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Como ser o Steve Jobs da Saúde?

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Steve Jobs citava que a inovação é o que distingue um líder dos demais. Interpretando este afirmação ao contrário, não seria errado dizer que em um ambiente no qual não há a coragem para a mudança todos tendem a fazer as mesmas coisas, da mesma forma, com os mesmos resultados.

Talvez este seja um dos prismas mais marcantes do atual mercado da saúde. Empresas e pessoas com pouca determinação em entender a inovação não como uma questão de escolha, mas sim de sobrevivência.

É sempre bom reforçar que quando falamos em inovação não estamos nos referindo à contratação de softwares e à aquisição de equipamentos de alta tecnologia. Estas, na verdade, são apenas ferramentas. Inovar é não estar contente com o momento presente, é pensar ?fora da caixa?, é desafiar o que sempre foi feito e abrir mão de idéias e ideais que eram válidos em outras épocas, mas que já não se aplicam ao período moderno.

Temos a tendência de buscar caminhos diferentes somente quando nos vemos pressionados e este tipo de conformismo é um enorme risco, pois as grandes mudanças exigem tempo e amadurecimento. Mudar o rumo do navio quando se está prestes a se chocar com um iceberg é sempre mais difícil.

Então, no mercado hospitalar, quando compartilhamos as mesmas reclamações, dificuldades e desconfianças, talvez nos falte perguntar: afinal, quem realmente está fazendo algo diferente para mudar este cenário? Ou ainda, quem terá a coragem de dar o primeiro passo?

Vencer o conservadorismo das instituições de saúde talvez seja o grande desafio da área de Suprimentos nos próximos anos, principalmente, na tentativa de trazer para os hospitais os conceitos da indústria em um ambiente que parece considerar o racionalismo no uso de recursos incompatível com a qualidade da assistência ao paciente.

Parte da tarefa de atingir este objetivo está em visualizar o futuro através de um telescópio que permita um mínimo de antecedência aos fatos que virão. Afinal, a mudança é certa, mas ser surpreendido por ela é opcional.

Vejam algumas perguntas sobre as quais os gestores de suprimentos devem refletir:

-Até quando a receita dos hospitais será predominantemente oriunda da comercialização de produtos?

-Como a consolidação de grandes grupos ou fusões influenciará os custos das instituições?

-Como reagirão os laboratórios farmacêuticos ao avanço constantes dos medicamentos genéricos e ao termino dos períodos de uso exclusivos de suas patentes?

-Qual será o modelo de gestão de OPME?s daqui a 5 anos e como será o relacionamento de hospitais, médicos e operadoras?

-Como será o avanço das técnicas modernas de logística na dispensação de produtos?

Talvez não sejamos capazes de responder claramente a todas elas neste momento. Mas, sem dúvida alguma, fica claro que nossa forma de trabalho atual precisará ser desconstruída para renascer dentro de uma nova diretriz que torne harmoniosa a relação saúde do paciente x saúde financeira das instituições.

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