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Frutas e vegetais e gestão em saúde

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Estudo publicado na revista European Heart Journal em janeiro de 2011 com mais de 300.000 pessoas acompanhadas por 8 anos demonstrou que a ingestão de 8 porções (cada porção com 80g) de frutas e vegetais leva a uma redução de 22% no risco de morte por doença cardiovascular em comparação com as pessoas que ingeriram 3 ou menos porções. Estudos anteriores já tinham demonstrado que a ingestão de cinco ou mais porções de frutas e vegetais leva a redução no risco de câncer de boca, faringe, esôfago, estômago e pulmões.De acordo com o editorial assinado pelo renomado epidemiologista Michael Marmot, sempre há a tentação de se propor isolar os princípios ativos e colocá-los em uma pílula e dispensar as preocupações com a dieta. No entanto, estudos com vitamina anti-oxidantes não demonstraram efeitos positivos em proteção contra o câncer ou doenças cardiovasculares.Recente estudo realizado pelo SESI com mais de 47 mil trabalhadores da indústria observou que 37% dos homens e 30% das mulheres não têm o hábito de comer frutas e vegetais nem ao menos cinco vezes por semana. Deste modo, boa parte dos trabalhadores têm ingestão insuficiente destes nutrientes, expondo-os a maior risco de doenças crônicas. Sabe-se que estas patologias estão associadas a perda de produtividade e aumento dos custos de assistência médica. Conseqüentemente, trará repercussões para as operadoras de saúde, as empresas e para o governo. No entanto, a questão do estilo de vida não é vista como estratégica pelos gestores no planejamento de suas ações.Apesar da ampla oferta de frutas, vegetais e hortaliças em nosso país pouco é feito pelos diferentes grupos de interesse para a mudança de comportamento de nossa população.  

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