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Gamificação na Saúde: games como tratamento?

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Estou na HIMSS em Las Vegas e uma das sessões mais interessantes que participei foi sobre gamificação na saúde. Apesar do termo ser novo, tendo nascido em 2008, ele se refere à utilização de elementos de games em outros contextos, com objetivos variados, que na saúde podem se referir a aumentar a aderência dos pacientes a um determinado tratamento, ou auxiliar na explicação de um procedimento que será realizado, ou como uma determinada doença funciona.

Para uma geração que cada vez mais usa smartphone, o uso de elementos de games na área de saúde parece ser uma tendência natural e irreversível, mas um dos desafios reportados é que não existem estudos suficientes apoiando o uso de games na prática clínica, o que existem são observações dos efeitos dos games existentes, mas certamente é necessário que os games para a saúde recebam o mesmo rigor em sua aprovação do que recebem os medicamentos, com os devidos ajustes.

Estando no 3 dia na HIMSS fica claro que apps e games vão provocar uma revolução na saúde, sendo prescrito não somente por médicos, mas também por enfermeiros e outros profissionais de saúde para que os pacientes sejam mais aderentes à seus tratamentos.

Veremos mais games para a saúde no Brasil ? O grande desafio é que desenvolver um game é extremamente caro, mas certamente podemos utilizar técnicas de gamificação em nossos aplicativos, como estratégia de pontos, a fim de utilizar os benefícios da psicologia comportamental dos games. De acordo com a Accenture, a gamificação tem 7 componentes: status, milestones, competição, rankings, conexão social, imersão numa realidade e personalização. Programas no Brasil podem utilizar uma ou mais destas técnicas a fim de criar programas para pacientes mais efetivos.

Quanto ao que é necessário para que um programa que utilize gamificação tenha sucesso, temos todos os componentes abaixo, sendo que métricas definidas, populações claramente escolhidas, objetivos claros, assim como desfechos clínicos bem estabelecidos são absolutamente fundamentais.

Infelizmente, a publicação sobre gamificação na saúde não é muito extensa, mas abaixo vocês podem encontrar algumas referências extremamente interessantes sobre o tema.

Certamente, temos que tratar games e apps para a saúde como outras intervenções médicas, estas precisam ser estudadas, ter um peer-review e os resultados obtidos devem ser replicados em diferentes instituições, a fim de comprovar ou não a validade daquela intervenção.

 

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