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Custo-efetividade em debate na Oncologia

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A Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) finalmente dá destaque a questões de farmacoeconomia. Durante o congresso anual, em Chicago, o tema está endereçado em vários debates.

Os medicamentos de câncer atingiram valores inacessíveis para qualquer tipo de sociedade e este silêncio sobre a pertinência do valor frente ao desfecho que os remédios já deixava mutos especialistas desconfortáveis. Estes temas deviam ter ocupado espaço nas discussões há mais tempo. Mais antes tarde do que nunca. A ASCO está participando de forma simples, produzindo um ?scorecard? que possa ajudar o médico a comparar valores entre as opções disponíveis para cada cenário médico.

A iniciativa deve ser prestigiada com debates regionalizados, uma vez que a os valor atribuído como ?custo-efetivo? varia conforme cada país.

Em câncer, o debate tem especial importância uma vez que epidemiologicamente a doença deve ocupar o topo das estatísticas de mortalidade já na próxima década, ultrapassando as doenças cardiovasculares. Outro aspecto que torna o assunto ainda mais oportuno em oncologia é que a média mensal de custo de novos tratamentos para câncer vem crescendo. Atualmente, a média de preço de um novo lançamento de remédio nesta área já chega a U$ 10 mil por mês. Alguns novos produtos chegam a custar U$ 150 mil para um curso de 4 doses. Estes produtos, já disponíveis no Brasil, e de cobertura pelos planos de saúde (uma vez que o SUS não tem orçamento nem para uma pequena fração disso em cada doença), acabam impactando inequivocamente na economia da saúde, gerando ambiente muito complexo de frágil sustentabilidade de muita tensão entre os atores envolvidos.

Ou se chega a um consenso, ou rumamos para colapso do sistema em pouco tempo.

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