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Faltou rastreabilidade no caso das próteses mamárias

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Um escândalo de proporções mundiais chocou a opinião pública: milhares de mulheres colocaram silicones das marcas PIP e Rófil. Até que começaram a aparecer casos de vazamento.

As próteses eram impróprias, sem certificação sanitária e rompiam-se facilmente. As autoridades recomendaram a remoção desses implantes que continham aditivo para combustíveis, causando pânico e uma corrida aos hospitais.

Assustadas e sem saber quais implantes estavam usando, muitas pacientes resolveram fazer exames para se certificar de que não há nenhum problema, onerando ainda mais os sistemas de saúde e lotando os hospitais.

Tudo isso poderia ser evitado se os hospitais em que os implantes foram feitos tivessem rastreabilidade das próteses. A rastreabilidade compreende toda a gestão do fluxo de materiais e medicamentos nas unidades de saúde, desde o momento em que entram no hospital até chegar ao paciente.

Todas as próteses teriam um número serial com os dados de cada paciente. O que permitiria informar quais mulheres receberam silicone dessas marcas. Assim, elas poderiam ser contatadas com um simples telefonema. Isso evitaria custos desnecessários ao sistema hospitalar e o desgaste psicológico de tantas mulheres e de suas famílias.

 

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