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Fazer mais com menos

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A renovação da Páscoa recomenda uma visão mais otimista da questão da Saúde em seu dia mundial, apesar do cenário bastante complexo, não apenas no Brasil. Vide Obama, enfrentando o julgamento de sua reforma da saúde que agora divide norte-americanos. O desafio, tanto lá, como cá, é garantir o acesso à saúde, sem desequilibrar as contas públicas.

Tema da Campanha da Fraternidade da CNBB, o assunto já entrou na pauta de diversos municípios, antecipando debates das eleições de 2012. Mobiliza o Congresso Nacional, o Ministério Público e o próprio Poder Judiciário. Cada vez mais juízes assumem a responsabilidade dos médicos e receitam novos e caríssimos medicamentos – sequer aprovados – aos que conseguem informação e bons advogados. Mesmo sob risco de comprometer orçamentos públicos para atender alguns poucos. Afinal, os resultados das pesquisas e de novas possibilidades de cura chegam em tempo real aos doentes e a suas famílias. E o direito à saúde não é garantido pela Constituição? 

Descobrimos infinitas possibilidades de prolongar a vida humana. E a conquista da maior longevidade implica em crescentes investimentos na saúde: em novas tecnologias, pesquisa, capacitação de recursos humanos, segurança assistencial, instalações modernas. E mais acolhedoras. Assim a governança hospitalar precisa estar sintonizada com o século XXI. Vai longe o tempo em que era suficiente a dedicação das freiras, daquele médico idealista ou do empresário sensível para garantir o bom funcionamento de um hospital. Gestões amadoras já não sobrevivem à pressão da opinião pública. Um erro administrativo ou médico pode comprometer irreparavelmente a imagem de uma instituição, como aconteceu nos casos recentes envolvendo autoridades em Brasília. 

O paciente passa a ser um cliente que exige qualidade nos serviços que paga. O cidadão-eleitor cobra transparência do gasto público. O investidor no negócio-saúde quer lucros. No mundo da competição entre grandes administradores hospitalares, laboratórios e operadoras de planos de planos de saúde, não há como escapar  das regras do mercado. Mesmo para oferecer bons serviços públicos, é necessário uma gestão racional, eficiente e eficaz. Fazer cada vez mais, com menos, em menor tempo.

Monitoramento por câmeras, leitores de códigos de barras, chips para garantir a rastreabilidade de materiais e equipamentos, informatização de processos e prontuários virtuais já fazem parte da rotina hospitalar. A tecnologia ajuda a reduzir o erro humano. Equipes buscam vencer o corporativismo para descobrir soluções técnicas e administrativas mais adequadas. É preciso reconhecer: avançamos na profissionalização da gestão. A passos ainda lentos para a velocidade das mudanças no custo do negócio, na gestão estratégica e nos métodos de remuneração, apenas para citar alguns exemplos. Em modelos empresariais focados em resultados operacionais, a evolução tenderá a ser vez cada mais rápida. Haja logística!


 

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