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Estudos farmacoeconômicos com dados da vida real: está na hora das operadoras de saúde participarem!

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Operadoras de saúde não usam dados próprios disponíveis para análises farmacoeconômicas….ou, se usam, não publicam.

 

Existe ainda, no Brasil, uma percepção de que divulgação de dados pode expor alguma fragilidade ou fomentar crescimento da concorrência. São alguns dos motivos citados pelos executivos da saúde para resistência crônica em utilizar dados técnicos das operadoras de saúde em estudos científicos consistentes. Salvo algumas honrosas exceções, muito pouco se produz com informações dos mais de  45 milhões de brasileiros que povoam os banco de dados das operadoras de saúde privada. É o que se chama de Real Word Data (dados do mundo real)

 

Entendo que alguns pontos podem ser salientados e, quem sabe, ampliados dentro das particularidades de casa empresa:

 

  1. Reclamar da falta de estudos aplicáveis a nossa população não basta. Mesmo que as pesquisas apresentadas possam não ter a aplicabilidade imediata pela impossibilidade de extrapolação do income de dados, pode ser vir como ótima matriz  de pensamento. Frequentemente as modelagens, que são parte complexa das análises farmacoeconômicas, podem ser usadas.

 

  1. Temos que saber exatamente o que estamos procurando. Muito mais produtivo é identificar algum questionamento pertinente para resolver problemas ou estabelecer projetos na empresa e, com isso em mente, procurar as respostas nos nossos números. Realmente não tem sentido ocupar nossa já sobrecarregada T.I. com coleta e análise de informações que não vamos usar objetivamente. Mas, definitivamente, ocupar a T.I. com análises crtiicas e produtivas é um benefício que se estende alem do cumprir prazos para completar o serviço do mês.

 

 

Não posso deixar de citar outros pontos que tornariam o ambiente mais produtivo:

 

  1. Estímulo por parte dos órgãos reguladores. Premiar, de alguma forma, as operadoras que trouxessem propostas criativas e úteis para o crescimento do setor deveriam ser, de alguma forma, prestigiadas na prática. Abrir mão de algumas reservas compulsórias já ajuda!

 

  1. Qualificação de pessoal. Várias operadoras tem reservas em fundos de apoio a treinamento (como FATES) e não usam de forma produtiva. Muitos projetos com resultados a curto, médio  e longo prazo poderiam ser fomentados.

 

  1. Interação acadêmica, com compromisso de publicar resultados, sejam quais forem, a fim de criar material qualificado e minimizar viés de publicação clássico: só se publica casos de sucesso…. enquanto sabemos que casos de insucesso também ajudam muito na construção e crescimento da informação.

  

Aquela busca por dados perfeitos, que impede obtenção de dados bons, é certamente presente neste ambiente. Mas, citando o matemático inglês  do século 19, Charles Babbage, erros usando dados inadequados são muito menores do que usando dado nenhum. Imprecisões podem, pelo menos, gerar hipóteses e orientar para uma estratégia mais precisa. Temos espaço nacional, com Jornal Brasileiro de Economia da Saúde (JBES) e eventos internacionais todo ano que tem vocação para receber estes trabalhos de avaliá-los de forma científica. Fica a provocação…

 

  

Este mês temos  Congresso Latino Americano da International Society of Pharmacoeconomics and Outcome Research (ISPOR), no México. Se tiverem a chance, é uma ótima oportunidade de ampliar o networking e aprender sobre este tema. Saúde a todos!

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