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Geração Z e a mudança na Saúde

Créditos: shutterstock
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Na última semana um jornal de SP publicou um estudo do IEESE explicando que nossa longevidade será responsável por triplicar o custo dos planos de saúde até 2030. Não é pouco.

Isso por si só obrigaria qualquer gestor responsável a pensar com um pouco de carinho no futuro do setor e no de sua empresa.
Igualmente instigante, entretanto, é pensar num outro fator muito pouco lembrado, mas que também fará muita diferença no futuro.

Daqui a 15 anos a população atendida pelos planos será formada, em grande parte, pelos filhos da revolução digital. A chamada geração Z. O que isso pode significar para sua empresa?

Em primeiro lugar, para termos uma dimensão dessa mudança, essa geração hoje representa 25% do total da população americana. No Brasil ela já representa 30%. Daqui a cinco anos irá representar mais da metade do total de brasileiros. Serão ampla maioria em 2030!
Trata-se de uma geração que nasceu a partir de 1994; ou seja, crianças e jovens que cresceram conectados à internet. Seus primeiros representantes hoje já estão chegando na casa dos 20 anos.

Como cresceram num mundo pós 11/09, e fortemente marcado pela diversidade, são mais maduros, muito engenhosos e um tanto individualistas. Algo que pode ser desafiador para um sistema de saúde acostumado a ser paternalista, e onde os pacientes estão acostumados a serem tratados como pessoas virtualmente incapazes de colaborar durante o seu tratamento.

Eles também são fortemente inclinados à realização de pesquisa, sendo que 1/3 assiste aulas online, 1/5 lê livros em tablets e 1/3 interage com colegas de classe na web. Mais da metade utiliza o Youtube como ferramenta de busca para se informar.

Isso pode transformar-se num ponto negativo para provedores contrários ao empoderamento digital dos seus pacientes e que os obriga a comparecer a palestras presenciais para saber mais sobre temas como planejamento familiar, alimentação saudável e tabagismo.
Coisas que eles simplesmente já terão feito de forma muito mais interessante.

Ainda temos que a maioria deles não gosta de se enxergar como funcionário de carreira de uma empresa. Impressionantes 75% deles pensam em se tornar autônomos em algum momento de suas vidas. Um problema para um sistema que só pensa em estratégias de saúde populacional focadas em pagadores empresariais.

Trata-se de uma geração de pessoas que se preocupa realmente com o mundo onde vive: 60% querem ter um trabalho de alto impacto social, 26% dos representantes mais velhos desse grupo já realizaram trabalho voluntário e 76% tem preocupação ambiental.

Um ponto que pode ser explorado por empresas que sabem se posicionar no campo da responsabilidade social e ambiental, muito além de fazer jogos de cena com a marketização de ações do bem.

Para finalizar, ele nos aponta que essa é uma geração multitelas (TV, notebook, PC, tablet, smartphone, MP3 etc) que obviamente terá grande resistência em se relacionar com uma organização através de formulários de papel, telefone e balcão de atendimento.

Além disso são jovens preocupados com questões de privacidade, exageradamente breves na hora de concentrar a atenção num assunto (8 segundos!) e que, obviamente, gostarão de saber que seus provedores estarão igualmente atentos a essas questões no momento de lidar com seus dados de saúde bem como na hora de estabelecer um canal de comunicação confiável.

Parece ameaçador? Na verdade irá tratar-se de uma oportunidade gigantesca para que o sistema reveja processos e, junto com eles, jogue no lixo alguns velhos hábitos que trouxe do século passado e se recusa a abandonar.

Mesmo porque, até lá boa parte desses jovens também deverão ser gestores de saúde.

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Divulgação

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