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EFICÁCIA OU EFICIÊNCIA?

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Segundo o guru da Administração Moderna, Peter Drucker, Eficiência é fazer certo as coisas, enquanto Eficácia é fazer as coisas certas. Num de seus célebres (e sempre brilhantes) textos, ele disse: ?Não Confunda Movimento com Progresso?. Partindo-se dessas premissas de Eficiência, Eficácia, Movimento e Progresso, podemos facilmente, mentalizar uma matriz de quatro quadrantes, na qual esses conceitos se cruzam, gerando resultados mais positivos ou mais negativos. Agora, olhando-se pelo viés regulatório, acabamos por observar que, hoje, as autoridades mundiais (e o Brasil está claramente inserido nesse contexto) se preocupam muito mais com a Eficiência do que com a Eficácia, muitas vezes gerando mais Movimento do que Progresso. O resultado nem sempre é um Movimento Retilíneo Uniforme (MRU para os que ainda se lembram das aulas de Física), mas antes, um movimento que impõe um enorme gasto de energia aos Agentes Regulados e com resultados muitas vezes pífios do ponto de vista Segurança Sanitária e Rastreabilidade dos produtos. Portanto, gera-se mais movimento do que progresso. Outro efeito interessante a ser considerado é que a Área Regulatória e as empresas em geral, acabam se preocupando mais em ficar em conformidade com a legislação vigente (ainda que os resultados sejam fracos) do que nos processos e na Administração da coisa em si, muitas vezes direcionando recursos (humanos, financeiros, de tempo e energia). Certamente esse cenário não gera os Progressos que acabariam por beneficiar os Pacientes e Usuários Finais dos produtos. Nem por um momento quero dizer que devemos preterir a Área Regulatória. Os Marcos Regulatórios, indubitavelmente, empurram os países para um cenário melhor a cada dia, definindo requisitos, criando atratividade econômica, gerando empregos e recursos. O que se questiona, são os caminhos seguidos. Abre-se, aqui, uma oportunidade de revisão de muitos conceitos anacrônicos ainda hoje seguidos pelo setor Regulado, uma vez que são impostos pelo Agente Regulador. Cabe à Sociedade Civil Organizada refletir, gerar novos conceitos e documentar tais conclusões, da forma a apresentá-las ao Governo que deveria ser do povo, para o povo e pelo povo.

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