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Deus e o Diabo

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DEUS E O DIABO Se o ditado ?Deus está nos detalhes? é uma verdade que se reflete mais e mais na sociedade civil organizada e nas empresas através da adoção de sistemas de gestão, padronizações, melhorias contínuas, etc, permito-me complementar com a frase ?e o Diabo está na indiferença, no descaso e nas desculpas?. O leitor deve estar se perguntado o porquê dessa colocação. Explico: se de um lado as empresas privadas têm investido tempo, recursos humanos e financeiros, planejamento, estudos de mercado, pesquisas e desenvolvimento de novos produtos, além de muito esforço para se adequarem aos Marcos Regulatórios impostos pelos mais diversos órgãos governamentais (ANVISA, INMETRO, INPI, Min.Trabalho (EPI?s), entre outros), a contrapartida desses mesmos órgãos tem sido a lentidão excessiva, a perda de prazos legais, o excesso de desculpas e justificativas, o despreparo, a falta de consistência e até algum grau de empáfia: alguém já tentou marcar uma reunião num desses órgãos para tratar de um assunto sabidamente polêmico? Obviamente, não se fala aqui dos servidores em geral (que muitas vezes querem ajudar, mas que são barrados por armadilhas burocráticas), mas do resultado que chega ao mercado. Nesses órgãos há um excesso de influência política e um enorme despreparo técnico de alguns servidores, o que resulta em atrasos nas análises, nos trâmites, num excesso de exigências (os famosos ?comunique-se?). Enfim, a receita ideal para um desastre. E esse desastre sempre reflete no atraso nas aprovações, perda do tempo correto do lançamento dos produtos, perda das representações e outras inconveniências que acabam por vitimar as empresas privadas. O mercado não suporta mais o mesmo discurso de sempre: ?temos poucos servidores?, ?estamos mudando de prédio?, ?o fulano mudou de setor?, etc. Em poucas palavras, parafraseando o poeta, as empresas estão morrendo de sede em frente ao mar! Alguém precisa intervir e ter a coragem de gritar que ?o rei está nu?. Chega de tapar o sol com a peneira. Chega de palavras suaves para tratar uma situação emergencial. Essa atitude do governo está tirando investimentos importantes do país, pois os investidores não querem aguardar 10 a 12 meses para abrir uma empresa e obter as licenças e autorizações necessárias (investindo dinheiro 100% desse tempo) para, a partir daí, Registrarem seus Produtos ou obter as Aprovações de Modelo ou os Certificados de Aprovação. Seja lá o que for. Isso não é o mundo real! Enquanto isso, outros países do MERCOSUL e da América Latina recebem os investimentos inicialmente destinados ao Brasil, pois cumprem as etapas regulatórias de forma muito mais célere. E vão-se embora os empregos, os impostos, os benefícios sociais, etc. A amplitude das conseqüências é muito maior do que se pode avaliar num primeiro momento. As empresas precisam e têm o direito de serem protegidas dessa situação. Afinal, as Agências Reguladoras, os Institutos Públicos e demais órgãos foram criados para assegurar um ambiente regulatório estável, favorecendo o desenvolvimento rápido dos negócios e atraindo as empresas. E para as empresas o que sobra? Os rigores das Leis e Regulamentos. Que Deus as proteja!

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