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Há inovações na gestão de doenças crônicas no Brasil ?

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Frequentemente observamos um grande desconhecimento dos profissionais de saúde corporativa, no Brasil, das ações e pesquisas realizadas na área publica.

No entanto, ha movimentos para mudar este cenário. Neste mês, o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) realizou um seminário sobre promoção de saúde nas empresas e inovou a buscar novos enfoques e deixou o lugar comum das queixas sobre as regulamentações da ANS ou do cenário sombrio sempre mostrado pelos advogados. Destacaram-se as apresentações da pesquisa SABE (saúde, bem-estar e envelhecimento) que é um grande estudo longitudinal sobre as condições de saúde e envelhecimento em São Paulo e da política de enfrentamento de doenças crônicas do Brasil. As apresentações estão disponíveis em http://www.iess.org.br/html/apresentacoes.asp# . O conhecimento das pesquisas nacionais e das políticas públicas é fundamental para que a saúde corporativa assuma um maior protagonismo neste campo em nosso país.

No último dia 21 de junho, realizou-se em Brasília, I Seminário ?Modelos de Cuidado das Condições Crônicas na Atenção Primária à Saúde? que é fruto das atividades do Laboratório de Inovações no cuidado às condições crônicas na atenção primária de saúde da Organização Panamericana de Saúde (OPAS). O seminário reuniu cinco experiências no manejo de usuários crônicos: da região de Campinas; do Grupo Hospitalar Conceição; do Projeto Qualidia; da Secretaria Municipal de Saúde de Diadema/SP e da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba/PR. Em minha opinião, merece destaque o projeto Qualidia (Educação em Saúde para o Auto-Cuidado – Avaliação Contínua em Qualidade de Atenção ao Diabetes) que é uma parceria do Ministério da Saúde, da Fundação Médica do Rio Grande do Sul com apoio da Sanofi-Aventis.  O projeto utilizou o modelo de cuidado crônico (MCC) com movimentação do sistema fragmentado e hierarquizado para redes poliárquicas de atenção à saúde. O cronograma de ações foi baseado na Serie Inovadora para os Cuidados de Condições Crônicas que tem como premissas básicas a qualidade e a colaboração. O processo foi monitorado através do questionário de avaliação de doenças crônicas (ACIC) com aperfeiçoamento contínuo e construção de um ?framework? de ação.  Os modelos de Diadema e Curitiba também são muito relevantes, pois apresentam um trabalho em rede, indicadores de desempenho e qualidade, gestão do orçamento e forte capacitação dos
profissionais integrados ao projeto. As apresentações estão disponíveis em http://apsredes.org/site2012/2012/06/iseminariosobremodelosdecuidadodascondicoescronicasnaaps/ .

Estes modelos demonstram que as organizações e profissionais da saúde corporativa devem buscam se integrar cada vez mais aos sistemas públicos de atenção à saúde e conhecer as boas práticas e criar pontos de sinergia e intercâmbio.

 

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