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É possível usar modelos lógicos parar maximizar programas nas empresas?

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Pesquisas nacionais e internacionais revelam que, na maioria das vezes, os programas de saúde e qualidade de vida nas empresas são focados na atividade, com ações isoladas, sem alinhamento com a missão e o planejamento da organização e com resultados limitados, ou seja, são pouco estratégicos e sustentáveis.

Após pesquisas e consultas que duraram alguns anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um modelo de ambiente de trabalho saudável que é amplo, baseado em evidências científicas e que pode ser aplicado em diferentes países e culturas. Este modelo tem quatro vias de influência: (1) ambiente físico de trabalho, (2) ambiente psicossocial, (3) recursos pessoais de saúde e (4) relação com a comunidade. Estas vias são baseadas na ética e legalidade e são movidas por um “PDCA” contínuo. Para isso, a OMS propõe cinco chaves para o sucesso do programa: (1) participação e compromisso da liderança, (2) envolvimento dos trabalhadores e suas lideranças, (3) ética e legalidade empresarial, (4) processo sistemático e integrado para assegurar a melhora contínua e a eficácia e (5) sustentabilidade e integração do programa.

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Mas, será que este modelo é aplicável ao mundo real das empresas?

Há três anos se busca identificar programas, em âmbito mundial, que utilizam o modelo da OMS, e que poderiam servir de benchmark para organizações em todo o mundo. Trata-se do “Global Healthy Workplace Award” que visa distinguir, dentre centenas de empresas de vários países, aquelas que podem ser modelos de boas práticas. A primeira edição ocorreu em 2013 em Londres e a segunda foi em Xangai, em 2014. A próxima edição está programada para maio deste ano, no Brasil. Tendo tido a honra de ser o jurado nas três edições, representando a America Latina, posso afirmar que são programas que conseguem aplicar, de maneira efetiva no mundo real, o modelo de ambiente de trabalho saudável da OMS.

Diante deste cenário e observando o comprometimento da competitividade relacionado ao capital humano, associado às questões de saúde e bem-estar, inclusive nas organizações brasileiras, o SESI do Estado de Santa Catarina resolveu trazer para o Brasil a terceira versão desta premiação. Concorrem ao prêmio, nas três modalidades, as seguintes empresas:

– Multinacionais – GlaxoSmithKline (Reino Unido) e Chevron (Estados Unidos)

– Grande empresa – Unilever(Brasil) e Vanderbilt University (Estados Unidos)

– Pequena empresa – Lan Spar Bank (Dinamarca) e Nava Jeevan (Paquistão)

A realização deste evento no Brasil, com a previsão de transmissão ao vivo pela internet pode se constituir num “ponto de virada” para que as empresas possam adotar modelo lógicos integrados (como o da OMS), utilizando as melhores práticas e ferramentas de gestão efetivas.

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