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EU SOU LOUCO SIM, SÓ QUE PELO BRASIL!!!

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Imaginem a seguinte cena: uma empresa se interessa em investir no mercado médico brasileiro. Então, compra um estande, importa legalmente os produtos para demonstração no congresso, cumpre todas as etapas regulatórias e, surpresa! No momento da liberação das mercadorias, o fiscal simplesmente dá as costas, sai da sala e não volta mais… O congresso tem início e as mercadorias não chegam, apesar de todas as etapas regulamentares estarem em absoluta conformidade com a legislação vigente. O sentimento de frustração toma conta de todos, pelo desapontamento do investimento jogado pelo ralo, pela indiferença da autoridade envolvida e pela impossibilidade de uma ação imediata que reverta esse cenário. Surreal? Não, real!! No meu artigo anterior ?Deus e o Diabo?, critiquei a indiferença (já tradicional) de alguns órgãos governamentais que levam a perdas financeiras, pessoais e de imagem para o nosso país, afastando aqueles que poderiam gerar mais empregos, mais divisas para o país e fazer chegar mais e melhores tecnologias médicas para a prevenção e o tratamento da saúde da população brasileira.   Infelizmente, a nossa realidade atual parece aquela cena do filme Titanic, na qual o navio está afundando e a orquestra continua tocando os violinos… Diante de uma greve da Receita Federal que ultrapassa os 30 dias e com o acúmulo de mercadorias hospitalares aguardando o desembaraço, o governo federal dá as costas para a questão e os ?violinos continuam tocando?.   A sociedade civil organizada precisa que essas questões sejam tratadas com a seriedade que os assuntos pedem. A indiferença do governo e dos diversos órgãos envolvidos na área regulatória fazem com que os investimentos se transformem em gastos, com grande facilidade. Isso faz o país perder atratividade. O Brasil precisa parar de “pisar na bola” no que tange às questões de atratividade do mercado, incluindo-se aí, os marcos regulatórios e um maior controle sobre as questões de importação e/ou fabricação no mercado local.   Já me perguntaram se sou louco por escrever artigos como esse.   Sim, sou louco, mas pelo Brasil!

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