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Enfatizar a comunicação na saúde: o início para transformação

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Participei conferência MedicineX. Lá se discute, entre outras coisas, o uso de tecnologias emergentes e a importância da colaboração e comunicação na saúde. O conceito que inclui a interdisciplinaridade e a participação dos diversos atores é fascinante. A audiência bem diversa incluía médicos, administradores, investidores, governo e pacientes. Participei das discussões sobre cuidados paliativos, uso de opióides e tecnologias médicas. Interagi com ePatients, aceleradora, médicos, departamento de saúde (HHS), estudantes e corporações. Vi, em primeira mão, como devemos abordar um novo modelo de saúde.

MedicineX comunicação

Muitas inovações na saúde vêm e virão da colaboração, e a comunicação é um dos pilares mais importantes. De fato, é desafiador criar um sistema impacte positivamente os diversos stakeholders, mas a saúde atual está modelado de maneira a desencorajar a criatividade ou a inovação. A prática clínica está mergulhada em burocracias que toma mais tempo que o contato com os pacientes.  O hiato em comunicação afeta tanto a relação com o paciente quanto com os profissionais. Além disso, temos o paternalismo associado ao relacionamento unilateral desgastante: condições financeiras esdrúxulas aos profissionais, condutas inviáveis para o paciente, políticas públicas detrimentais. Esse quadro é insustentável a longo prazo.

Com certeza existem instituições públicas e privadas no Brasil que estão fazendo a diferença. Há na esfera pública casos e iniciativas exemplares desde nos postos de saúde até nos hospitais de alta complexidade. No meio privado, o fortalecimento do ecossistema de startups e a participação dos hospitais e corporações já estabelecidos demonstra interesse exponencial em oferecer mudanças positivas na saúde. A saúde digital e novas ferramentas tecnológicas trazem soluções que empoderam o usuário. Ainda há as participações público privadas que podem oferecem soluções inovadoras em escala. Todas estas iniciativas parecem indicar o esgotamento de um modelo para o encontro de um novo.

Precisamos pensar na mudança da cadeia da saúde como um todo. Ideias como pagamento por performance, foco na prevenção e gestão de saúde populacional. Mas qualquer que seja o modelo criado, comunicação e sustentabilidade são elementos fundamentais. Não devemos ter somente casos isolados de excelência, mas buscá-la como um todo.

       
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