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Defasagem entre o mundo real e o burocrático

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Burocracia, de acordo com a definição do dicionário da língua portuguesa Aurélio é: ?complicação ou morosidade no desempenho do serviço administrativo?. Na Área Regulatória, confundem-se, com alguma facilidade, os marcos regulatórios com a burocracia, dado o volume de leis, documentos e operações envolvidos no sistema. Ocorre que, por conta do crescimento dessa burocracia que envolve a área regulatória a criação e adequação dos marcos regulatórios acabam por andar defasados da realidade do mundo empresarial. Enquanto numa corporação as decisões são tomadas em curto espaço de tempo e isso reflete na criação de novos produtos, a lentidão dos governos em responder a essas novas tecnologias e produtos leva a um atraso na introdução dos mesmos nos mercados e, conseqüentemente, aos pacientes. Obviamente, não se defende aqui que nenhuma etapa necessária à avaliação do risco dos produtos seja ignorada, mas que se criem mecanismos que permitam aos governos acelerar os processos de criação e adoção de novas legislações, para que essas novas tecnologias e produtos possam chegar ao mercado com a velocidade necessária. Exemplos dessa lentidão não faltam, nem aqui no Brasil tampouco no exterior. O fato de a tecnologia caminhar muito mais rápido do que a burocracia dos governos leva a um descompasso que, em dado momento, reflete em perdas financeiras, de imagem e de incorporação e acesso aos novos produtos por parte da população. Rever processo de regularização de empresas, de registro dos produtos, integrar o trabalho de diferentes órgãos públicos além de uma maior e mais inteligente utilização dos meios digitais já seria um bom começo. Por exemplo: por que não criar um banco central de dados que concentre todas as informações das empresas, no que concerne às VISAs e ANVISA, de forma a evitar que a cada processo, se tenha que colocar os mesmos documentos, de forma repetida? Bem, sugestões não faltam. Basta o governo abrir os canais de diálogo com o setor privado e boas idéias surgirão, beneficiando os dois lados e permitindo que a população, que deveria ser a grande beneficiária, possa ter acesso de forma mais rápida e barata, a tratamentos que ainda hoje esperam pela melhoria ou pela criação de marcos regulatórios.

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