atendimento de saúde à população idosa no Brasil é preciso em primeiro lugar cuidar da prevenção às doenças, mas antes disso as redes e os diversos elos desse processo, público e privado, têm de encontrar conjuntamente soluções para problemas que são direta ou indiretamente comuns. Esses foram os maiores desafios levantados no painel “Inovação com foco em envelhecimento populacional e gerenciamento crônicos”, apresentados no “Saúde Business Conference”, no HIS 2017.

Para uma população que envelhece de forma acelerada, como a brasileira, o sistema de saúde deve aumentar o atendimento em atenção primária, que segundo especialistas podem resolver até 80% dos casos dos pacientes com algum tipo de doença. “Mas para isso é preciso haver planejamento e integração dos diversos segmentos envolvidos no processo e não vejo ninguém no Brasil pensando nisso”, afirmou Mohamed Parrino, CEO do Hospital Moinhos de Vento.

Ricardo Soares, CEO do Brasil Senior Living, recomendou, por exemplo, o treinamento dos profissionais envolvidos com base em um plano terapêutico desenhado especialmente para os pacientes idosos, que possuem particularidades especiais nos tratamentos a que são submetidos. Uma das possibilidades de melhorar a prevenção para esses pacientes, destacou Miguel Velandia, presidente da Medtronic, é a utilização de produtos e equipamentos tecnológicos que tratam com mais eficiência ou minimizam os efeitos causados pelas doenças, como marca-passos mais modernos, o desenvolvimento de pâncreas artificial para diabéticos e outros itens que vem sendo criados.

A diretora executiva do ICESP (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), Joyce Chacon, lembrou que algumas campanhas de prevenção feitas no Brasil foram bem sucedidas diminuindo muito a incidência de doenças, como as originadas do tabagismo, por exemplo. Segundo ela, trata-se de uma maneira bastante eficiente de  lidar com muitos problemas de saúde, contudo, as iniciativas ainda são poucas, sendo necessário maior envolvimento do setor público com o apoio das empresas privadas.

 Inovações que contribuem na área de saúde são discutidas no HIS

A moderadora Marisa Madi, diretora-executiva do Inrad – HCFMUSP, apresentou a mesa “De Obstáculo a Oportunidade: Trazendo Inovação para a Mudança do Setor”,durante o Saúde Business Conference. Ela  afirmou que a discussão se daria no âmbito “de que forma a inovação pode contribuir com o setor de saúde, que é tão tradicional e regulado”.

Denise Santos, CEO da BP – Beneficência Portuguesa de São Paulo, relatou que é difícil inovar, principalmente por conta do investimento financeiro, que nem sempre gera um retorno  – a executiva lembrou ainda que o tradicional hospital comandado por ela passou por uma repaginação total muito recentemente, o que não passou sem gerar alguma controvérsia. “Na minha concepção de engenheira, inovação é toda pequena, média ou grande revolução”, disse.

Para Gabriel Palne, CEO do Grupo Geriatrics, a inovação é dividida em essencialmente “três partes: de modelo, na descoberta da fórmula de criar um novo resultado, por exemplo, tecnológica, onde se imagina que toda inovação se encaixa ali, e de processo, que envolve o processo não só dentro da unidade, mas de todo o sistema, para torná-lo mais eficiente”.

Rodrigo Baer, da Redpoint eVentures Brazil, afirmou que o setor tem que mudar os incentivos para inovar e crescer. “É difícil fazer isso numa carreira profissional que nunca foi remunerada por performance, como é o caso dos médicos, que, invariavelmente, só recebem reconhecimento com a publicação de papers”.

Live Healthcare entrega prêmio Great Place to Work para 76 empresas

Para prestigiar as empresas e entidades ligadas ao setor de saúde que mais investem nos funcionários e no ambiente de trabalho, a Live Healthcare, organizadora do HIS 2017, em solenidade no final da tarde de ontem (25/10), entregou  o prêmio “Great Place to Work”, na sua 4ª edição, a 76 contempladas.  Divididas nas categorias “Farmácias e Distribuidores”, “Planos de Saúde”, “Farmacêuticas”, “Clínicas”, “Medicina Diagnóstica”, “Hospitais” e “Indústria e Serviços”, os representantes das instituições premiadas de todo o Brasil subiram ao palco principal do evento para receber os troféus que representam os melhores locais para se trabalhar.

A escolha das instituições de saúde obedeceu a alguns critérios a partir de pesquisa realizada com os funcionários e de uma avaliação das práticas das políticas de trabalho adotadas. A pesquisa mediu o respeito à diversidade, hospitalidade, orgulho pelo trabalho e ajuda à comunidade, com peso equivalente a 67% dos votos. No caso da avaliação, com peso de 33% na nota final, os critérios foram qualidade de vida, benefícios, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, entre outros.

Agenda: Ministro da Saúde, Ricardo Barros, participa do coquetel de encerramento do HIS, nesta quinta-feira (26), às 18h, no São Paulo Expo.

 

 

Serviço  

HIS – Healthcare Innovation Show 2017

Data: 25 e 26 de outubro de 2017

Horário: das 8h30 às 19h00

Local: São Paulo Expo

Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo

http://saudebusiness.com/his/

Credenciamento Imprensa – o credenciamento poderá ser feito diretamente pelo link: goo.gl/vXRoLr


Contato para imprensa (HIS 2017):

2PRÓ Comunicação 

e-mail equipe: his17@2pro.com.br

Teresa Silva – (11) 3030-9463

Luciano Somenzari (11) 3030-9435

Myrian Vallone – (11) 3030-9404

Paula Giffoni – (11) 3030-9402

www.2pro.com.br


 

2017: O ano de progresso em TI na área de Saúde

A ciber segurança, análise de dados e saúde populacional tem a atenção e o dinheiro das organizações de saúde; que também estão começando a investir em análise prescritiva e inteligência artificial.

A necessidade por maior proteção da segurança cibernética está afundando. O desejo por entender melhor a montanha de dados inexplorados está em ascensão. E a necessidade de começar a melhorar a saúde, não apenas do paciente mas de populações inteiras, está sendo levada a sério.

Estas são algumas conclusões da pesquisa “2017: The Ahead in Health IT” (em livre tradução, “2017: O ano de progresso em TI na área de Saúde”), feita com organizações de saúde pela Healthcare IT News; no qual foram entrevistados 95 executivos de saúde, em outubro de 2016.

Quando questionados sobre quais tecnologias planejam desenvolver em 2017, 52% responderam segurança, 51% métodos analíticos, 44% engajamento do paciente, 44% saúde populacional, 31% PEPs (Prontuário Eletrônico do Paciente), 24% monitoramento remoto do paciente e 22% disseram que vão investir na gestão do ciclo de receita.

 

 

Joe Fisne, Diretor Associado de Informação do Geisinger Health System, observou que esta programação faz sentido.

“A segurança foi considerada a número 1 certamente porque é das coisas mais críticas na área de saúde hoje”, explicou Fisne. “Vivemos em uma era dominada pela tecnologia e, no campo médico, a segurança é um dos pontos frágeis. Por isso a necessidade de investimento nessa área. O monitoramento analítico também é fundamental. Estamos investindo em algumas plataformas de Big Data para obter mais informações e apresentar tendências, práticas e padrões de cuidados médicos. Bem como padrões de doenças ao longo do caminho. E isto caminha de mãos dadas com a saúde populacional”.

 

Telemedicina, PEPs e medicina de precisão

2017 também verá a chegada de muitas tecnologias nas organizações de saúde. Aos entrevistados foi perguntado sobre quais ferramentas eles planejam introduzir ou estudar em 2017. Cerca de 45% disseram dados analíticos, 45% melhora do fluxo de trabalho, 44% telemedicina, 41% saúde populacional, 41% serviços médicos inteligentes, 34% monitoramento remoto dos pacientes e 21% medicina de precisão.

“O que se destaca aqui é a crescente importância da telemedicina como uma forma diferente de acesso, bem como uma maneira alternativa de se conectar com os consumidores”, ressaltou Brian Kalis, Diretor Geral de Práticas de saúde da empresa de consultoria Accenture. “Perceber a telemedicina com maior importância pode ajudar a enfrentar os desafios da produtividade do trabalho no campo da saúde”.

De acordo com Kalis, mesmo obtendo apenas 21% dos resultados da pesquisa, o setor correspondente a medicina de precisão também é bastante promissor.

“Isso representa o que podemos ver se destacar em 2017; foco em medicina de precisão e os investimentos iniciais no uso de medicamentos de precisão para melhorar a saúde. Esta é uma tendência inicial” ele destacou. “Os entrevistados também responderam alta prioridade de investimento em dispositivos médicos inteligentes. Ouvimos falar de uma série de sistemas que analisam novas estratégias para utilizar os dados de saúde gerados pelo paciente a fim de melhorar, amplamente, os cuidados com a saúde”.

2017 não será diferente para as organizações de saúde, se comparado aos anos anteriores, no que se refere ao trabalho com Prontuário Eletrônico do Paciente. Quando questionados sobre quais tipos de projetos de PEP estão ou serão desenvolvidos em suas empresas neste ano; 60% dos entrevistados responderam melhoramento da interoperabilidade, 55% destacaram o fluxo de trabalho, 47% melhorar a usabilidade, 37% desejam adicionar ferramentas de saúde populacional ao PEP, 28% pretendem migrar para as nuvens, 24% melhorar a performance e atualizar o sistema de PEP e 21% substituir o PEP em um ou mais sites.

Esse comportamento faz parte de uma evolução natural baseado no campo de saúde de hoje, explica John Halamka, médico e CIO do Beth Israel Deaconess System e Professor de Medicina da Universidade de Harvard.

“Quando você olha para a qualidade e para os programas de pagamento como o MISP e o MACRA, de repente você visualiza um alinhamento de incentivos onde o médico é remunerado pelo bem estar e qualidade do atendimento em oposição a quantidade”, Halamka pondera. “A menos que você esteja coletando dados sobre o paciente em toda a população, é realmente difícil controlar as despesas, elevar a qualidade e melhorar o fluxo de trabalho. OS PEPs foram colocados, basicamente, como um sistema inútil de comunicação de dados sem ênfase na troca e no fluxo de trabalho. Mas por causa da reforma nos programas de remuneração, nós temos incentivos para colaborar com a troca de dados. As novidades estão borbulhando até o topo”,  ele reflete.

Um dos aspectos das PEPs que muitas organizações continuam trabalhando é o engajamento dos prestadores de serviços. Um dos tópicos da pesquisa gira em torno das ações que serão realizadas em 2017 para que mais médicos e enfermeiros adotem completamente a tecnologia de PEP e 60% respondeu que vai integrar os prontuários eletrônicos do paciente com outras tecnologias que, por exemplo, elevem a saúde da população ou conduza a melhores práticas; 47% disse que pretende melhorar a interface do sistema PEP, 40% pretende mostrar claramente como os PEPs podem ajudar as organizações no gerenciamento dos seus negócios de forma rentável e 38% disse que vai mostrar como a tecnologia traz reduções significativas do tempo gasto em tarefas fora da interação direta com o paciente.

 

Saúde populacional

O estudo “2017: The year Ahead in Health IT” descobriu que o tópico saúde populacional é considerado como alta prioridade para a maioria das organizações de saúde. Quando questionados sobre os planos das companhias para implementar um sistema de saúde populacional em 2017, 20% dos executivos responderam que sim, eles estão planejando desenvolver novos sistema; 42% disseram que vão adicionar ferramentas aos sistemas existentes; 9% disseram que não, eles encerraram seus programas de saúde populacional e 29% dos entrevistados informaram que a saúde populacional não está em seus planos para 2017.

As organizações de saúde que trabalham com tecnologias de saúde populacional anteciparam que a inovação ajudariam seus negócios de várias formas. 58% dos entrevistados afirmaram que a tecnologia vai possibilitar uma melhor experiência do paciente, 54% disseram que vai aumentar a eficiência na forma como as organizações poderão oferecer seus serviços, 51% acreditam que os custos serão reduzidos, 44% pensam que poderão melhorar a saúde de indivíduos e, portanto, de toda a população e 41% afirmou que a ferramenta será capaz de permitir uma melhor experiência para o fornecedor.

“Existem muitos precursores que possuem sistemas de saúde populacional e para eles o importante agora é melhorar o sistema e otimizá-los e integrá-los com outras estruturas. Por isso o foco crescente em adicionar os sistemas já existentes na pesquisa”, destacou Kalis da Accenture. “Para as organizações que estão lançando um novo sistema de saúde populacional, essas são consideradas organizações que estão ficando para trás em relação a outras para obter suas primeiras implementações e assim aumentar  a adoção geral do mercado”.

 

Segurança Cibernética

Uma das mais importantes questões de segurança cibernética, os aplicativos de segurança e a segurança de rede, estão no topo da lista de prioridades para 2017, de acordo com a pesquisa. No gráfico abaixo, foram classificadas as questões de segurança enfrentadas pelas organizações em 2017:

Interoperabilidade

Assim como a segurança cibernética, a interoperabilidade é um assunto importante para as organizações de saúde. De acordo com a pesquisa, os projetos de interoperabilidade em que as companhias de saúde se debruçarão em 2017, isso inclui a conexão com bancos de dados externos, como trocas de informações de saúde (65%); conectar aplicativos dentro das organizações (58%); e acrescentar conexões de dispositivos médicos a sistemas existentes (37%).

Quando questionados sobre o principal fator que inibe uma maior interoperabilidade, 40% responderam a falta de padrões industriais, 27% dificuldade na busca por fornecedores de PEP, 18% informaram problemas com uma cultura de acúmulo de dados, 12% insegurança financeira e 3% outras questões. Segundo Halamka do Beth Israel Deaconess System, essas outras questões, que podem ser profundas, incluem fazer um sólido argumento comercial de interoperabilidade.

“Eu nunca vi bloqueio de informações quando há uma combinação de um negócio para compartilhar informações e pessoal técnico competente”, ressalta Halamka. E acrescenta: “Eu apenas vejo isso acontecer quando existe uma falta de alinhamento no compartilhamento de dados. Os padrões de dados e os PEPs que temos hoje já são suficientes. O uso significativo nos deu os padrões e a construção da interoperabilidade. Isto é apenas uma motivação para avançar”.

 

Análise de dados

Um dos maiores setores de investimento em TI de saúde parece ser a análise de dados. Os entrevistados foram inquiridos sobre seus planos para a área, em 2017, e 24% das organizações de saúde disseram que eles estão planejando lançar um novo sistema de análises, 59% está adicionando ferramentas aos sistemas analíticos já existentes e apenas 8% completaram sua implementação. Mais de 9% não tem análise de dados nos seus planos para 2017, de acordo com a pesquisa da Healthcare IT News.

Das organizações que já trabalham com análise de dados, 76% espera que a tecnologia ajude a melhorar a qualidade da saúde, 67% acredita que ajudará a melhorar as formas de atendimento, 62% tem a intenção de contribuir com a redução das despesas, 52 % espera que ajude a gerenciar com sucesso a mudança do atendimento em pagamento por serviço (fee-for-service) pelo pagamento apoiado na performance (fee-for-value), 30 % espera que ajude a otimizar o tempo que os prestadores de serviços destinam aos pacientes e 1% dos entrevistados não usam análises de dados, segundo a pesquisa.

“A tendência que surge a partir de muitas dessas tecnologias, incluindo análise de saúde populacional, é o que as organizações maiores têm posto em prática na primeira onda de soluções. isso já vem acontecendo. Agora essas organizações estão otimizando os seus investimentos e se voltando para maximizar o valor da base já implantada”, explicou Kalis da Accenture.

De olho no futuro, as organizações de saúde possuem uma variedade de tecnologias emergente em incubação. No que diz respeito, ao investimento destas ferramentas emergentes, 63% das organizações disseram que planejam se debruçar sobre análise prescritiva, 34% inteligência artificial, 21% ferramenta genômicas, 21% aprendizado automáticos, 19% computação cognitiva e 6% Blockchain (estrutura de dados que garante a segurança das operações realizadas por criptomoedas).

Além disso, ainda foi questionado quais tecnologias emergentes as organizações consideram mais promissoras. 26% acredita ser a análise prescritiva, 22% ferramentas genômicas, 18% inteligência artificial, 13% aprendizado automáticos, 10% computação cognitiva e 4% blockchain.

“A análise prescritiva está relacionada ao dinheiro, que possui laços com a inteligência artificial e aprendizagem mecânica; coisas que fazemos para analisar o volume de informações que coletamos. “Os dados nos dão uma série de padrões e informações e ao observá-los você encontra maneiras de melhorar o atendimento aos paciente”, comentou Fisne do Geisinger Health System.

Kalis, da Accenture, concorda que a análise prescritiva é um grande passo para as organizações de saúde e acrescenta: “Os sistemas de saúde tem investido em alguns dos principais blocos de base da análise. Tecnologias emergentes, como a análise prescritiva, serão o próximo passo para coletar informações e ativos funcionais”, argumentou Kalis. “Outro ponto interessante desta lista é o fato do blockchain estar sempre no radar de alguns CIOs; isto quer dizer que existe um interesse de exploração, para entender onde as plataformas de blockchain podem ser aplicadas e quais as implicações podem surgir a longo prazo”, finaliza.


Fonte: HealthcareITNews // Autor(a): Bill Siwicki // Tradução: Camila Marinho

Ex VP do Twitter assume papel chave em empresa unicórnio

A antiga Vice-Presidente de engenharia do Twitter expôs seu novo papel em unicórnio tecnológico*, que inclui trabalhar diretamente com fornecedores, farmacêuticos, pacientes e compradores para melhorar o atendimento de saúde.

Mês passado, a plataforma Outcome Health anunciou a contratação de Nandini Ramani, ex-Vice-Presidente de engenharia do Twitter, para a posição de Diretora de Engenharia. Nandini tem como responsabilidade fortalecer o atual modelo de tecnologia da empresa e expandir seu alcance.

Fundada, em 2006, por Shradha Agarwal e Rishi Shah, a Outcome Health é uma das poucas startups de TI vista como uma empresa unicórnio*, com uma avaliação em 5.6 bilhões de dólares. A missão da empresa é colocar grandes tablets estilo iPads ou telas sensíveis ao toque em salas de espera e clínicas médicas, a fim de orientar os pacientes em necessidades específicas.

Até agora, a Outcome Health instalou as telas em cerca de 40 mil consultórios – o que corresponde a 20% de todos os escritórios médicos dos EUA. A companhia está em rápida expansão e a contratação de Ramani buscará o caminho do sucesso e a constante evolução, tendo como foco o paciente. “Minha visão está alinhada com a companhia: “Como forneceremos melhores resultados para todo o fluxo de trabalho? Nós precisamos fortalecer e construir uma plataforma especializada que atendam essas necessidades”, pondera.

“Acima de tudo precisamos ser extremamente direcionados para o paciente”

“Acima de tudo precisamos ser extremamente direcionados para o paciente”, ela continua. “Para fazer isso, devemos nos colocar no encalço deles. Não se trata de ‘provocar’ os engenheiros, mas dizer para os médicos: Fiquem aí e entendam as necessidades dos seus pacientes, diariamente”.

Dessa forma, Ramani e seu time terão uma visão customizada das questões que a Outcome Health está tentando resolver. Ela trabalhará com compradores, farmacêuticos, pacientes e médicos para entender o que eles enfrentam e a partir dessas informações, trabalhar com sua equipe a fim de pensar criativamente e solucionar os problemas dos clientes.

Tanto o Twitter quanto o Outcome Health possuem missões correspondentes: Conectar pessoas e dar a todos uma voz. Ramani planeja usar a experiência adquirida no Twitter – um site que posta 5 mil tweets por segundo – para melhorar a plataforma da Outcome Health.

A Outcome Health está quebrando paradigmas com a abordagem que possibilita que os pacientes tenham voz. A diretora de engenharia espera traçar a melhor maneira de alcançar sua missão, garantindo que as inovações que a Outcome Health coloque à mesa estejam alinhadas com o que sempre foi feito no setor da saúde, mas que tragam  evolução ao meio.

“Os cuidados com a saúde é algo que te acompanha ao longo da vida e atinge todos os seres humanos. As pessoas são impactadas em vários níveis e é aí que eu vejo convergências. Nós precisamos adaptar e abraçar o que existe, mas usar a tecnologia para evoluir”, ressaltou Nandini.

Uma das maiores razões que a fizeram escolher a Outcome Health foi o perfil da empresa de “arregaçar as mangas e partir para o trabalho”, explicou a Diretora de Engenharia. Enquanto a maioria das empresas fica presa em uma rotina, Nandini e sua equipe são encorajados à criação, e utilizam algumas das melhores tecnologias para isso. “Não posso negar, eu sou uma engenheira. E ser capacitado para fazer e criar algo novo é muito estimulante”, confessou Nandini. Mas a estrada para atuar no meio nem sempre foi claramente pavimentada.

“Realmente existe um teto de vidro. É um desafio para a mulher na engenharia pois há muito pouco de nós na indústria – especialmente na programação e na engenharia”, disse ela. “Nós precisamos consertar isto”.

Para Nandini, o problema pode ser contornado através do incentivo às mulheres ao longo de toda a jornada. A ideia não é apenas contabilizar mais jovens mulheres nos cursos de engenharia e programação, mas que exista amparo e estímulo tanto por parte das mulheres quanto dos homens.

“É claro que mulheres como eu existem. Precisamos encontrá-las e trazê-las. E uma vez que elas façam parte do time, nós devemos criar um ambiente para cultivá-las”, disse Nandini. “Precisamos estar atentos a isso e a discussão deve ser parte da missão das empresas”.

Como resultado, Nandini traz essa questão à mesa em todas as companhias em que trabalha. “Metade da população é constituída por mulheres. E se você projeta com apenas uma coisa em mente, está perdendo a outra metade da conversa. Por que deveria haver apenas um assento para mulheres na mesa? Nós devemos empoderar uns aos outros…É impressionante o efeito em cascata que se forma”, conclui.

 

*Empresas unicórnio são companhias emergentes apoiadas por inovação e tecnologia, que nascem sem um forte capital inicial e crescem rapidamente em seus estágios iniciais através do investimento privado.


Fonte: HealthcareITNews // Autor(a): Jessica Davis // Tradução: Camila Marinho

Fundador da Memotext dá dicas de como engajar pacientes pode aumentar o ROI

Na constante busca por aperfeiçoar o relacionamento com o cliente, demonstrar o retorno dos investimento, é provavelmente, a questão mais desafiante para os empreendedores digitais de saúde. Primeiro é necessário decidir a maneira como o ROI (Retorno Sobre o Investimento) dos seus produtos será quantificado; em seguida adicione o trabalho de navegar em uma área cinza de critérios que o levarão a alcançar o ROI. Por isso, Amos Adler, Fundador e Presidente da Memotext, atesta: fazê-lo com êxito pode abrir muitas oportunidades entre a indústria farmacêutica, investidores e os sistemas de saúde.

Em um artigo publicado no começo desse ano, Adler e o Co-Fundador da Memotext, Bill Simpson, explanaram parte desta área cinzenta ao suscitar questões. São dados quantitativos e melhorias dos resultados de saúde que importam? Como você pega algo multifuncional, quantifica em uma métrica e então, de alguma forma, atribui valor fiscal? É uma melhora efetiva na aderência à medicação? Para quem? Para os pacientes menos participativos ou para os com maior “valor”?

A empresa sediada em Toronto desenvolveu com sucesso programas não apenas voltados para os interessados da indústria farmacêutica mas também para os investidores, stakeholders, sistemas de saúde, farmácias e gerentes de benefícios farmacêuticos. No seu cerne, Adler disse que a companhia tem desenvolvido uma série de produtos orientados para a aderência ao plano de saúde e consumo de medicamentos, iniciação de tratamentos e gerenciamento de saúde da população.

Adler descreveu a abordagem da Memotext e identificou maneiras de incrementar a baixa aderência do paciente aos medicamentos para uma adesão moderada. A empresa canadense também tem se concentrado em pacientes complexos, não necessariamente na maior população de pacientes, mas em alguns dos mais dispendiosos.

Se os produtos da Memotext levam os pacientes com mais frequência às farmácias – de três vezes por ano para seis vezes por ano (ainda distante do ideal de 12 visitas anuais) – contribuindo para que farmácias e companhias farmacêuticas obtenham  mais dinheiro, suas ferramentas também ajudam os planos e sistemas de saúde na redução de custos mensais por paciente – ao diminuir a utilização dos serviços pelos membros do plano de saúde. Isto equivale a uma proporção de 15:1, ou seja, para cada 1 dólar gasto com suas ferramentas digitais de saúde, o cliente pode fazer ou economizar uma média de 15 dólares.

Adler ressalta que a razão pela qual o ROI pode demorar para apresentar resultados se deve ao fato de que as companhias normalmente precisam de um ano para configurar um estudo, um ano para realizá-lo e outros seis meses para avaliá-lo. E no entanto, isto representa um conjunto particular de problemas, porque cada farmácia e organização de saúde tem sua própria ideia de retorno sobre investimento.

“Sempre que você entra em uma avaliação longitudinal para chegar ao ROI, a tendência é ficar cada vez mais turva”, disse Adler. “Uma das barreiras à inovação é não ter um caminho objetivo para a avaliação e operacionalização”. O segredo para o ROI em saúde digital é formalizar os critérios, para quantificar e avaliar categorias de resultados múltiplos.

Co-comercialização é uma abordagem que a empresa adotou nos últimos dezoito meses. Com o Hospital Geral de Massachusetts a Memotext está atuando em uma intervenção com pacientes de TDAH (Transtorno do déficit de atenção com Hiperatividade). No Centro de Vícios e Saúde Mental, a maior instalação deste tipo no Canadá, o trabalho está sendo voltado para o desenvolvimento de uma intervenção personalizada para pacientes com esquizofrenia. Já a colaboração com pesquisadores da universidade de British Columbia em Vancouver e com as autoridades locais em saúde, denominada Optimal Brith BC, exploram a eficácia e escalabilidade de um programa de educação prenatal, entregue por mensagem de texto, para mulheres grávidas na área rural da British Columbia.

Esse tipo de parceria envolve descobrir como co-criar, com os stakeholders da área de cuidados médicos, um modelo de receita que resolva o problema. Mas para funcionar bem, as companhias de saúde digital precisam de um longo termo de compromisso com os stakeholders e vice-versa.

Os exemplos mais bem sucedidos de empresários e investidores da área, podem beneficiar e incentivar outros empresários de saúde a adotarem uma abordagem que identifique e assuma as oportunidades de nicho, que tenha como objetivo melhorar o envolvimento do paciente.

 


Fonte: MedCityNews // Autor(a): Stephanie Baum // Tradução: Camila Marinho

Por que os pacientes abandonam seus dispositivos wearables?

As pessoas com maior satisfação em suas vidas estão mais propensas a adotar programas de bem-estar que incluem dispositivos wearables – ou tecnologia vestível – de acordo com um novo estudo. Também foi analisado por que outras pessoas desistem dessa ferramenta.

Pesquisadores da University of Southern California mergulharam em um estudo acerca de traços de personalidades e estilos de vida para entender o que faz com que as pessoas continuem utilizando dispositivos wearables e aplicativos por mais tempo que a maioria. Período que dura cerca de seis meses, segundo publicação no blog NEJM Catalyst.

Os pesquisadores monitoraram 275 pessoas através de um rastreador fitness embutido em um par de óculos no qual os pacientes deveriam utilizar por quinze semanas. As pessoas poderiam suspender o uso quando eles alcançassem os objetivos ou caso considerassem o dispositivo não atraente ou desconfortável. Em algumas situações elas simplesmente esqueceram de utilizar os wearables, destacou o texto.

Os pesquisadores disseram que incentivos e medidas de autodisciplina são motivadores igualmente efetivos. A futura tecnologia wearable deve ser projetada com isso em mente e deve mirar nos objetivos de auto aperfeiçoamento do paciente, destacou o blog.

“É responsabilidade dos profissionais médicos, designers e cientistas criar uma experiência do usuário em torno dos componentes de sensor do hardware e software que seja atraente o bastante para ajudar as pessoas a alcançarem esses objetivos”
– Pesquisadores

Os fornecedores estão explorando as mais efetivas maneiras de alavancar a tecnologia wearable, inclusive investindo no tratamento de condições crônicas. É crescente o número de pacientes usando ferramentas de saúde digital que vão desde telessaúde até dispositivos wearables, mas os médicos ainda consideram os dados gerados a partir dessas ferramentas não confiáveis.

Outro ponto de conflito: o preço. Muitos pacientes que poderiam se beneficiar com a tecnologia não podem dispor dela. De qualquer maneira, alguns grupos estão avançando para aumentar o uso dos wearables, como a companhia de saúde Aetna e a Apple, que trabalham juntas para disponibilizar os inteligentes relógios digitais para os inscritos na Aetna.

 


Fonte: FierceHealthcare // Autor(a): Paige Minemyer // Tradução: Camila Marinho

Hackers identificam o phishing como a melhor maneira de roubar dados

Por outro lado,  a proteção por senhas, reconhecimento facial e os controles de acesso são as três medidas de segurança menos efetivas, de acordo com relatório.

A empresa de segurança cibernética Bitglass sondou 129 hackers de White Hat e Black Hat** que participaram da conferência nacional de segurança cibernética para  benefícios das empresas, incluindo as companhias de saúde – o objetivo era descobrir as formas mais fáceis de penetrar nos sistemas das organizações. E as empresas levaram um puxão de orelha.

Cerca de 59% dos entrevistados identificaram o phishing* – a maneira desonesta como agem os cibercriminosos para enganar os usuários e induzi-los a revelarem informações pessoais – como a melhor estratégia de exfiltração de dados, já que o erro humano e a ignorância sempre serão exploráveis, segundo o relatório da Bitglass intitulado “Data Games: Pontos Cegos na Segurança de Acordo com Especialistas”. Já a invasão com os vírus malware e o ransomware ocupam o segundo lugar, com 27%, de acordo com o relatório – que levou em conta os recentes ataques cibernéticos.

Os hackers apontaram também as três medidas de segurança menos efetivas, são elas: senhas de proteção, reconhecimento facial e controles de acesso.

“Phishing e malware são ameaças que se potencializam pela adoção da nuvem e a facilidade com que funcionários podem compartilhar dados corporativos”, revela Mike Schuricht, Vice-Presidente de Gerenciamento de Produtos da Bitglass. “Muitas tecnologias de segurança falham na identificação dos maiores pontos cegos da TI, dos dispositivos não gerenciáveis e dos acessos anômalos”, pondera.

O relatório Black Hat / White Hat também identificou que os cinco maiores pontos cegos são os dispositivos não gerenciáveis (61%), sistemas/ aplicativos/programas não atualizados (55%), dispositivos móveis (36%), dados em repouso nas nuvens (26%) e a tradicional segurança no local (20%). Além disso, foi descoberto que os documentos protegidos por senha (33%) foram ranqueados como a ferramenta de segurança menos efetiva, seguida do reconhecimento facial (19%).

O reconhecimento facial foi relatado como a pior ferramenta, seis vezes mais vulnerável que a autenticação por impressão digital. O que é intrigante à luz das mudanças do novo iPhone para a segurança, a partir da identificação da face. Por fim, 83% dos entrevistados acreditam que os hackers são motivados pelo valor monetário dos dados roubados, enquanto que o ego e o entretenimento desempenharam um pequeno papel nas motivações, de acordo com o relatório.

 

 


* Phishing é uma forma de fraude eletrônica, caracterizada por tentativas de adquirir fotos, músicas e outros dados pessoais ao se fazer passar por uma pessoa confiável ou uma empresa enviando uma comunicação eletrônica oficial.

** O termo White Hat e Black Hat é utilizado no meio da tecnologia da informação para caracterizar as estratégias e técnicas de otimização de sites (SEO). Se elas respeitam as diretrizes do Google e demais buscadores, são consideradas White Hat, caso contrário, ao procurar brechas nos algoritmos e influenciar os resultados das pesquisas são consideradas Black Hat.


Fonte: HealthcareITNews // Autor(a): Bill Siwicki // Tradução: Camila Marinho

Tecnologia de chatbots pode ser a solução que os hospitais procuram

Mas as tecnologias que utilizam processamento de linguagem natural, gerenciamento de conhecimento e capacidade de analisar sentimentos requerem comprometimento e disciplina para um bom uso.

As organizações de saúde gastam muito dinheiro com representantes de serviços ao cliente, trocando informações por telefone, e-mail ou bate-papo online. Mas existe uma tecnologia que pode ajudar as organizações de saúde na economia de tempo e dinheiro: chatbots automatizados embutidos de inteligência artificial.

Dentre as várias organizações, a indústria de saúde será uma das maiores beneficiadas pelo aumento do uso de chatbots – já utilizados pelo segmento, devido aos avanços em IA (Inteligência Artificial), segundo a consultoria de pesquisa Juniper Research. Os chatbots trariam economias anuais de 8 bilhões de dólares às companhias em todo o mundo até 2022, em comparação com os 20 milhões deste ano.

“Nós acreditamos que as empresas de saúde e as instituições financeiras que utilizam robôs podem poupar, em média, um pouco mais de quatro minutos por avaliação, equivalente a uma economia aproximada de $0,50 a $0,70 (centavos de dólares) por interação”
– Lauren Foye, Analista da Juniper Research

A maioria dos chatbots utilizam múltiplas tecnologias: processamento de linguagem natural, gerenciamento de conhecimento e análise de sentimentos. Primeiro, o processamento de linguagem natural tenta entender o que os usuários estão perguntando. E, segundo, a metodologia tecnológica fornece o fluxo interativo e as respostas diretas ou através de orientação.

Geralmente, o processamento de linguagem natural identifica a intenção da pergunta com algum nível de confiança e então, com base nisso, o chatbot solicitará um acompanhamento ou esclarecerá a questão para o usuário.

Uma vez que o nível de confiança seja aceitável para o uso, o robô apresentará a resposta apropriada com base em uma ordenação proposital que associa a intenção das perguntas às respostas desejadas. Os mais avançados chatbots anteciparão as próximas questões ou tentarão guiar o usuário para respostas ou recursos relevantes, baseado na interação anterior.

“As tecnologias que suportam os chatbots precisam de uma ordenação comum no local que liga a intenção da pergunta ao contexto da resposta”, comentou Jeff Cohen, Co-Fundador e Vice-Presidente de Serviços de Inovação Cognitiva da Welltok, empresa de software de saúde baseada em IA. E como eles interagem para promover aos usuários uma resposta para suas perguntas? “Existem muitas formas diferentes de interação fundamentada na sofisticação e no repertório do chatbot”, afirma Cohen.

“Além da tecnologia de processamento de linguagem natural, os chatbots geralmente também contam com um mecanismo de gerenciamento de conhecimento. Esses sistemas são absolutamente essenciais na medida em que padronizam o serviço de experiência. Essencialmente, ele é constituído por ferramentas que permitem que você registre perguntas e respostas comuns e dicas de resolução que são acumuladas durante a vida de um produto”, explicou Khal Rai, Especialista em IA e Vice-Presidente Sênior de Produtos de Desenvolvimento e Operações da companhia de software de saúde, SRS Health.

“Isto requer comprometimento e disciplina por parte das organizações de saúde, para investirem o tempo e os recursos financeiros necessários na construção de bibliotecas de conhecimento”, acrescentou Rai. Análise de sentimentos é outro tipo de tecnologia que pode ser usada por robôs de IA.

“Como os chatbots configuram o que precisa ser dito?”, indagou Jeff Cohen. “A maioria dos chatbots precisam de alguma “loja de conteúdo” ou “guarda de trânsito” que conheça, baseado na intenção das perguntas e no contexto dos usuários, onde obter as respostas apropriadas”.

Os robôs utilizados até o momento apresentaram diferentes níveis de sucesso, reportando casos de uso que inclui: ajudar os clientes a selecionar um plano de benefícios, fornecer respostas aos serviços dos consumidores, auxiliar na triagem de sintomas e orientar os consumidores na utilização dos recursos.  Ainda é o início da adoção de chatbots na saúde, dizem especialistas, mas os primeiros indicadores de demanda e satisfação são promissores.

“Ao longo do tempo, a ferramenta se tornará cada vez mais inteligente, graças a IA e as técnicas de aprendizagem de máquinas, que as transformará em uma tecnologia muito eficiente, e claro, mais oportuna que do que um ser humano pode ser”, ponderou Khal Rai. “Entretanto, se você está em um negócio de saúde, pode demorar um pouco até que os chatbots sejam completamente adotados”.

“Assim como outras inovações, os chatbots da saúde serão um empreendimento de tentativa e erro, onde as tarefas mais simples vão ser direcionadas para os robôs enquanto aguardamos que a tecnologia evolua o bastante para que eles consigam lidar melhor com as atividades mais complexas”, acrescentou Rai. “As pesquisas voltadas para áreas de inteligência emocional estão acontecendo. Mas, até o momento, ainda não avançaram o bastante para satisfazer as exigências dos clientes”, conclui.

 


Fonte: HealthcareITNews // Autor(a): Bill Siwicki // Tradução: Camila Marinho